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Frase de EdsonRicardoPaiva

Você, parado Sentado ou de pé Olhando um lugar onde havia Sol Recorda com saudade O brincar de esconder-se debaixo da pia na casa da tia Uma corda, uma árvore As moedas tilintando Era o troco da hora que foi à venda A graça de olhar ao longe A fumaça se esvaindo Saindo da chaminé do trem da vida Na estrada do tempo O alegria da hora da saida Correria no portão da escola na hora da entrada A festa na igreja Veja que naquele tempo Os sinos dobravam E eu, na minha inocência de menino não via e não perguntava por quem Assim são as coisas Eu olhando o lugar que havia Sol Agora sei que era por mim Que os sinos dobravam assim Os adeuses e despedidas Acenos sem lenço que ao longe sumiam Sem saber em qual tempo E nem mesmo a estação Fui vivendo sem noção da vida Penso que dormia E quando a gente desperta Pensa que pode ter se dado ao luxo de nem ao menos espiar pela janela Pra saber que paisagem era aquela Nas cartas que a vida põe Não se encontra curingas O caminho de volta pra casa é descida E olhar pra trás, dá tempo de ver ainda A fumaça que ao longe se dissipa A presença, que de tanto se ausentar Tornou-se ausência As cascas de amendoim espalhadas Lá no chão da saída As figurinhas do álbum Mal coladas, perdidas A festa, a escola, o dia de Sol O menino que brincou de vida E que foi perceber só no fim Que os sinos dobravam por mim. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva