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Frase de Marina Lodi

⁠Não há feito que sobreviva à solidão da passagem do tempo. No longo prazo, todos os nossos acertos são pífios e não há maquiagem que dissimule o óbvio: nunca seremos nada. Buscar a realização pessoal baseada no outro é um dos indícios de que a esquizofrenia pode ser coletiva. Estava calculando jogada no sofá: o quão danoso seria parar de fingir que comprei a estupidez da realização pessoal pela óptica de terceiros a fim de me dedicar a questões, que a mim, soam mais prementes? O que pode, inclusive, perpassar por me dedicar a questão nenhuma, se eu quiser. Concluo que o covarde merece toda a desgraça que o acontece; inclusive a de desperdiçar a própria vida, como praxe, esporte e falta de criatividade.

Marina Lodi

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Balancete do Carnaval de 2023: sorte no azar, azar na sorte Constatei, com comicidade travestida de pesar, que a rola daquele mendigo que se masturbava no ponto de ônibus (lembra?) parecia ergonomicamente mais tesuda que as dos moços vindos de famílias financeiramente mais bem estruturadas de Vitória que eu consegui arrebanhar. Ainda que eu seja dada à arroubos de violência estética, minha sorte é ter introjetada a verdade de que meu melhor amante reside mesmo é na gaveta de calcinhas. Pensando alto, talvez um dia desses acorde cedo para ver meus faxineiros em ação. 22/2/23. No quarto, mas com o nariz fora da gaveta de calcinhas.