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Frase de Gabriel Loiola

A descoberta Eles montam cavalos que correm sobre os mares azuis E eu me esqueço do ritmo, e amo o vento que sopra nos ouvidos de cada planta que aprendi a amar quando nada tinha além da incerteza de um horizonte singelo Surgiu então o homem amarelo, como o monstro, a praga Me enganaram como é comum, e como se no olhar da medusa, minha terra virou pedra, meu verde agora é cinza, como as cartas ao rei, como as doenças que me destes, como as roupas que tu vestes, como o sorriso que tu mentes, como o desprezo que tu sente quando me olha a pele, os olhos, o cabelo A cor do mundo novo, um futuro brilhante, mão de obra acolhedora, acolhedores Agora somos eu e as minhas dores, de cima da pedra, do jogo de flechas, eu e a companhia, a que me resta Pois tu tirastes de mim meu povo na noite de ontem, e ainda amanhã eu choro, eu grito e tu não me escutas, então me ensina teu idioma, tua língua orgulhosa e grotesca, pra que eu te fale sobre a vida antes que anoiteça

Gabriel Loiola

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Pensador.com

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Eles estão loucos! Estão todos loucos! São loucos, eles são loucos! Vinha ele gritando em voz alta Quem está louco? Disse eu Ele sentou se ao chão E chorou Ninguém. Não havia ninguém

Salvador Grito forte, grito alto na cidade baixa E os verdes amores dos tons das flores, eu esqueço, mas tenha piedade de mim, Deus
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Salvador Grito forte, grito alto na cidade baixa E os verdes amores dos tons das flores, eu esqueço, mas tenha piedade de mim, Deus Nas noites frias dessa cidade Pego o elevador e vou até os teus museus, os olhos dos velhos, a pele negra O segredo do teu povo está escrito nas paredes, a sede, a fome Amanhã eu era, ontem não fui, vim parar aqui, onde não entendo A morte vem fardada sobre os trilhos de sangue nas ruas, e os cachorros latem a noite me assustando O vento nas árvores, a lua me constrange, eu minto sobre o sol Mas não me escondo da lua, ela não me julga, não me queima os pés descalços quando piso o asfalto Nada é como ontem, que pena. E as moças dançam para os moços Que não ligam para as moças, a morena o leva a cama, mas só a branca ele ama, e a branca o levará a morte, se por sorte. Ou o fará vagar pela cidade como covarde. Como sem vida na ida, como sem corda na volta, se enforque, se mate hoje, assim é o ontem Nosso sacrifício diário, suor e sangue sem valor Os senhores da alta nobreza na cidade baixa desfilam riquezas, riquezas da vida Mas a vida é terrena e pequena