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Frase de Kadu Costa

Tributo a Yoko 4 de janeiro de 2013 às 14:03 Imagine uma mulher Imagine uma irmandade de homens Imagine todas as pessoas... Imagine não haver países E nenhuma religião também Nada para matar ou morrer... Imagine essa mesma mulher, observando seu tempo e espaço Vivendo para o hoje, compartilhando com o mundo o seu olhar sensível Pois mesmo com a agulha em sua alma, enfincada por um louco atirador... Criou uma das mais belas de suas obras, A janela para o céu... Imagine um portal imaginário, longe de ser conceitual, moderno, ou contemporâneo. Uma arte mais que espiritual, ligando dois mundos paralelos entre o amor e a dor! Imagine a força dessa mulher, pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu? Abre teus braços essa grande fonte de sensibilidade, pra somar com sua arte o que as pessoas só pensam em dividir... Imagine um mundo sem guerra? Imagine todas as pessoas vivendo em paz... Já imaginou? Essa mulher sim! “Yoko Ono” não só imagina, mas com sua arte luta por um mundo melhor e pela paz. E você. O que faz com sua arte? Kadu Costa

Kadu Costa

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Pensador.com

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O BOBO DA CORTE 5 de janeiro de 2013 às 11:52 Na intenção de fazer o Rei sorrir,
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O BOBO DA CORTE 5 de janeiro de 2013 às 11:52 Na intenção de fazer o Rei sorrir, O bobo da corte veio se apresentar... Com seus acordes dissonantes e seus gracejos disparates. Leva a rir a multidão. Intrigante e muitas vezes privilegiado, começa a olhar desconfiado... No salão principal fotos da criadagem e suas caras de fome! Envolto a tantas meias verdades lembrou-se o “Bobo”. Da tristeza que carregava em seu coração. E em uma luta desumana entre alegria e tristeza, Que travava seu coração... O clown começou a chorar diante da corte, Que logo percebia que sua maquiagem multicolorida escorria... A feiúra que divertia então o Rei cedeu espaço para uma deformação... Foi quando ouviu um grande grito que vinha debaixo da coroa real. _ Que insulto, um palhaço com rosto de gente que ao invés de nos divertir Chora pela fome de rostos desconhecidos! Morte é seu destino... O Bobo em seu último suspiro suplicou sem ao menos se preocupar com o rumo Que sua vida ia tomar. E aproveitando toda liberdade de ação, exclamou bem do fundo de seu coração uma das poesias mais belas, dizendo que era seu ato final. O Rei cruel, mas curioso e cordial... Deixou o Clown se expressar... Mal sabia que esse era seu erro! E no ato solene e polêmico recitou sua poesia dirigindo seu olhar ao Rei. O Rei dos Bobos Passou a estudar e a conhecer As fantasias, anedotas por vocação... Carregava algumas moedas que ganhava ao cantar. Era feliz, Pois nunca havia presenciado a tristeza no olhar. Seu defeito foi sentir emoção, E o suplicio no ventre A arte iria completá-lo, Mas ainda sim pareceu banal E sem forças pra continuar a recitar... Olhou para o céu e pasmou-se com tantas cores, Pediu em oração... Sob a proteção de sua companhia, O insolente que não podia chorar... Permitiu-se nascer para fazer rir, E antes mesmo que acabasse a cantoria. Faça-me o favor completo. Mande enforcá-lo um quarto de hora antes de me fazer mal. "Já perdi muito tempo com poesia". Kadu Costa

Espelho 4 de janeiro de 2013 às 14:12 Espelhos que refletem a velha imagem
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Espelho 4 de janeiro de 2013 às 14:12 Espelhos que refletem a velha imagem Sente o tempo em todas as linhas do seu rosto Quanto tempo mais? Para devorar o que ainda resta... Sinto que o tempo é curto. Porém não quero chorar! Estou feliz diante de você, não tenho medo nem tão pouco arrependimento. Quero apenas o silêncio neste instante, apenas uma pausa para reflexão. Posso? Minha vida toda diante dos meus olhos, como pude enxergar e mesmo assim não conseguir ver nada. E tudo está tão claro e limpo... Consciência, onde está consciência porque não te escuto mais... Estou tão leve quanto o ar, “consciência”. Talvez tudo isso possa ser um sonho, não me recordo de homens poderem voar? E meus amigos onde estão neste momento:_ Família, cachorro, casa... Onde estão todos? Por que não consigo vê-los? Aos poucos estou esquecendo tudo! Esquecendo, esquecendo, esquecendo... “Morrendo” E novamente nascendo... Kadu Costa

Canção pro Ar 12 de janeiro de 2013 às 23:57 Nuvem passageira
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Canção pro Ar 12 de janeiro de 2013 às 23:57 Nuvem passageira Alma perdida nos céus de redemoinhos, Tentando esconder o Sol que habita antes de ti... Vem com o vento forte de maus presságios Tolos, loucos e aflitos. Percebem suas tranças além dos sentidos. Faz declínio no infortúnio, Quando ouve seu chamado Nuvem passageira Segue em frente Imutável pensamento, Varrendo a poeira suja do ar... Kadu Costa

Olhos Negros 5 de abril de 2013 às 22:49 Quando os olhos do poeta não agüentar mais enxergar realidade
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Olhos Negros 5 de abril de 2013 às 22:49 Quando os olhos do poeta não agüentar mais enxergar realidade E ao ver velhos amigosvisionários fustigados pela dor... O poeta então reinventa a roda do brincar fazendo que ossonhos se misturem novamente as meias verdades... “Verdade”. Razão, emoção e imaginação brincando em uma eterna gangorra, A morte sutil das palavras e o pulsar do coração. Seu único desejo! Poder voar... O poeta cria asas com linha e algodão, tecendo os caminhos de uma vida errante... Ele gira a roda, gira a roda para refletir em silêncio. Pois, somente em seus olhos carrega o mundo e um cemitério daqueles que amou... Kadu Costa