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Frase de NinoCarneiro

O Caminho, o Encontro e Outras Urgências Era 15 de agosto de 2026, e o peregrino Nino Carneiro fazia sua peregrinação até Nossa Senhora de Aparecida da Babilônia. Naquele dia, ele estava especialmente feliz. Tanto na ida quanto na volta, muitos pagadores de promessas o reconheceram. Alguns lhe desejavam uma boa caminhada; outros pediam uma fotografia; e havia ainda aqueles que, percebendo o dia abafado, embora não muito quente, ofereciam-lhe água. Entre tantos peregrinos, porém, um chamou particularmente sua atenção: um pai que caminhava carregando nos ombros uma pequena “casinha”, dentro da qual estava sua filhinha, uma menina que aparentava ter apenas dois ou três anos. E não é que aquele pai era justamente um grande amigo do peregrino Nino Carneiro, com quem costumava tomar café da manhã duas ou três vezes por semana? O encontro foi uma daquelas surpresas que tornam uma caminhada ainda mais especial. Os dois ficaram muito felizes ao se encontrar. Conversaram por alguns minutos, trocaram algumas palavras sobre a caminhada e, depois, o amigo seguiu seu caminho, carregando a filha nos ombros e, provavelmente, algumas boas histórias para contar. Ao chegar à capelinha de Nossa Senhora, o peregrino encontrou o recinto abarrotado de pessoas. Havia tanta gente que ficou praticamente impossível localizar novamente o amigo e sua pequena companheira de caminhada. Depois de fazer sua oração de agradecimento a Nossa Senhora, o peregrino comeu algumas frutas, bebeu água, passou rapidamente pelo banheiro e retomou sua caminhada com destino a São Carlos, como de costume. No dia seguinte, durante o tradicional café da manhã na Padaria Pão do Bairro, eis que apareceu novamente o amigo da caminhada do dia anterior — desta vez, sem a filha nos ombros. Depois dos cumprimentos, os dois começaram a conversar sobre a peregrinação. Perguntaram um ao outro como havia sido a caminhada e se tinham visto alguma coisa que lhes chamara a atenção. Foi então que o peregrino Nino Carneiro, naturalmente curioso, fez a pergunta que faltava: — E a menina? Como ela se comportou durante a caminhada? O amigo, com a maior tranquilidade do mundo, começou a contar. Por volta da metade do percurso, a menina pediu para fazer xixi. Como ela havia deixado de usar fraldas poucas semanas antes, o pai pensou: “Oba! Parece que a menina está se acostumando com a nova fase.” Ao mesmo tempo, ele sabia que a esposa havia sido mais prudente e colocado uma fralda na menina antes da caminhada. Afinal, mãe experiente sabe que, em certas situações, prudência nunca é demais. Até aí, tudo corria perfeitamente bem. Quando chegaram ao Santuário de Nossa Senhora, porém, o pai resolveu levar a filha ao fraldário para verificar se estava tudo em ordem. Foi nesse momento que a fralda resolveu participar ativamente da peregrinação. Não houve anúncio sonoro nem aviso por escrito. Apenas aquele discreto, porém inconfundível, sinal de que a situação exigia providências imediatas. A fralda estava cheia. E, naquele instante, o pai descobriu uma das mais antigas leis da paternidade: uma criança pequena pode carregar muito pouco peso nos ombros, mas é capaz de colocar um peso enorme na responsabilidade dos pais. O problema maior era que, dentro da mochila, não havia nenhuma fralda reserva. O pai conseguiu higienizar a menina, mas percebeu que, para continuar a peregrinação, precisaria de uma ajuda que, naquele momento, valia mais do que qualquer água oferecida no caminho. Pegou o celular e pediu socorro à esposa. E assim terminou ali mesmo, nas proximidades da capela de Nossa Senhora Aparecida da Babilônia, a peregrinação daquele dia. O peregrino Nino Carneiro ouviu toda a história com atenção e, como não poderia deixar passar uma oportunidade dessas, encerrou o encontro com uma reflexão digna de quem já aprendeu que a vida também gosta de pregar peças: “A vida tem dessas coisas. Às vezes, um pequeno alívio pode representar uma grande felicidade. E, em certas peregrinações, o maior desafio não é chegar ao destino — é chegar até lá com fraldas suficientes.” Naquele momento, o peregrino pensou que talvez essa fosse mais uma das lições das caminhadas: ninguém sabe exatamente o que encontrará pela frente. Pode haver sol, chuva, cansaço, fé, encontros inesperados, água oferecida por desconhecidos e até uma fralda capaz de mudar completamente o rumo de uma peregrinação. E talvez seja justamente isso que torna o caminho tão interessante. Porque, para quem caminha com o coração aberto, cada passo pode trazer uma história — e algumas delas, inevitavelmente, acabam precisando de uma fralda. Peregrino Nino Carneiro

NinoCarneiro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de NinoCarneiro

Matemática! Só de pensar em matemática, eu já me lembrava de um velho problema. Durante praticamente toda a minha vida escolar, até chegar à universidade, ela foi uma companheira difícil. Números, fórmulas e problemas pareciam falar uma língua que eu não conseguia compreender. E…
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Matemática! Só de pensar em matemática, eu já me lembrava de um velho problema. Durante praticamente toda a minha vida escolar, até chegar à universidade, ela foi uma companheira difícil. Números, fórmulas e problemas pareciam falar uma língua que eu não conseguia compreender. E, talvez por isso, durante muito tempo imaginei que não levava jeito para aquilo. Mas a vida tem dessas coisas: às vezes, precisamos envelhecer para compreender aquilo que, quando jovens, parecia impossível. Depois dos sessenta anos, tive curiosidade de conhecer um pouco mais sobre a história da matemática. Descobri que ela nasceu de necessidades simples do ser humano: contar, medir terras, organizar o tempo e compreender o mundo. No Egito e na Mesopotâmia, já fazia parte da vida das pessoas. Mais tarde, pensadores como Pitágoras ajudaram a transformá-la em uma ciência. Quanto mais eu lia, mais percebia que a matemática nunca esteve apenas dentro dos livros escolares. Ela está nas compras, nas finanças, na cozinha, na tecnologia, no tempo, nas distâncias e até nas minhas caminhadas. Está em tudo aquilo que mede, organiza e dá sentido às coisas. E então compreendi algo ainda mais importante: matemática não é sinônimo de inteligência. Durante muito tempo, uma nota baixa em matemática me fez acreditar que eu não era suficientemente inteligente. Hoje sei que isso não é verdade. A inteligência não mora em uma única matéria. Há pessoas brilhantes com números e outras que brilham com palavras, arte, criatividade, sensibilidade, emoção ou capacidade de compreender o próximo. Não ser bom em matemática não nos torna menos inteligentes. Cada pessoa carrega dentro de si uma maneira diferente de aprender, pensar e enxergar o mundo. Talvez o nosso talento esteja justamente em um lugar que a escola nunca conseguiu medir. Ninguém é excelente em tudo. E talvez seja essa uma das maiores belezas de ser humano: somos incompletos, diferentes e, justamente por isso, capazes de aprender uns com os outros. Às vezes penso que teria sido diferente se algum professor tivesse me dito isso quando eu era estudante. Talvez eu não tivesse olhado para a matemática como uma inimiga. Talvez tivesse entendido que uma dificuldade não define uma pessoa. Hoje, quando olho para trás, percebo que a matemática deixou de ser apenas uma matéria que eu não compreendia. Tornou-se uma lição sobre a própria vida. Aprendi que não devemos medir a inteligência de uma pessoa apenas por aquilo que ela não consegue fazer, mas também por tudo aquilo que ela é capaz de realizar. E foi assim que, depois de tantos anos, descobri uma conta que a escola nunca me ensinou: na matemática da vida, o nosso valor não está naquilo que nos falta, mas naquilo que somos capazes de somar ao mundo. Peregrino Nino Carneiro

