Pular para o conteúdo

Frase de Marcinha Babinsk

O filme! Não me perguntem o que foi??? -Porque eu não saberei responder, só sei que foi por acaso que nos encontramos, ela me olhou, mas não me viu, eu a vi, mas não a fiquei olhando. De repente sentamos no cinema uma ao lado da outra, estava sozinha, com um saco enorme de pipoca, mal podia enxergar a tela, tinha os cabelos anelados, mais curtos, usava um óculos como o meu, claro o filme era em 3D! No início me senti incomodada, aquela mesma mulher que estacionou o carro ao lado do meu, que estava na fila comprando ingresso na minha frente, que sentava ao meu lado parecia que estava me perseguindo.... foi então que ela esbarrou seu braço na minha garrafinha de água e descemos juntas para pegar e um olhar estranho eu percebi. Um pedido sem graça de desculpas, duas palavras, não mais que isso...e o filme! Quê filme???? Passei e nem me lembrar mais que estava no cinema, seu braço encostava no meu, eu ouvia sua respiração....e o filme? Nem sei que cena estava, se era ação ou terror, passei o filme inteiro sonhando o que falaria depois do filme: - E aí gostou? Bom filme né? Mas, se ela me perguntasse sobre alguma cena, algum personagem? Falaria amenidades....aquela coisa do tipo também concordo, porque nem mais o nome do filme eu sabia... ah! sabia sim, mas já tinha esquecido, porque uma mulher ao meu lado que eu nem conhecia estava "prendendo" mais minha atenção do que o filme...teve uma hora que ela olhou levemente pra mim, fez um pequeno comentário sobre o filme, sorri. O que mais eu podia fazer? Se nem filme eu estava assistindo....e passei uma hora e meia sonhando com essa desconhecida e amedrontada com a aproximação do fim do filme, enfim luzes acessas, olho sua mão: solteira, podia não ser! Procuro rapidamente dentro da memória uma ou duas, talvez três palavras para conseguir me aproximar dela. Logo nós que sentamos ao lado uma da outra, que estacionamos ao lado uma da outra, que vimos o mesmo filme, na mesma fileira...quantas afinidades, pensei. Tomei coragem: -Essa blusa é sua?Tinha uma blusa de frio largada na cadeira ao nosso lado -Não. É sua, você chegou com ela. Ela me notou, pensei. Despediu-se e nunca mais a vi, mas confesso foi o melhor filme que vi na minha vida. ( Marcinha Babinsk)

Marcinha Babinsk

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Marcinha Babinsk

E DA FILOSOFIA BABINSK: "O amor esquece mágoas, o amor perdoa erros, o amor aceita e recebe! -O amor é um tolo que se deixa enganar?
Continuar lendo

E DA FILOSOFIA BABINSK: "O amor esquece mágoas, o amor perdoa erros, o amor aceita e recebe! -O amor é um tolo que se deixa enganar? Não! Respondi a mim mesma, o amor é um sábio, que se deixa aprender!

Estou doente, muito doente de amor, estou morrendo,
Continuar lendo

Estou doente, muito doente de amor, estou morrendo, morrendo por você, me entreguei à morte, fugi das pessoas, pois sem você não tenho motivos para viver, quero não trabalhar mais, quero não sair de casa, quero beber sangue da minha vida e me apagar sumindo... Quero desejar as cinzas e sê-las, quero um vento forte para que as leve para longe, dissipar-me no caminho, quero apenas desaparecer! E me afogar no choro de minhas lágrimas infinitas, quero morrer de sede sim, tomar ácido, envenenar-me de dor, sentir o fime apagar você de mim! (Marcinha Babinsk)

Crônica da Babinsk- Marcinha Babinsk ÉRAMOS TRÊS Éramos um casal composto por TRÊS pessoa...não está entendendo? Eu explico: morávamos no interior de São Paulo, eu e meu marido, sim fui casada e com um homem, um homem maravilho, fraco, mas um homem maravilhoso,tivemos TRÊS filh…
Continuar lendo

