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Frase de Nerisírley Barreira do Nascimento

Conceito Arquitetônico e aplicabilidade Filosófica dos princípios da Resiliência. Em um laudo pericial, muitas vezes, é necessária a realização de ensaios destinados a fornecer informações relacionadas às condições de resistência e ruptura de peças estruturais. Considerando que, entre os ensaios realizados para vistoriar peças estruturais, há os destrutivos e os não destrutivos, assinale a alternativa em que todos os ensaios são destrutivos. No Restauro a Resistência à compressão axial, teor de cloretos e determinação do escoamento à tração de armaduras. Ductibilidade. A ductilidade é a propriedade que representa o grau de deformação que um material suporta até o momento de sua fratura. Um material dúctil é aquele que se deforma sob tensão cisalhante. Ouro, cobre e alumínio são metais muito dúcteis. Na ciência da Resistência dos Materiais, a resiliência é definido como a medida em percentual da energia que pode ser absorvida dentro do limite elástico sem criar uma deformação permanente (deformação plástica). Em curtas palavras, a resiliência é a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido tensão. Conceito Físico de Elasticidade Na Física, o termo elasticidade significa a propriedade mecânica de certos materiais para sofrer deformação reversível quando são submetidos à ação de forças externas e restaurar a forma original, quando essas forças externas são removidas. Portando tanto a Elasticidade quanto a Resiliência interligam-se e são interdependentes. Porém, nem sempre um objeto submetido a uma energia pode sofrer deformação, mas todo objeto que deforma-se por um determinado espaço de tempo está demonstrando o seu potencial de Resiliência. A Resiliência é um processo Físico e Químico. Aliás, uma das maiores tragédias do ensino é que disciplinas que tratam do mesmo transcurso, são ensinadas didaticamente separadas. A Matemática da Música, a Biologia da Geometria Descritiva, a Química da Física. O Português da História... Uma força é colocada em um material que sofre uma aceleração em seus elétrons que movimentam-se mais rápido para adequarem-se ao campo magnético da força nele aplicada. Esta força pode ser tanto a Tenção quanto à Tração. E alguns objetos só existem em função de suportarem a duas forças em conjunto. Por exemplo, as vigas e lajes que sofrem de Cargas pontuais e ainda mantém-se como lajes sem cair por causa da Tração ao contrário da Tensão. Num centro de diagnóstico, o tomógrafo somente não cai na cabeça das pessoas no andar de baixo porque as vigas e lajes são preparadas para suportar a “dor” da pressão das forças: Gravidade, Peso, Tração. Toda laje ou viga deforma-se? Sim! De milionésimos de milímetros até onde ela é calculada para flambar. A força movimenta as órbitas dos elétrons que transformam num processo químico e emitem calor na existência de cargas prováveis. Porém uma pergunta real. Um objeto qual recebe uma força que promove uma movimentação em seu campo gravitacional, pode movimentar-se e voltar a mesma forma. Mas ele jamais será o mesmo. Se assim o fosse, não precisaríamos da Ciência da Resistência dos Materiais. Um objeto que sofre pressão de forças externas é um objeto validado. Ou seja, mesmo que ele deforme-se. Mesmo que ele produza calor ou até queime. Ele vale muito mais do que o que não sofreu nada. Compreendendo sucintamente, o objeto que reage às forças externas é um corpo que valoroso, se ele chega a sofrer um Movimento Mecânico Elástico, mais ainda. Entretanto, sabe-se que nenhuma matéria que sofre um Esforço Solicitante é a mesma depois deste processo. Porque até as órbitas moleculares transformam as geometrias de suas elipses. Trazendo para a Filosofia o conceito da Resiliência. Todas as pessoas sofrem forças externas. Inclusive, a Física Mecânica é baseada em princípios Naturais. Toda pessoa é Resiliente. E toda pessoa sofre mutação externa e interna. Fisiologicamente e Psicologicamente. Tenho sérias dúvidas depois que apresentei minha tese, que fisiologia se separa da emoção. A diferença é o quanto a pessoa vai conseguir manter suas metas depois de uma força externa, que neste caso, podemos chamar de dor. Porém já compreendendo a Mecânica da Resiliência, metas e objetivos são obsoletos diante do tempo de Tensão e Compressão externas. Para o ser humano, não há nenhuma vergonha em simplesmente mudar de metas, objetivos ou mesmo flambar diante de dores da vida. Não quer dizer que ele não seja resiliente. Mas que a Física Mecânica é impotente como Ciência para ser correlacionada ao milagre da mente humana. A mente é que inventa a Pesquisa, que descobre Fatos. Mas sempre, estes, serão limitados para explicar o movimento das emoções. Se acaso você estiver passando por uma dor, não esqueça que pela vida você já passou por várias e vai passar por outras. Não é vexame parar. Pensar. Ficar ansioso. Ter medo. Angustiar-se. Ao contrário, é normal. É apenas você reagindo ao que eu chamo de “Pacote Vida”. 02/11/2018

