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Frase de Rosemere Melo Sanginetto.

Diz-se tão cético, que chegas a crer, na descrença! é um contrassenso! pois não existe descrença, mesmo uma ideologia política, precisa de fé...na natureza humana, e por quê devo crer eu, em algo tão volúvel e sinuoso, como as veredas de um ser humano, que facilmente se corrompe pelo irracional? sim! é mais difícil ter fé no homem, do que em Deus! ser imaginário? e todo maquinário mercantil, com o qual o homem vil, fez de seu semelhante servil serviçal de sua imaginação? todo seu excesso, é falta de nexo, é falta de algo, que não se preenche no tato, é fato, uma vida de exagero,é no fundo um desespero! ó homem vazio, permaneces faminto, escravo de impulsos primitivos! Quando os sentidos são úteis? quando os usamos, e não somos usados por eles, você usa a marca ou a marca te usa? você usa a farda ou a farda te usa? você é consumidor ou só a mercadoria, de uma sociedade "privada" e mercantilista? agora não me diga que não tem fé em Deus, e sim me diga qual é o seu Deus? pois Deus é tudo aquilo que colocas no pedestal e veneras, se a sua fome ou o seu desejo é o seu Deus, e obedeces a ele, o que é mais imaginário, o meu Deus ou a sua necessidade de um?

Rosemere Melo Sanginetto.

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Pensador.com

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Todo poeta tem uma visão, artística da morte, real da vida, e fictícia do amor.

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Ó meu alaúde ,sou tua sílfide! o corpo é cítara, mas o coração é lápide! onde as palavras morrem, sepulcral sonata do inconjugável! lajotas poeirentas,jazigo de poemas, coração é o asilo das letras, que não formam sílabas! Metafísica? só o putrefato é fato, o que se exala em vida, é só a teoria do falho, e cacofonias oníricas! túmulo de sonoridades...

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Ambíguo não sou eu, e sim o jeito que você me vê! o eixo do ângulo, não faz a figura, só prefigura, o prumo, de uma concepção! Não retiro sua razão, cada qual tem um formato, que cabe perfeitamente, no retrato, do singular! mas se havemos de viver em plural, que tal, remover molduras pejorativas? o adorno mais lindo da dialética, é não atacar o sujeito, e sim entender o verbo...

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Leia-me os tons embaçados, há máculas que transpassam o vítreo, o lido, o sentido...oblíquo! discrepância? só há em edições editadas, e cópias plagiadas, de pessoas em branco! dai-me tinta e sulfite, e transcrevo os matizes, do incomum! Poupe-me de dedos analfabetos! decifra-me os contrastes,os arabescos, decifra-me os graves,os adereços, e a frequência subjetiva, de algoritmos subliminares! quem pode conter a alma em colchetes? em borrões de grafite, argila ou nanquim, há bem mais oralidades, que em belas molduras vazias, por isso não julgue pelo periférico! o amor é atópico, e o poema não o alcança com perfeição! Anjo disforme, "desloca-se como a chuva e retém o fogo nos punhos" a alma não usa uniformes, não vive de formalidades, precisa libertar-se de geometrias e do tópico, o despir-se é despedir-se do tátil! todos buscam um amor, que não caiba na palma da mão!