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Frase de Mannu Viana Rios

O Pecado de Escolher a Paz Eu nunca compreendi como um grande amor, que ontem era abrigo, hoje vira rancor; como quem adormece envolto em carinho desperta odiando quem andou no seu caminho. Por que a ternura se torna vingança? Por que destruir aquilo que um dia foi esperança? Ciclos se encerram, caminhos se desfazem, amores se transformam, pessoas se afastam. Mas por que transformar um adeus em prisão? Por que fazer da partida uma condenação? Só porque alguém não coube na expectativa, merece carregar uma culpa tão viva? Eu também já esperei de quem não correspondeu, já amei quem não foi aquilo que prometeu. Nem por isso fiz do ressentimento uma arma, nem transformei despedida em guerra ou desgraça. Então por que fazem comigo aquilo que não fiz? Por que me chamam de monstro, se eu só quis ser feliz? Ninguém viu minhas noites, ninguém viu minha dor, ninguém sabe quantas vezes calei por amor. Eu não quis destruir, eu só quis respirar; não quis ferir, só precisava me encontrar. E se partir de onde eu já não podia florescer me fez parecer cruel, então que seja — eu escolhi viver. Não quero tua queda, não quero vingança, não quero transformar mágoa em lembrança. O que um dia foi amor não precisa ser guerra, nem todo adeus precisa incendiar a terra. Talvez um dia você consiga entender: eu não fui embora porque deixei de querer. Fui embora porque, para continuar ao teu lado, eu precisava deixar de ser quem eu sou — e isso seria errado. E se me chamarem de vilã, deixarei o tempo falar: há verdades que só o silêncio consegue revelar. Porque, no fim, aprendi a duras penas: nem todo amor nasceu para permanecer, nem todo adeus precisa fazer alguém sofrer. E escolher a própria paz, depois de tanto padecer, não é crueldade — é finalmente escolher viver.

Mannu Viana Rios

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Mannu Viana Rios

Tudo o que eu poderia te dar! Eu poderia te dar um buquê de flores, mas você merece o jardim inteiro. Poderia te dar mil joias, mas você merece um diamante roxo — daqueles raros, quase impossíveis de encontrar, porque algumas pessoas também são assim: raras demais para caber em…
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Tudo o que eu poderia te dar! Eu poderia te dar um buquê de flores, mas você merece o jardim inteiro. Poderia te dar mil joias, mas você merece um diamante roxo — daqueles raros, quase impossíveis de encontrar, porque algumas pessoas também são assim: raras demais para caber em qualquer presente. Poderia te oferecer coisas caras, mas te ofereço algo mais caro do que qualquer riqueza: o meu coração. Não porque ele seja perfeito, mas porque é verdadeiro, e porque, de algum jeito, você conseguiu morar nele sem pedir licença. Pode até ser clichê dizer que você iluminou partes de mim que já estavam esquecidas no fundo do baú... mas talvez alguns clichês existam porque certas verdades não encontram palavras novas. Você chegou devagar, quase sem perceber, e foi acendendo pequenas luzes onde eu já tinha me acostumado com o escuro. E se eu pudesse te dar o mundo, talvez ainda fosse pouco. Porque o mundo é enorme, mas o que você despertou em mim é maior do que qualquer lugar que minhas mãos poderiam alcançar. Então não quero te dar apenas flores, quero te dar motivos para florescer. Não quero te dar apenas joias, quero te lembrar do quanto você é preciosa. Não quero te dar apenas o meu coração, quero te entregar tudo aquilo que existe nele e que, de alguma forma, aprendeu a bater diferente depois de você. E talvez esse seja o meu presente mais sincero: não aquilo que eu posso comprar para você, mas aquilo que ninguém jamais conseguiria comprar de mim — a parte de mim que, sem perceber, eu descobri que queria dividir com você.

Dona do Tempo Queria ser dona do tempo, para assim fazê-lo parar,
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Dona do Tempo Queria ser dona do tempo, para assim fazê-lo parar, para assim eu ficar do seu lado e para sempre no seu coração morar. Eu queria ser dona dos instantes, pra poder viver com você, pra poder te amar sem doer e para ter você para sempre ao meu lado. Você sabe que você é o meu sol, minha luz e agora o meu ar. Não é que eu não consiga viver ou respirar sem você, eu só não quero viver e nem respirar em um lugar onde você não exista. Se eu pudesse congelar um momento, eu escolheria aquele em que estou nos teus braços, quando os teus lábios estão nos meus e quando o teu calor esquenta o meu corpo e acalma a minha alma. Sabe... o nosso beijo é bom. Até um selinho acende uma faísca enorme dentro da gente, que se eu pudesse guardar aquele segundo para sempre, tenho certeza: queimaríamos um planeta inteiro com o nosso amor. Talvez seja por isso que eu queira tanto ser dona do que vivemos... Porque existem momentos que não deveriam acabar. Momentos que deveriam ficar suspensos, presos para sempre entre um segundo e outro, como se o relógio tivesse esquecido de andar só para nos deixar ficar. Eu pararia o mundo no instante em que o teu abraço me encontrasse, no segundo em que o teu olhar dissesse aquilo que a boca ainda não teve coragem de dizer. E deixaria tudo lá fora continuar... enquanto nós duas permaneceríamos perdidas naquele pequeno universo que existe somente quando estamos juntas. Porque talvez a eternidade não seja feita de infinitos dias. Talvez ela exista em um único instante que o coração se recusa a esquecer. E se um dia a vida tentar levar você de mim, eu não vou pedir que ela volte... vou pedir apenas que deixe comigo aquilo que jamais conseguirá apagar: o som da sua voz, o calor do seu abraço, o gosto dos nossos beijos, o brilho dos seus olhos e a certeza de que, em algum momento, o universo inteiro pareceu pequeno demais para caber tudo aquilo que sentimos. Porque se amar você é desafiar os ponteiros, então que eles corram, que os dias passem, que as estações mudem... Eu só quero que, enquanto o mundo continua girando, exista algum lugar dentro de você onde tudo permaneça exatamente como foi: eu e você, perdidas uma na outra, vivendo um instante que o coração transformou em eternidade.