Crônica da Babinsk- Marcinha Babinsk ÉRAMOS TRÊS Éramos um casal composto por TRÊS pessoa...não está entendendo? Eu explico: morávamos no interior de São Paulo, eu e meu marido, sim fui casada e com um homem, um homem maravilho, fraco, mas um homem maravilhoso,tivemos TRÊS filhos, lindos, fortes como a mãe, depois de TRÊS anos de casados meu marido foi transferido para São Paulo - capital, e promovido a gerente tinha TRÊS secretarias, jovens e belas, isso é até redundância, toda jovem é bela mesmo! Uma viúva, uma noiva e outra solteira e todas amigas nossas, após TRÊS meses na capital a casa de um passou a ser a casa de todos, uma equipe, uma família e foi assim que me senti, totalmente à vontade para convidar uma das secretaria para que viesse morar conosco, numa dessas peripécias da vida seu apartamento havia sido pedido pelo dono do imóvel, eu solícita e mãe não iria deixar uma amiga desamparada. Eu vi como amizade, ela como brecha para se aproximar de mim. Meu inferno começou nesse dia,fugi dela dentro da minha própria casa, no fundo eu até queria me permitir e conhecer essa estranha forma de amor, mas e a razão e a religião gritando aos meus ouvidos e dizendo que algo errado seria se eu o fizesse...TRÊS gloriosos dias e eu cedi... E de repente eu a amei em sua intensa busca de me dar aquilo que eu jamais havia conhecido com o fraco do meu marido: Prazer. E isso definitivamente me fez ver meu marido como amigo e sua amiga como minha esposa, e a confusão em minha cabeça estava formada e crescia a cada dia como um desafio em cada minuto do dia de vinte e quatro horas, de dia eu era mãe e dona de casa,à noite eu era amante e de madruga esposa com dor de cabeça, vida atribulada e sentimentos tortos...meu marido finalmente tomou uma atitude e saiu definitivamente de nosso quarto, foi dormir no quarto de hóspede e pediu que sua secretaria me fizesse companhia...assim formamos uma família bem diferente, mas tão feliz em nossa vontade de entendermos um ao outro, nunca nos separamos...somos um casal sempre, eu e meu marido, eu e minha esposa, moramos juntos e somos um casal de TRÊS pessoas! Se os casais modernos acham que já viram de tudo é porque ainda não conhecem a minha história...isso em 1963, quando poucos respeitavam ou sabiam o que era ser homossexual...é Daniela Mercury bons tempos são os teus, que felicidade é sinônimo de sucesso, na minha época isso seria caso de polícia,bom que os tempos mudaram e eu tenho a sorte de presenciar isso!

ELEVADOR!!! Crônica da Babinsk Era noite de sábado em novembro e o tempo veio com a intenção de apenas bebermos e falarmos muita bobagem… eu a olhei diferente, foi assim que chegamos à casa de uma amiga comum... mesmo que eu não olhasse, eu a desejei pra mim, confesso!
Continuar lendo

ELEVADOR!!! Crônica da Babinsk Era noite de sábado em novembro e o tempo veio com a intenção de apenas bebermos e falarmos muita bobagem… eu a olhei diferente, foi assim que chegamos à casa de uma amiga comum... mesmo que eu não olhasse, eu a desejei pra mim, confesso! A música era um complemento daquele ambiente agradável e manso... assim como a mansidão de seus olhos, nos falamos e trocamos algumas ideias (mas eu não tirava os olhos da sua boca... eu precisava morder aquela boca, sentir o calor dela em mim… eu precisava!) e como eu precisava... rs... você comentou que tocava violão e disse que iria buscá-lo em seu apartamento, me prontifiquei a ir com você... imagina se eu iria perder a oportunidade de estar sozinha com você? Nunca! Entramos no ELEVADOR... a conversa fluía sobre amenidades... papo leve pra cá... papo leve pra lá e o ELEVADOR descendo... entrei no seu carro e disse pra mim mesma: É agora! Dei-lhe um beijo... você um pouco assustada... porém me beijou mais ardente, me beijou com força, me beijo com todo carinho e uma pitada inicial de desejo, daquele que dá vontade de rasgar a roupa... E o violão? Na sua casa! E nós iríamos pra lá… bom… a continuação do beijo? As pessoas estavam nos esperando, inclusive minha namorada… sim eu tinha namorada, mas a gente andava dando brecha para outras pessoas entrarem… e entrou! Voltamos ao apartamento… claro no ELEVADOR, agora testemunha de uma amor que surgia, de uma manifestação da VIDA, de uma insana loucura de beijar você! E os beijos foram ganhando força e espaço em nossas vidas… dos beijos fizemos amor e do amor criamos laços, de um nó tão forte que jamais conseguiremos desatá-los… seguimos, andamos juntas na mesma direção, olho pra você e lhe puxo a mão, você me olha e me conduz… às vezes nos desentendemos… raras... contudo nosso gostar é tão intenso que nessa hora ELEVA A DOR!