Frase de Ivanaldo Bernardo da Silva
Mágoas de Caboclo Ah! como eramos felizes Vivendo lá na choupana Ao pé da serras da onça Plantávamos milho, feijão e cana Fazíamos as nossas festas No lindo mês de santana Nossas vidas com certeza Eram um lindo mar de rosas Vivíamos sempre felizes Da casa para nossa roça Mesmo nós dois sozinhos Fazíamos nossas troças Mas como tudo acontece Na vida de muita gente Que vive rindo e feliz Alegre e sempre contente Eu fui pego de surpresa Pela sanha da serpente Nunca pensei que na vida Um dia eu fosse passar Por momentos tão difíceis De dor e muito penar Com o coração sangrando Jurando não mais amar Meus senhores a minha vida É dividida em duas Uma quando era feliz Fazendo versos pra lua A outra de sofrimento Jogado em plena rua Lembro-me como tudo aconteceu Era mês de santana Mês de festa e alegria Era o mês da cana Íamos para a cidade Passar por lá uma semana Que semana de alegria De festa e divertimentos Esquecíamos as preocupações Pra nós só tinha o presente Logo, logo após a missa Tínhamos divertimentos Tinha leilões nas barracas Apresentação de mamulengos As disputas das rainhas Uma do vasco outra do flamengo Pediam ajuda a nós Cheias de graça e dengo Mas em uma dessas noites Que estávamos a brincar Notei que tinha um sujeito Há muito a observar Eu e minha Maria Com lampejo no olhar Eu fiquei desconfiado Logo com o sujeito Que não deixava de olhar Como se eu fosse suspeito Se fosse para a Maria Era falta de respeito Mas o tempo foi passando E caiu no esquecimento O cara que nos olhava Até a poucos momentos Pois eu queria era paz Sem haver constrangimento Já tinha bebido muito Eu ria por brincadeira Foi quando olhei pro lado Meio zonzo da bebedeira Maria não estava ali Estava só a cadeira Muito longe de pensar No que ia acontecer Pedi mais uma cerveja Pra nossa turma beber Senhores, nesse momento Começou o meu sofrer Esfreguei logo os olhos Sem poder acreditar Que era minha Maria Que estava a conversar Com aquele almofadinha Don Juan desse lugar Era sim a minha mulher A razão do meu viver Que por muitos e muitos anos Soube me compreender O que estava acontecendo Não podia entender Foi quando, senhores, eu vi O cabra abraçar Maria Eu juro não vi mais nada Só o meu sangue fervia Quando voltei a mim Estava numa delegacia Eu estava sujo de sangue De quem eu não sabia Só podia ser do sujeito Autor da patifaria Senti logo um arrepio E se fosse de minha Maria Foi quando o delegado Falou com vós alterada Cometeste um grande engano Mataste a pessoa errada Pois sua esposa era Simbolo de mulher honrada Não pude ouvir mais nada Nada mais me interessava Só sei que estava vivendo O reverso da medalha Por culpa exclusiva e total Do crime e da cachaça.
No pensador.ai desde