Nerisírley Barreira do Nascimento

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Nerisírley Barreira do Nascimento

O doce amargo sabor da bela adormecida Era uma vez uma moça, no estilo dos sonhos norte-americanos. Loira, de longos cabelos que criavam cachos nas pontas, de bons modos, nariz fino e ingênua. Cantava de forma lírica e era tão submissa que quase não tinha imaginação ou senso de…
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O doce amargo sabor da bela adormecida Era uma vez uma moça, no estilo dos sonhos norte-americanos. Loira, de longos cabelos que criavam cachos nas pontas, de bons modos, nariz fino e ingênua. Cantava de forma lírica e era tão submissa que quase não tinha imaginação ou senso de humor. A princesa unigênita de um rico reino. Quão doce que era a linda moça! Inocente, um dia tocou uma agulha envenenada e caiu em sono profundo. Por séculos dormiu e tudo parou. Veio um príncipe e a beijou na esperança da moça acordar e se tornar a princesa dele, mas a moça não acordou. Veio outro príncipe e nada. Mais um. E outro. Vários outros. Todos saiam desencantados. O que havia de errado com eles? Nada! O nome da moça? O seu! O nome da agulha? Clonazepam. E o nome do príncipe, sabe? Também é o seu. Acontece que no mundo real, tudo muda. Aliás, a Física e a Química provam que tudo está em MOVIMENTO. Por isso, permanecer parado para fugir do amanhã é ilusão. E o sono profundo da doce Bela Adormecida causa uma dor profunda e num processo cíclico, ela em sua agonia, toca novamente na agulha. E ficamos como na música do Chico: “vendo pela janela a banda passar”. De tão bela, a princesa ficou feia. Até a beleza muda. Porque o senso estético transforma-se. Um dia ela acordou e viu as mudanças em torno de si. Desiludida, tornou a tocar na agulha. A moça vegeta legalmente aceita pela sociedade. Que condói-se, até taxar a esperança como fracassada. Esse é o doce amargo da Bela Adormecida. Uma medicação inocente que eu e você deveríamos usar pouco tempo e de vez em quando, com muita precaução recomendada por um médico, de preferência psiquiatra. Mas o Brasil tem tomado cada vez mais deste veneno. Seja você o autor da sua história e não a torne uma estória. Se um dia for a Bela, saiba que a dor faz parte do pacote vida. Torne-se seu príncipe salvador e deixe-se salvar!

O gringo no Café Central. Assim meu pai me contou, enquanto ria; a história de um gringo no Café Central. Era lá pelas bandas do final dos anos cinquenta, um gringo muito chique, metido à besta, resolveu vir à Goiânia para ganhar dinheiro. Mas como todo inglês que se preze, fez…
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O gringo no Café Central. Assim meu pai me contou, enquanto ria; a história de um gringo no Café Central. Era lá pelas bandas do final dos anos cinquenta, um gringo muito chique, metido à besta, resolveu vir à Goiânia para ganhar dinheiro. Mas como todo inglês que se preze, fez um curso de Português com um erudito de Portugal. E como todo homem prevenido, trouxe o professor com ele até o Rio de Janeiro. Três meses de viagem, o tal inglês hospedou-se no Grande Hotel. E hotel você já sabe... pagando bem... eles entendem até língua de cachorro! Lá eles ensinaram que um homem de “porte” como ele, deveria ir ao Café Central para fazer contatos. O homem se ajeitou. Colocou seu terno escuro, completinho. Até com colete e gravata com broche. Chapéu preto e sapato escuro. Tudo na risca de giz, fresquinho; para Londres. Saiu o cândido, rumo ao Café Central, a pé. Sentindo-se! Eram três da tarde, onde passava, os homens de chapéu branco olhavam para ele e o cumprimentavam. Logo, o gringo percebeu que talvez teria que ouvir com mais cuidado os cumprimentos porque os fonemas saiam todos iguais numa palavra só: _Bastard! Boatard! Quanto mais as pessoas o cumprimentavam, mais calor ele sentia. Era o meio de setembro. E... depois de encharcado de suor. O homem chega no aglomerado de pessoas, na esquina da Avenida Anhanguera com a Rua 7, que era o Café Central. Adentrando o gringo; meu pai, mocinho do Lyceu, que estava de fora do estabelecimento; olhou de soslaio aquele branco de dar dó. Preto riscado, empoeirado, com uma mistura de perfume e um “certo cheirinho”. Lá dentro, ninguém olhou para o homem. Todos absortos na sua própria conversa, em negociações. Um burburinho entre comerciantes de tudo. Conforme o recomendado pelo funcionário do Grande Hotel, o inglês foi de pronto ao balcão. Avistou um atendente, que abriu um sorriso quando olhou outro homem que chegou de terno de linho branco e botas de cano alto. Sem cerimônia, o intruso sentou-se no banco que, para o inglês era dele. Depois do susto, resignado diante de sua ansiedade, o protagonista acomodou-se ao lado do homem e pôs-se a observar. _ Bastardeee Tiaozim! Que vaicê ogi? _ Bastardiii! Demaisdaconta! Dissempri! _Intão-tá! O atendente virou-se todo feliz para trás e pegou um cestinha com pão-de-queijo e uma xícara de café. Voltou-se ao moço. Nisso, o inglês vendo a cena, já começava a sentir um certo frio na barriga. Pois não compreendia nada do que eles falavam. Fitava-os atentamente. Agora, nosso fidalgo, sentia-se um mero protagonista. O moço trouxe o café, colocou para o jovem ao lado e com um bule de leite numa mão, perguntou: _ Poçopô? _ Pó-pô! Ele colocou um pouco. O rapaz deu um gole e o atendente olhou para o inglês. Tudo pareceu em câmera lenta. Nisso, o homem já não suava de calor, mas frio de nervoso. Olhou atentamente para a boca do atendente tentado decifrar o que ele falava: _ Êita língua difícil! Ainda tem que mudar? O atendente meio que receoso que talvez o homem muito que arrumado estivesse a passar mal. Fitou-o esperando uma resposta, quando o nosso insigne ia responder...suspirou aliviado! O garçom voltou-se para o moço de branco. _ Tiaozim pó-pô mais? _ Mais é clar-que-sim! Colocou mais café na xícara e voltou com o “indigesto dialeto”: _ Quémais? _ Pó-pô! Colocou mais. _ Pó-pô-mais? _ Pó-pô-mais! _ Tá bãmassim? _Num tá-não! Pó-pô-mais! Nosso excelso ficou mais apreensivo. Compreendeu que o homem nativo, negou, afirmou para negar. E como se não bastasse, terminou afirmando novamente em imperativo! E o atendente nem achou ruim. Parece que agora ele sentia sua gravata muito apertada e sua boca extremamente seca. De repente, o atendente olha para ele e faz uma pergunta. Assustado o ingles respondeu: _I would like to a cup of tea and a glass of water, please. _ traduzindo: “Eu gostaria de tomar uma xícara de chá e um copo de água, por favor.” _ Of course! One moment please. _ traduzindo: Claro! Um momentim, por favor! E não era que o garçom falava o Inglês! O problema é que o inglês não sabia nada de Goianês. Êita sô! Tem base um troço desses? Nerisírley Barreira do Nascimento 2018.

