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Frase de Maxileandro França Lima

⁠Quem és? És a dor que transpira na noite pálida, Com saudade de um dia ter visto O amor, o sonho, a felicidade. És o desvendar da virgem mata És o horror, o choro, a verdade, Do mundo erguido em casa máquina. És lágrimas químicas do homem viciado, O ganir dos animais torturados, O morrer das plantas maltratadas. És moléculas, átomos latejantes, A ciência, a loucura, o medo. És o crânio do progresso absurdo. És a caneta do escritor esquecido, Transcrevendo os amores e os risos De uma vida entre homens amantes. És triste e amarga realidade De um ser nascendo espremido Da boca de um tubo de ensaio. Quem és? _ Sou eu, crescendo e lamentando: A fome, as guerras, a necessidade, mas, Comandando o mundo mecanizado.

Maxileandro França Lima

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Pensador.com

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Outras frases de Maxileandro França Lima

Cada vez mais percebo que a humanidade caminha a passos largos em direção ao caos da própria humanidade.
⁠Discurso de Professor e Amigo, meados dos anos 2000. Cumprimento a todos os presentes. Queremos convidá-los a pensar conosco questões novas e complexas, e buscar caminhos para um processo de formação capaz de permitir aos futuros professores a compreensão de que somos diferent…
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⁠Discurso de Professor e Amigo, meados dos anos 2000. Cumprimento a todos os presentes. Queremos convidá-los a pensar conosco questões novas e complexas, e buscar caminhos para um processo de formação capaz de permitir aos futuros professores a compreensão de que somos diferentes e, na diferença, nos constituímos sujeitos. Nossa relação com o mundo e com os outros precisa ser pensada a partir daí. A escola que temos, ainda se pauta em um modelo que valoriza práticas ritualistas e lineares, que atualmente mostram-se insuficientes para enfrentar os desafios contemporâneos de novas questões sociais, culturais e identitárias. Importa desconstruirmos o olhar que privilegia a homogeneidade, que ignora as individualidades e silencia as histórias de vida de seus educandos. Na contra corrente dos processos de exclusão social que marcam a falta de oportunidades escolares de crianças, jovens, adultos, indígenas, afro-brasileiros e portadores de necessidades especiais, firmamos a unidade na diferença e na diversidade. Unidade que reorienta as práticas educativas a partir de novos discursos e que propõe o acesso democrático à escola como valor universal. Com ênfase na Formação de Professores, fazem-se necessários o debate e as ações sobre educação inclusiva, perpassados em todos os níveis pela conquista da cidadania. Mas, as vitórias da inclusão não devem restringir-se apenas no âmbito legal. A inclusão deve ser pensada como lugar onde a teoria e a prática tencionam-se, vividas como história humana para além dos campos de batalha e dos gabinetes presidenciais. A inclusão deve ser defendida em ambientes antes impensados, nos quais está o humano: nos palácios e nas sarjetas, nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbio, nas casas de fogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquina, porque só é justo continuar a viver se a nossa vida arrasta com ela as pessoas e as coisas que não tem voz. Tendo a inclusão, como horizonte, podemos sinalizar uma prática pedagógica a partir da memória e da história dos alunos, orientação metodológica que remete ao cotidiano de segregação, desigualdade e exclusão de serviram como caldo cultural ao longo da formação social brasileira. E isso basta? Pensamos que não. necessitamos da força vital, da credibilidade de nosso aluno. Ele, mais do que ninguém, como desejante, pode ser solidário e renovar, com sua visão crítica, compromissos com a ética. A inclusão, como ampliação da cidadania e do direito, depende de nossa capacidade de conquistar a fé e a esperança que residem no "coração de estudante". Ao ouvirmos nossos alunos, professores em formação, talvez nos surpreendamos ao descobrir que eles, seus pais e avós, são doutores em desigualdades de oportunidades, mestres em desescolarização, PHDS em analfabetismo, Livres Docentes, em exclusão. Reconhecer cada aluno como dono de sua voz e das muitas vidas severinas - para quem a escola foi a terra boa nunca cedida - talvez seja um bom caminho. As linguagens, pelo significado das palavras e pelo sentido dos discursos, concretizam e externalizam o pensamento e permitem que o indivíduo, no campo das relações sociais, constitua-se sujeito. Dessa forma, elas confluem para a realização, no indivíduo, da consciência de si e de ser-com-o-outro, de ser membro da espécie humana, de pertencer a uma nação, expressar uma cultura, de dizer-se brasileiro. Caros formandos, temos em frente o grande desafio de atualizar a escola como ruptura e continuidade. Ruptura com a tradição de exclusão, de silenciamento das culturas (como a indígena e a afro-brasileira); ruptura com o silenciamento de pessoas com necessidades especiais; ruptura com a exclusão de jovens e adultos cuja vida na escola foi a morte severina. Trabalhar a continuidade na escola, implica recuperar o sentido filosófico do homem como sujeito produtor de seu destino e de sentidos. Somente assim superaremos a contradições que excluem crianças, jovens, adultos, etnias, tornando nossa nossa questão-objeto cidadã, em pertencimento a todos nós. Finalizando: Sussurrando: Cheguem mais perto, mais perto, ouçam: "Aproveitem a vida! Cada momento! Temos só uma oportunidade para viver e compartilhá-la, torná-la possível aos outros, a quem realmente precisa! Um grande abraço. Do professor e amigo: Maxileandro,

⁠LEBERTEM A PAZ A paz, Toda paz,
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⁠LEBERTEM A PAZ A paz, Toda paz, É sempre paz, Quando mãos se unem, E num apelo de amor Trabalham em comunhão, Em favor daquele irmão Que não sorri. O sorriso, Todo sorriso, Que vem da paz. Toda paz, Que um dia o homem Trancou em seu coração, E se esqueceu de dizer: 'EU TE AMO" Para quem precisa. Para aquele que sofre. 1986.

⁠FELICIDADE É uma coisa singela Tem perfume, tem prazer
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⁠FELICIDADE É uma coisa singela Tem perfume, tem prazer É um caminho a percorrer. São as flores, são os pássaros. É o meu cão engraçado Que eu nunca vou esquecer. É esta escola, São estes colegas E os professores também. É eu poder estar aqui Ao lado de todos vocês, Sem nunca me sentir só. Meus pais, minha irmã E os outros que me cercam, Meu coração não se esquece não. Todos e tudo de belo Me ajudam e me levam a dizer O guardado só meu coração: "Sou feliz e não estou só."