Frase de Miriam Da Costa
O melhor do Brasil é o seu povo, esse povo múltiplo, nascido da mistura de etnias, culturas e histórias que tece, dia após dia, a grandeza do país. O pior do Brasil é o persistente complexo de vira-lata, ainda encarnado em parte desse mesmo povo, submisso às velhas soberbas imperialistas e às heranças coloniais que insistem em moldar mentalidades e destinos. O melhor do Brasil é o seu povo: um mosaico vivo de sangues, cores, vozes e batalhas, uma multidão que insiste em ressurgir, mesmo quando o país tenta afogá-la no próprio descaso. O pior do Brasil é o vírus antigo do vira-latismo, essa servidão tatuada na alma, herdada de grilhões que nunca foram quebrados, apenas polidos, disfarçados e impostos como destino. O melhor do Brasil é seu povo plural, tecido de afetos, tambores e memórias, um jardim humano que floresce nas línguas, nos ritmos e nas mãos que constroem cada amanhecer. O pior do Brasil é o velho eco colonial que ainda assombra corações e gestos, um sopro servil que tenta calar a própria grandeza e dobrar-se diante de poderes que não lhe pertencem. O melhor do Brasil é o seu povo, gente que me lembra casa, abraço, cheiro de comida na panela, gente que ri alto, que sofre fundo, que segue apesar de tudo. O pior do Brasil é essa tristeza educada, esse medo de ser grande, esse reflexo de se curvar ao que vem de fora como se faltasse orgulho na própria pele. O melhor do Brasil reside no povo, na vastidão existencial de sua diversidade, onde identidades múltiplas se encontram para criar um sentido coletivo de ser-no-mundo. O pior do Brasil é o complexo de vira-lata, uma sombra psíquica herdada da história, que transforma a autodúvida em hábito e a subserviência em uma forma trágica de pensar o próprio destino. ✍©️@MiriamDaCosta
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