Maria João, Um Anjo que Partiu Cedo Demais Eu, como peregrino que acredita que a peregrinação não é apenas uma jornada física ou sagrada, aprendi que caminhar também é buscar uma espiritualidade que nos transforma e nos torna viajantes em direção a Deus. A perda de minha sobrin…
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Maria João, Um Anjo que Partiu Cedo Demais Eu, como peregrino que acredita que a peregrinação não é apenas uma jornada física ou sagrada, aprendi que caminhar também é buscar uma espiritualidade que nos transforma e nos torna viajantes em direção a Deus. A perda de minha sobrinha Maria João, uma jovem guerreira de apenas 24 anos, fez nascer em mim uma dor que nenhum caminho havia conseguido me mostrar. Ela perdeu a vida lutando, acreditando que os chamados de sua profissão não esperavam apenas pelo dever, mas pelo coração. Maria João era um anjo sem asas, vestindo a farda da coragem, sempre pronta para levar esperança ao cinza de qualquer tempestade. Sua partida levou uma jovem cheia de vida, sonhos e possibilidades, deixando em nossa família um vazio que nenhuma palavra consegue preencher. Diante dessa perda, voltei cerca de quarenta anos na trajetória da minha vida e reencontrei outras despedidas que o tempo jamais conseguiu apagar. Primeiro, meu irmão João, aos 29 anos, vítima de leucemia. Um batalhador, dono de um coração imenso e sempre disposto a ajudar o próximo. Depois, minha querida mãe, Belmira, que partiu aos 53 anos. Uma mulher que considero uma fortaleza e que, ainda aos 17 anos, teve coragem de deixar o Brasil para viver um grande amor em Portugal. Em seguida, perdi meu pai, que, embora tivesse enfrentado um câncer, acabou sendo profundamente abalado pela depressão após a morte de minha mãe. Quando meu coração começava a encontrar algum acalento, veio outra tragédia: meu sobrinho António, o Tó, partiu aos 18 anos, vítima de uma overdose de drogas. Gosto de imaginar que, de alguma forma que somente Deus conhece, ele foi ao encontro de seu pai, meu irmão João. Depois de tantas perdas, pedi a Deus que me livrasse de novas notícias ruins. Os anos passaram, e a vida também me presenteou com momentos maravilhosos, tantos que seria impossível enumerá-los sem correr o risco de esquecer algum. Foram esses momentos que me ensinaram a agradecer, a caminhar e a compreender que a vida, apesar de suas dores, continua sendo um presente de Deus. Mas hoje percebo que ainda sou extremamente frágil. Posso ter caminhado milhares de quilômetros, enfrentado chuva, frio, calor, cansaço e longas distâncias, mas nada me preparou para a despedida de Maria João. Descobri que existem distâncias que nenhum peregrino consegue medir com os pés. Existem caminhos que não se percorrem com as pernas, mas com a alma. Por isso, hoje não tenho grandes respostas. Tenho saudade, lágrimas e fé. Resta-me implorar a Deus que conforte toda a minha família e agradecer aos milhares de portugueses que, profundamente comovidos, manifestaram solidariedade, respeito e compaixão diante da nossa dor pela perda de Maria João. Ela partiu muito cedo, mas deixou uma história, uma coragem e uma lembrança que continuarão caminhando conosco. Talvez seja essa a única maneira de compreender a partida de quem amamos: o corpo vai embora, mas aquilo que a pessoa plantou em nossos corações permanece. Hoje, o peregrino que tantas vezes escreveu sobre superar limites precisa reconhecer que encontrou um limite que não consegue ultrapassar sozinho. Por isso, não peço a Deus que apague a minha saudade. Peço que me dê forças para transformar a dor em oração, as lágrimas em gratidão e a ausência em memória. Porque existem caminhos que não foram feitos para serem vencidos. Foram feitos para serem percorridos com fé. Peregrino Nino Carneiro

