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Frase de Adilson Santana

Carta a Matheus Preciso dizer-te que és um ser enigmático, e talvez isso me prenda, me leve a querer descobrir algo mais desse teu mundo. Gosto de estar ao teu lado, sentir tua pele, ouvir tua voz firme e ter a certeza que sempre acordarás a meu lado. Essa tua forma fria, quase distante de tudo, para mim não passa de fuga, de algo que queres esconder de ti mesmo. Queres ser aquilo que não és. Tu és o homem que me encanta, que me faz sorrir, me faz crer e querer continuar. Preciso que saibas que podes sempre contar comigo, preciso dizer que também tenho medos, muitos medos; talvez os mesmos que tu, talvez outros. Possivelmente outros medos. Por isso também algo em ti, me dá a certeza de que poderei continuar… Sei que devo deixar-te partir, mas também sei que devo dizer que gostaria muito que te entregasses e ficasses comigo só mais um pouco. Até amanhã talvez, ou depois de amanhã, ou depois do depois… “Não me espere amanhã, não mais chame por mim – Preciso partir, navegar sempre em frente, rumo a linha que traça o distante horizonte, seguir a viagem em busca do meu próprio Eu” Matheus Navegador Autor (Adilson Santana) Arquivo na Biblioteca Nacional de Lisboa ISBN: 978-989-96825-0-4

Adilson Santana

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Pensador.com

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Outras frases de Adilson Santana

QUERIA SER COMO UM RIO Queria tanto beber em meu pranto, está seco, já não sei nem mesmo chorar... Um rio inteiro podia cair, inundar por completo esse meu mundo deserto
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QUERIA SER COMO UM RIO Queria tanto beber em meu pranto, está seco, já não sei nem mesmo chorar... Um rio inteiro podia cair, inundar por completo esse meu mundo deserto Não sei bem de onde vem, é lá bem do fundo e dói tanto o meu peito vazio Destruir é sempre mais fácil que reconstruir, descer é mais simples que subir Meu coração é forte, aguenta a pressão, Mas não sou eu, eu sou vago, sou triste Sou só. Caminhos mil eu andei, atravessei desertos fantásticos na escuridão extrema Me dei por completo, traí, confiei, busquei um jeito de não ser vazio Aqui dentro o meu peito Como dói o vazio, corrói mais que ácido Me entrego a tortura de mim, meu peito me cala Queria tanto poder ser abrigo, um canto qualquer, não quero ter paz Nasci no inferno, em trevas profundas, Eu quero ver luz, não sinto meu corpo, só tenho alma e vazia Explode meu peito, nasci como um deus, agora sou homem, ando na vida Cansado de tanto assim ter vivido, Caindo sempre de canto em canto, de vida em vida... Trazendo sempre a dor profunda, que faz de mim conhecimento Queria tanto cair como um rio, o mar secou, a vida é árida Tudo o que é belo não me pertence, nasci um deus Que seja então eu deus de mim, que seja eu meu próprio pai Eu vejo o mundo, mas não é meu, terá sido um dia? Ando aqui e nem é por mim, eu nada sei, eu tudo sinto Que venha o pai, que me resgate, que me dê vida, que seja eu um rio inteiro Que seja pranto, mas que seja algo que não seja assim... Assim me dói tanto. Viver num mundo que não é meu, eu ando aqui, mas nem é por mim´ Foi sempre assim, nasci assim, nasci um deus, sem pai para mim Queria tanto fazer sair aqui do meu peito o mundo inteiro Para quê lucidez de uma vida, se ela atormenta? Eu queria o canto do mundo, um canto lindo, um canto calmo Queria ser rio, queria inundar o meu mundo inteiro Queria ser louco, queria ser livre, queria partir, sair daqui Que venha o Pai, que me consuma, que eu já não sou mais dono de mim Eu nunca fui, eu fui sempre assim, nasci vazio Nasci um deus Sem pai para mim Queria ser como rio, nascer numa fonte, descer pelo monte Por campos verdes andar, ser forte corrente, e bem lá na frente, voltar a ser mar Inundar o abismo, o vazio de mim, poder no meu tempo evaporar Subir lá pró alto, meu peito abrir, livrar o tormento Queria chorar, chorar forte pranto, vir lá do alto Tomar as entranhas da terra, subir a montanha, ressurgir numa fonte Queria ser como um rio, por vezes tranquilo, mansinho No tempo fugaz, trazer na corrente do meu pensamento Somente um conto do vale encantado, ter sido por mim O mundo criado. Não sei, sou assim, sou meu próprio destino Eu sou o meu canto, não, não vejo meu pranto Porque no meu mundo, eu sou deus de mim. (Adilson Santana) (Queria Ser Como um Rio) ISBN: 9789898080790 - Arquivo. Biblioteca Nacional de Lisboa - Portugal

