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Frase de William Shakespeare

GRACIANO - O de bobo farei. Que entre folguedos e risadas as velhas rugas cheguem. Prefiro o fígado aquecer com vinho, a esfriar o peito com gemidos lúgubres. Se o sangue temos quente, por que causa deveremos ficar imóveis como nossos antepassados de alabastro? dormir de pé, ficar com icterícia só de não fazer nada? Escuta, Antônio - dedico-te afeição; ela é que fala -pessoas há, cuja fisionomia se enruga e enturva como uma lagoa parada, e que a toda hora se retraem num silêncio obstinado, só com o fito de aparência envergarem de profunda sabedoria, gravidade e senso, como quem diz: "Eu sou o senhor Oráculo; quando eu falar, nenhum cachorro ladre!" Conheço, caro Antônio, muita gente que é tida como sábia, tão-somente por não dizerem nada, quando é certo que, se a falar chegassem, os ouvintes condenariam, por levá-los, logo, a dar o nome, ao próximo, de tolos. De outra vez falaremos mais sobre isso. Mas com isca assim triste não me pesques semelhante opinião, pois como engodo, só serve para os tolos. Vem, bondoso Lourenço. Por enquanto, passai bem. Depois da ceia acabarei a prédica.

William Shakespeare

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Pensador.com

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Outras frases de William Shakespeare

Falais baixo se falais de amor.
Morrestes achando que amava. Matastes pensando que era amor. Dominado pelo egoísmo da paixão, nos fez ver que não te conhecíamos como deveríamos e, por tua atitude, demonstrou que não conhecias o amor.
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Morrestes achando que amava. Matastes pensando que era amor. Dominado pelo egoísmo da paixão, nos fez ver que não te conhecíamos como deveríamos e, por tua atitude, demonstrou que não conhecias o amor. Descansem em paz.

Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura; É astro que norteia a vela errante,
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Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura; É astro que norteia a vela errante, Cujo valor se ignora, lá na altura. Amor não teme o tempo, muito embora Seu alfange não poupe a mocidade; Amor não se transforma de hora em hora, Antes se afirma para a eternidade.

Espelho não me Prova que Envelheço O espelho não me prova que envelheço Enquanto andares par com a mocidade;
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Espelho não me Prova que Envelheço O espelho não me prova que envelheço Enquanto andares par com a mocidade; Mas se de rugas vir teu rosto impresso, Já sei que a Morte a minha vida invade. Pois toda essa beleza que te veste Vem de meu coração, que é teu espelho; O meu vive em teu peito, e o teu me deste: Por isso como posso ser mais velho? Portanto, amor, tenhas de ti cuidado Que eu, não por mim, antes por ti, terei; Levar teu coração, tão desvelado Qual ama guarda o doce infante, eu hei. E nem penses em volta, morto o meu, Pois para sempre é que me deste o teu. (Tradução Ivo Barroso)