Despedidas que Não São Adeus Eu ainda sou daqueles que não acreditam em despedidas. Talvez porque, ao longo dos meus caminhos, aprendi que algumas pessoas podem se afastar dos nossos olhos, mas jamais conseguem se afastar completamente do nosso coração. Há quem parta para o mund…
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Despedidas que Não São Adeus Eu ainda sou daqueles que não acreditam em despedidas. Talvez porque, ao longo dos meus caminhos, aprendi que algumas pessoas podem se afastar dos nossos olhos, mas jamais conseguem se afastar completamente do nosso coração. Há quem parta para o mundo espiritual e continue caminhando conosco através das lembranças, dos ensinamentos e dos momentos que o tempo não consegue apagar. Há também aqueles que continuam aqui, neste mundo, mas que, por alguma razão, seguiram por outros caminhos. Mesmo assim, permanecem presentes em nossa memória. Quando alguém que amamos parte, precisamos encontrar uma força que muitas vezes nem sabíamos possuir. Não é fácil aceitar a ausência de quem fazia parte dos nossos dias, das nossas conversas e até dos nossos silêncios. Mas talvez nem todas as perguntas precisem de respostas. Prefiro acreditar que algumas despedidas são desafios que Deus coloca em nosso caminho para nos tornar mais fortes, mais humanos e mais agradecidos. Acredito também que algumas pessoas passam por nossa vida para nos presentear com momentos, ensinamentos, sorrisos, abraços e exemplos. E, quando partem, deixam sementes que precisam continuar florescendo através de nossas atitudes. Afinal, não somos donos das pessoas que amamos; temos apenas o privilégio de caminhar ao lado delas durante um trecho da nossa jornada. Por isso, diante de certas despedidas, talvez a palavra mais importante não seja ”adeus”, mas “obrigado”. Obrigado pela companhia, pelo carinho, pelos ensinamentos e por tudo aquilo que ficou dentro de nós. Obrigado a Deus por ter permitido que nossos caminhos se encontrassem, mesmo que por um tempo que hoje pareça tão curto. Agora percebo que o sentimento de perda, que senti à primeira vista, começa a se transformar em saudade. A dor ainda existe, mas já vem acompanhada de gratidão. E talvez seja essa a grande lição de quem caminha muito: algumas pessoas deixam de caminhar ao nosso lado, mas passam a caminhar dentro de nós. Por isso, não quero dizer adeus. Quero apenas agradecer e continuar caminhando, levando comigo aqueles que um dia fizeram parte da minha estrada. Porque aprendi como peregrino que existem caminhos que fazemos com os pés e outros que fazemos com o coração. E quem passou pela nossa vida e deixou amor nunca vai embora completamente. Peregrino Nino Carneiro

O Café das Quintas Quando a amizade vira caminho Existem encontros que acontecem por acaso e outros que, com o tempo, parecem ter sido preparados pela própria vida. O Café das Quintas 60+ é um deles. Começou como uma simples reunião entre amigos e acabou se transformando em um…
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O Café das Quintas Quando a amizade vira caminho Existem encontros que acontecem por acaso e outros que, com o tempo, parecem ter sido preparados pela própria vida. O Café das Quintas 60+ é um deles. Começou como uma simples reunião entre amigos e acabou se transformando em um espaço de histórias, lembranças, opiniões, brincadeiras e muitas risadas. Ali, cinco homens descobriram que envelhecer pode ser muito mais agradável quando existe uma boa mesa e amigos dispostos a conversar. A idade não é o que importa. O essencial é o respeito. O grupo é formado por Alfredo, Ângelo, Sveraldo, Valle e Nino: três estão na casa dos sessenta, um na dos setenta e outro na dos oitenta. Há dois engenheiros civis, um advogado, um professor e um administrador. São cinco histórias de vida e cinco maneiras diferentes de enxergar o mundo. Dois têm tendências progressistas e três, tendências conservadoras, mas todos sabem que