SEMPRE TE ESPERAREI Guardado em meu peito, ficou o meu desencanto Problemas e crises profundas
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SEMPRE TE ESPERAREI Guardado em meu peito, ficou o meu desencanto Problemas e crises profundas Sobrevivi, á espera que ele voltasse Passou o tempo, eis que ele não veio A vida seguiu sem sentido, numa espera infindável Assim como o amor que vivemos, de promessas e juras eternas Problemas e crises profundas Resisti á espera dum sonho passado que a mim não voltou, e só desalento deixou Talvez um dia eu caia, e quando pra cima conseguir novamente olhar Possa ter a consolação, te ver tuas mãos me buscar, levantar… A mim ele disse que voltaria, porém não chegou E meu coração, esperou, esperou sem cansar Ele disse, não chore, e meu coração confiou, se alegrou Problemas e crises profundas Meu coração superou O tempo passou e ele nunca voltou O meu desencanto, trago guardado no peito O tempo passou Caí, me feri Mas meu coração, nunca desesperou Acreditou que um dia, tu ias chegar… (Adilson Santana) (Sempre te Esperarei) Arquivo - Biblioteca Nacional de Lisboa - Portugal ISBN: 9789896364601

Ao olhar para atrás e ver as marcas dos meus passos pintadas no quadro do tempo, constato que obtive o necessário para fazer esta grande travessia. Viver, chegar lá à frente, parar e poder dizer. Nasci todas as vezes que me permiti. Aventurei-me. Pisei firme no solo e, mesmo que…
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Ao olhar para atrás e ver as marcas dos meus passos pintadas no quadro do tempo, constato que obtive o necessário para fazer esta grande travessia. Viver, chegar lá à frente, parar e poder dizer. Nasci todas as vezes que me permiti. Aventurei-me. Pisei firme no solo e, mesmo que por vezes ferido, desbravei mundos, caminhei por vezes só, atravessei desertos fantásticos, temi, chorei e sorri, e hoje aqui sigo confiante no futuro desconhecido imerso num imenso universo onde tenho, ainda, muito para descobrir. (Adilson Santana) ISBN: 9789899682535 Arquivo. Biblioteca Nacional de Lisboa - Portugal

De partes mortas em mim O vazio em mim Ensurdece, me emudece
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De partes mortas em mim O vazio em mim Ensurdece, me emudece Queria voltar a ser oceano Sentir nascer em meu peito Todo o fulgor de outrora Perder o meu corpo em bocas sem nome Que minha carne anseia o profano Mundano, devasso…Inteiro. Bebeis noutro corpo meu medo Meu peito está seco Meu coração hoje pulsa por vício No fundo de mim, me guardo do limbo Nefasto de mim, sou assim Hoje em mim a vida pousou no deserto O ar é vazio Em vão meu peito avança pró nada Estou só Morri e não vi Senti uma parte de mim Que partiu, me deixou Acabou… Eu sigo sentindo o vazio em mim A perda em mim, ensurdece Emudece... O ar é vazio Estou só no deserto de mim (Adilson Santana) (Matheus o Navegante Ferido) Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa . Portugal