ENTRE A LUA E O SEGREDO Há quem goste da Lua, eu gosto do que ela esconde.
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ENTRE A LUA E O SEGREDO Há quem goste da Lua, eu gosto do que ela esconde. Do silêncio que ilumina, mas nunca revela de onde vem aquilo que se sente quando ninguém está olhando. Há quem prefira o Sol, eu prefiro o seu calor. E talvez seja por isso que eu tenha tanto medo do amor: porque algumas coisas aquecem antes mesmo de serem chamadas de amor. Tem o café, sempre quente entre as mãos, e aquele gosto amargo que guarda doces intenções. Tem livros abertos sobre a mesa, páginas cheias de histórias, enquanto uma coruja observa como quem conhece todos os mistérios que eu ainda não tive coragem de contar. Talvez seja no ensino que eu tenha aprendido a esconder. Ensinar palavras, ensinar caminhos, ensinar tantas coisas... menos a mim mesma a explicar o que sinto. E existem as crianças, com seus olhos sinceros, que ainda não aprenderam a disfarçar sentimentos. Talvez por isso eu tenha medo delas: porque criança pergunta, percebe, e às vezes enxerga o que adulto passa a vida tentando esconder. Há girassóis, que insistem em procurar o Sol. E há orquídeas, que florescem em silêncio, como certos sentimentos que ninguém vê nascer, mas que, quando percebidos, já criaram raízes. E então existe você. Sem explicação. Sem aviso. Sem motivo que eu consiga nomear. Eu apenas sinto. E talvez esse seja o meu maior segredo: não ter medo de sentir, mas de descobrirem por quem eu sinto. Porque se alguém perguntar, talvez eu fale da Lua. Do Sol. Do café. Dos livros. Das flores. Das crianças. Do ensino. Da coruja... Falarei de tudo, menos de você. Porque existem sentimentos que não precisam ser confessados para serem verdadeiros. Alguns só precisam continuar florescendo onde ninguém consegue ver.

AMOR DA MINHA VIDA, AMOR PRA MINHA VIDA Talvez exista uma diferença entre ser o amor da minha vida e ser o amor pra minha vida.
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AMOR DA MINHA VIDA, AMOR PRA MINHA VIDA Talvez exista uma diferença entre ser o amor da minha vida e ser o amor pra minha vida. O amor da minha vida é aquele que me toca profundamente, que muda alguma coisa dentro de mim, que faz certos dias terem outro significado. É o sentimento que chega e, sem pedir licença, passa a fazer parte de quem eu sou. Mas o amor pra minha vida não se mede apenas pelo que sente. Mede-se pelo que escolhe fazer com aquilo que sente. Porque compromisso não precisa ser promessa. Não precisa dizer “para sempre”. Não precisa tentar adivinhar o que o futuro vai fazer de nós. Às vezes, compromisso é muito mais simples: É estar. É cuidar. É respeitar. É conversar quando seria mais fácil se afastar. É reconhecer quando erra. É ouvir quando o outro precisa ser ouvido. É não tratar o sentimento como algo descartável só porque um dia ficou difícil. É escolher a presença sem transformar essa escolha em dívida. É poder dizer: “Eu não sei o que o futuro nos reserva, mas sei o que quero oferecer enquanto estivermos aqui.” Porque prometer eternidade é fácil quando o futuro ainda não chegou. Difícil — e talvez mais verdadeiro — é oferecer o presente inteiro. Sem garantias. Sem contratos com o amanhã. Sem precisar jurar que nunca haverá mudança. Apenas a decisão silenciosa de não viver esse sentimento pela metade. Por isso, talvez você seja mais do que o amor da minha vida. Talvez seja o amor pra minha vida. Não porque eu possa prometer quantos anos teremos, quantas fases atravessaremos ou onde estaremos amanhã. Mas porque, enquanto houver um “nós” para cuidar, eu quero que exista escolha, respeito, presença e vontade de continuar construindo. Não te prometo o futuro. Mas, se a vida continuar nos dando a escolha de ficar, você escolheria ficar comigo?