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Frase de Zeca Castro

⁠Impressões Impressões imprecisas, a realidade desconstrói-se, deforma-se na sensação de que tudo é um grande sonho e que fazemos parte desse sonho longínquo, nuvens de sentimento que se dispersam no horizonte, grãos de areia no areal, flores que as crianças inconscientes colhem na rua, tudo é sonho, pó e nada. Quando penso no futuro, penso na morte, na musa invencível e imprevisível que torna a vida um caminho sempre inseguro, mas no qual vivemos esquecidos, como se tivéssemos o dom da imortalidade- Quando somos mais novos temos a sensação de que o tempo passa mais devagar, quando envelhecemos o tempo esfuma-se diante dos nossos olhos, e começamos a contagem decrescente, percebemos que a vida foi um sopro oferecido que um dia será roubado repentinamente...Alguns iniciam a preparação para a morte, assistem à sua vida como espetadores críticos de um filme de comédia, drama, suspense, romance e até terror...E a sós tudo se torna um sonho, o sopro efémero, uma canção...Muitos então prendem-se à vida, procurando por todos os meios a imortalidade, quando o ideal é partir sem deixar pegadas, ser uma simples brisa, um beijo, um pequeno adeus e partir levemente, como uma folha que se desprendeu de uma árvore e dança ao sabor do vento até chegar ao chão, ao fim do caminho. Que sabemos nós do que seremos? Se já nem sabemos quem somos?! A vida é uma intensa despedida, uma melodia de fotografias mentais fugazes, pó, não temos nada e, no entanto, podemos ter tudo num sopro.

Zeca Castro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Mais um dia! Dormimos metade da vida, Serão os sonhos mais reais ou menos reais?
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Mais um dia! Dormimos metade da vida, Serão os sonhos mais reais ou menos reais? Deito-me na natureza, Como um mendigo Que não vê mais encantos na vida, Olham-me com estranheza, Como se ser da natureza é algo anormal. Além, o rugido da imensidão, O azul feroz, Amante insatisfeito, Que num manto de nuvem Se entrega ao areal deserto, Num vaivém eterno. O vento apaga todas as marcas, Renasço com a despedida do astro rei, Num horizonte sem fim, Onde a terra toca o céu E o azul transborda.⁠

⁠Loucura Ouço batuques, Vêm da selva,
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⁠Loucura Ouço batuques, Vêm da selva, Do âmago da Terra. Ouço violinos, Vêm das estrelas. Ouço gritos de guerra, Vêm do passado, do presente e do futuro. Não ouço nada. Tudo se despe ante mim. Vivemos no inconsciente coletivo, Colorido com certezas, mitos e convenções. Perco-me, enlouqueço! Tudo é vão e absurdo! Rasgo a pele, Quebro os ossos. Destruo, destruo tudo, Não consigo parar! E agora? O que faço? Aqui não há nada!