uma amizade vale muito mais do que uma opinião. Podem discordar, argumentar e até tentar convencer uns aos outros, mas ninguém precisa pensar igual para continuar sentado à mesma mesa. Toda quinta-feira, a partir das dezesseis horas, o encontro acontece na Padaria Pão do Bairro, na Rua São Paulo, esquina com a Rua Treze de Maio. Quando chegam, os semblantes já revelam a alegria pela reunião. Durante algumas horas, as preocupações ficam do lado de fora, enquanto a mesa se transforma em ponto de encontro para falar da vida, da cidade, das lembranças e, inevitavelmente, do futebol. Dois são santistas, um é palmeirense e dois são corintianos. O palmeirense é o provocador oficial do grupo e gosta de lembrar os muitos títulos conquistados pelo Palmeiras. Entretanto, quando o assunto chega ao Mundial, os outros quatro encontram uma oportunidade para devolver as provocações. O debate dura alguns minutos, mas termina sempre em risadas. Afinal, naquele grupo, ninguém quer ganhar a discussão; quer apenas garantir assunto para a próxima quinta-feira. Há também o amigo português, que é alvo permanente das brincadeiras. Todos são descendentes ibéricos, mas ele é o único ibérico de nascimento. O palmeirense costuma perguntar: “Como é possível um português ser casado com uma pessoa que sempre foi a número um da classe e só tirava dez?” A pergunta provoca risadas, inclusive do próprio português, que leva a brincadeira para casa e conta tudo à esposa. Ela também ri. Assim, uma piada que começa na padaria acaba envolvendo a família inteira. As conversas também percorrem o passado. Falam sobre São Carlos, sobre pessoas ilustres da cidade, sobre amigos, acontecimentos antigos e o futebol dos tempos de Pelé. Uma lembrança desperta outra, e, sem perceber, os cinco viajam no tempo. É uma peregrinação diferente: não exige mochila, botas ou quilômetros percorridos. Basta uma memória. Na mesa, o cardápio é simples: uma garrafa de água com gás de um litro e cinco cafés, sendo um carioca, bem fraquinho. E existe uma regra não escrita: a água é coletiva, mas cada um cuida do próprio café. Afinal, a amizade é grande, mas ninguém pretende transformar uma reunião de amigos em um banquete! Às 17h35, o telefone do português desperta. É hora de buscar as duas netinhas. Nesse momento, os quatro companheiros começam a rir, como quem diz: “Vai, português! É melhor ir logo, senão você vai apanhar da sua esposa!” Ele se despede e segue seu caminho, enquanto os demais ficam guardando histórias para a próxima quinta-feira. É assim que termina mais um encontro. Ou talvez não termine. Algumas amizades continuam depois que a mesa fica vazia: permanecem nas lembranças, nas piadas, nas mensagens e na expectativa pelo próximo encontro. Ao longo de seus caminhos, o Peregrino Nino Carneiro aprendeu que caminhar não significa apenas colocar um pé diante do outro. Significa também encontrar pessoas, dividir experiências e deixar um pouco de si em cada encontro. Por isso, o Café das Quintas 60+ deixa uma lição simples: amizade também precisa de espaço na agenda. Quem tem amigos não deveria esperar que o acaso os reúna. Pode escolher um dia, uma praça, uma padaria ou uma mesa qualquer e começar. Não importa a idade, a profissão, o time ou a maneira de pensar. O que importa é sentar-se, conversar e rir. Porque, quando os anos passarem, talvez ninguém se lembre exatamente de quanto custou aquele café. Mas certamente se lembrará das histórias, das brincadeiras e das pessoas que estavam à mesa. Para o Peregrino, existem caminhos que se percorrem com os pés e outros que se percorrem com o coração. O caminho da amizade é um deles. Não possui placas, quilometragem ou linha de chegada. É feito de respeito, companheirismo, lembranças e risadas. E talvez seja justamente por isso que algumas das melhores caminhadas da vida aconteçam sem que ninguém precise sair do lugar. Peregrino Nino Carneiro