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Frase de EdsonRicardoPaiva

Estive ouvindo um cientista Que falava sobre estudos E descobertas da ciência Pensamentos acerca de nossa humana inteligência O cara expôs uma lista, disse Muito da importância disso tudo Me lembro que falou sobre sinapses Conexões neuronais Discorreu sobre as nossas conquistas E o que aquilo representa pra nós, Seres pensantes Como somos agora E o jeito que éramos antes Falou muito mais E quanto mais ele falava Menos as pessoas Pareciam ser iguais entre si Pois eu me ative a algo que ele não falou Apenas expôs de forma velada e subjetiva Algo sobre o qual Eles não sabem quase nada E que muito os aparvalha: A velocidade com a qual Espalha-se a ignorância Nossa ausência voluntária de pensamento Na mais injusta medida Ali Cresceu também a ganância Filha mais bem nutrida da falta de inteligência Pois Parece que diante da efemeridade dessa vida O ato de pensar Deixou de ser importante A sua desnecessariedade É muito mais atraente Porquanto seduz A muito mais gente que a gente pensa A coisa que ele não disse Mas que eu supus Foi que é bem mais fácil compreender O Pensamento de gente que pensa Do que o pensar aparente Sua falta de luz Tornando assim Quase impossível aceitar A nossa mais que imensa Festejada arrogância Travestida de muitas coisas Ele disse que todo mundo Possui um cérebro na cabeça Mas não falou que a ciência não tem Conhecimento suficiente Pra explicar Porque é que tanta gente Pode pensar e não pensa Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva