Pular para o conteúdo

Frase de Tiago Amaral

Inconscientemente Consciente É caminhar a esmo como um animal ferido. Um corte de navalha no calcanhar, um tiro de rifle na perna. Oh gloria dos doentes corrompidos, onde estás? Por essas ruas desertas? Por essas calçadas frias? Na busca de conhecimento em um vazio constante. Corpo condenado, vagando sem espaço algum, no vácuo de um lamaçal ondulatório. Carniça podres agonizam pela cidade a vida que lhe foi tirada. Nascemos condenado a viver, sim a viver. Um poeta revoltado, revoltadas distorções em forma de letras e palavras. Então não me procure, que ninguém me procure, porque não tenho nada para oferecer a ninguém. Além de poesia e arte, além de minhas próprias loucuras e paixão. Sou um marginal e problemático intelectual. Apaixonado pela vida, apaixonado por uma mulher. Viva a liberdade, viva todo tipo de liberdade. O homem nasceu para ser livre, livre nessa imensidão, livre nessa grande imensidão. Em baixo desse punhado de estrelas. Em baixo desse céu azul, azul que os olhares loucos e apaixonados fitam, fitam na mais louca paixão; acidez... Que só os loucos tem, loucos por amar, loucos por sentir, loucos pela vida, loucos para serem socorridos, loucos para por pra fora, o que só a alma senti. Loucos por desejarem, loucos por desejarem a si mesmos, na mais pura intensidade. Brilhando-se como vaga-lumes, queimando, queimando intensamente como, estrelas, perdidas no universo. Porque somos mentes, mentes pensantes, inconscientemente consciente. Por quer somos almas, simplesmente almas, que queima, que reluz, na mais pura louca intensidade. Queria acordar um dia e ver feliz o clarão lindo do sol e seus raios caindo, tropeçando, descendo acelerados, como ouro derretido, sobre todo chão verdejante, um belo dia azul. Do meu lado só queria uma garrafa gelada de vinho e talvez minha amada.

Tiago Amaral

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Tiago Amaral

Escrevendo no meio do nada em uma cabana enquanto paro para observar a lua cheia e contemplar ela.
Hospital Vidas a agonizar com tamanha angustia que chegava a me afligir. A minha própria alma um sentimento vazio de pura pena. Enquanto nos semblantes de outras almas eu podia em suas caras ver uma expressão fria de tão pura tristeza. Na espera de algum ente querido, condenado…
Continuar lendo

Hospital Vidas a agonizar com tamanha angustia que chegava a me afligir. A minha própria alma um sentimento vazio de pura pena. Enquanto nos semblantes de outras almas eu podia em suas caras ver uma expressão fria de tão pura tristeza. Na espera de algum ente querido, condenado a vagar parado, enquanto esperava com tamanha agonia a sua vez. E meio ao um corredor cujo em minha mente as paredes se rachavam enquanto tudo escurecia. E as luzes aparentava-se serem lâmpadas velhas, amareladas. E aqueles corpos vivos as esperas, pareciam diante dos meus olhos como almas a sofrer no purgatório dos vivos. E sentia-me eu como um anjo em um corredor de hospital abandonado. Cujo o teto gotejava por cima das teias que teciam as aranhas que ali moravam. Eu tinha então a sensação de pisar em pedras cuja tais pareciam serem úmidas e frias. Que eu sentia através dos meus pés toda a frieza daquele lugar, tão triste quanto sombrio. Era um corredor terrivelmente tenebroso diante de mim. E os meus olhos testemunhara toda aquela melancolia e tristeza. Eu sentia por dentro que minha alma não mostrava o que o meu corpo mostrava. Que era uma total completa sensação de tristeza e pena profunda. E todos que passavam pelo corredor caminhavam a sim com um semblante triste, preocupados, chorando em meio a uma agoniante, agonia profunda. Tanto que me doía a alma, então eu também chorava, de corpo como de alma. E tudo isso eu notei antes mesmo de entrar naquele hospital, no qual como anjo, me fazia tão mal.