Solidão de Maria **** ****
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Solidão de Maria **** **** Maria nasceu lá nas décadas de sessenta. Do século passado. **** Maria aprendeu que o sexo é proibido. ***** Maria também foi perseguida. Não por soldados, mas pela sempre pronta e atenta, nossa querida sociedade. **** Quem mandou Maria nascer Maria e não João? ****** _ Ela é que pague o preço de sua escolha! ****** Maria tem que ser calada, voluptuosa e burra. Porque Maria que é Maria, é mulher! ***** Mas Maria não foi nada disso. ***** E ainda teve a ousadia de nascer preta. Preta sim! Não sou de meias palavras. ***** Negro, não é nem raça. Preto é cor! **** Maria, além de negra, é preta. Não tem vida cor-de-rosa! **** Essa pobre coitada. Teve o desplante de perguntar. ***** Nasceu inteligente e não foi sábia de esconder sua mente. **** Maria percebeu o mundo. Não gostou! Mas as horas Maria não era para sexo? Não é para isso que o Brasil vende Marias e o mundo inteiro compra? ***** Oras! Maria era para ser enganada! Mulher e negra? É classe e situação permanente. É o regime de castas brasileiro. Que a gente age.... Mas psiu! É impróprio falar. **** Maria que é Maria, é pra usar. **** Mas Maria não aceitou. **** Maria... tola Maria! Questionou. **** E o tempo foi passando. Os anos se tornaram pesados. Maria ficou só. **** Sem homem. Sem sexo. Apenas com seu gênero, raça e inteligência. **** Maria que é Maria. Tem que se resignar. Porque Maria quando não é Maria... fica só, por questionar. **** E Maria ainda inventou de estudar. Teimosa, petulante e atrevida Maria! Como ousa? **** Vai chorar muito pra chegar lá. Mas num tenho pena! Nasceu assim, então tem que sofrer! Tenho nojo dessa cor. Detesto esse jeito sinuoso de mulher, que não se serve para os homens. E fico com raiva dela ser feliz! Ainda assim, Maria! **** Eu me alegro com cada sofrimento de toda Maria goiana. **** Êita! O que é que eu vejo ali? Mas não é que é Maria! Toda faceira. Solta, alegre a andar? Que absurdo! **** Sozinha e sem homem? Como pode? Toda aprumada, com documentos a carregar. **** Num é que Maria hoje, depois de muito sol, está estudada! **** Onde este mundo vai parar? Dar emprego para uma Maria se tem tanto José pra trabalhar?