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Frase de Rosa Emília de Carvalho Avelaira

Ah! Nunca morrer sem conhecê-lo, pois Morte seria sem glória, dolorida, Oh! Horrível eternamente ver a felicidade Risos alegres do amor, e estar só na vida... R.E. Julho de 1968

Rosa Emília de Carvalho Avelaira

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Pensador.com

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Outras frases de Rosa Emília de Carvalho Avelaira

Afeição tão sublime Mãos a se acariciar Onde o coração repousa feliz
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Afeição tão sublime Mãos a se acariciar Onde o coração repousa feliz Rindo até mesmo do chorar R.E. Agosto de 1967

Amanhece... Vão sumindo no céu as estrelinhas que sonolentas se recolhem. Seguindo-as vai a Lua arrastando seu manto prateado.
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Amanhece... Vão sumindo no céu as estrelinhas que sonolentas se recolhem. Seguindo-as vai a Lua arrastando seu manto prateado. O véu negro da noite se abre, deixando escapar raiozinhos de sol, que com sua luz dourada tudo iluminarão, assim que o céu de todo se abrir. Os primeiros galos cantam, anunciando o belo dia que começa, os pássaros iniciam seus passeios, flores orvalhadas desabrocham, fazendo cair de suas pétalas as gotas que parecem pedras preciosas a rolar de seus estojos, e a sinfonia maravilhosa da vida começa a fazer-se ouvir. As luzes da cidade se apagam, os transeuntes já se movimentam nas ruas, novos pássaros seguem os primeiros, em busca de alimento, as flores já de todo despertas, enfeitam os jardins com sua beleza incomparável, e então, como num passe de mágica, o céu, talvez com inveja da beleza que vê, se enfeita de brancas nuvens e veste-se de azul com raios de ouro do sol que nos sorri. E tudo é tão lindo, e a tudo olho, procurando a luz, que sei existir, mas que para mim já não brilha. E então, como num sonho que se acorda e estremece, olho em volta só vendo escuridão, pois para mim que sou só jamais amanhece ... R.E 21-2-63

Paro pra pensar, e penso, e percebo – o tempo não para, não para e vai, e as horas vêm, e vão, e os dias, os anos... E se volta houvesse? Qual ponteiro que se ajusta, prende a hora, se atrasa ou se estanca no momento exato que se deseja? A vida vai seguindo sempre em frente. Se…
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Paro pra pensar, e penso, e percebo – o tempo não para, não para e vai, e as horas vêm, e vão, e os dias, os anos... E se volta houvesse? Qual ponteiro que se ajusta, prende a hora, se atrasa ou se estanca no momento exato que se deseja? A vida vai seguindo sempre em frente. Sem retorno, sem pausas, e segue, segue... Então pergunto: E o que passou? O que já foi feito? Acabou? Não existe mais? Não fica nada ou estará lá, parado, estacionado, pairando nas ondas de energia acumulada nos tempos? Estaremos lá, como estamos agora e estaremos depois? Ou só se existe no aqui, nesta hora e nada mais? O que vem não se sabe, portanto nada é, não ainda. O que foi já não é, acabou. Sendo assim, só o agora existe, pois está no momento. Mas o momento acaba, no minuto seguinte já é passado e não existe mais. E aí? Como fica? O que é, o que não é, o que foi e o que será? Coisa estranha o tempo! O que somos, já não seremos, o que fomos já não somos, o que seremos, não se sabe. Estranho! E as horas vem e vão, os dias, os anos – e se volta houvesse? Mila – 27/05/1994

Eterna espera. Espera-se tudo, por tudo há que se esperar. E isso é ter esperança ou apenas não ter opção? Espera-se para nascer, para que se nasça esperam!
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Eterna espera. Espera-se tudo, por tudo há que se esperar. E isso é ter esperança ou apenas não ter opção? Espera-se para nascer, para que se nasça esperam! Se tem fome espera para comer, espera ter sede para beber. Espera crescer para aprender, espera aprender para crescer. Espera o futuro trazer alegria, espera o passado apagar a triteza. Espera encontrar o caminho, espera o sucesso chegar, espera encontrar o amor. Espera o filho nascer, espera crescer, espera voltar da escola, espera chegar do trabalho. Espera o marido que demora, espera o rajar do dia, espera que brilhe o sol, que pare a chuva, que acabe a guerra. Espera encontrar o rumo, espera acertar na escolha, espera ser reconhecido, espera ser respeitado. Espera o ônibus, a conta, o salário, o novo ano, o carro novo, espera tando na vida, e esta nada espera, apenas passa, e segue, e vai. E assim já nada mais se espera – além nos esperam – talvez para explicar o porquê de tanta espera... Mila Maio/1994