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Frase de Alinny de Mello

Quando olho para a minha história, percebo que o que mais me marcou não foi apenas a violência que vivi. Foi a quantidade de responsabilidades que colocaram sobre os ombros de uma criança. Uma criança deveria estar preocupada em brincar, estudar, fazer amizades e descobrir o mundo. Eu não tive esse privilégio. Desde muito cedo precisei aprender a sobreviver. Aprendi a reconhecer sinais de perigo antes mesmo de entender muitas outras coisas da vida. Aprendi a identificar mudanças de humor, ameaças e situações que poderiam terminar em violência. Aprendi a proteger meus irmãos quando eu mesma precisava de proteção. Durante muito tempo, enxerguei isso como força. Hoje entendo que essa força nasceu da necessidade. Eu não escolhi amadurecer cedo. Fui obrigada. Eu não escolhi me tornar protetora. Fui obrigada. Eu não escolhi carregar preocupações de adultos quando ainda era uma menina. Fui obrigada. Eu não escolhi conhecer o medo antes de conhecer a segurança. Fui obrigada. E talvez seja por isso que, ao longo dos anos, eu tenha desenvolvido uma capacidade enorme de resistir. Mas existe uma diferença entre ser forte e ser forçada a ser forte. Muitas pessoas elogiam a resistência de quem sobreviveu. Poucas percebem o preço que foi pago para construí-la. Mesmo assim, existe algo que me traz paz quando olho para trás. Apesar de tudo o que aconteceu, eu não permiti que a violência definisse quem eu me tornaria. Poderia ter reproduzido o mesmo ciclo. Poderia ter me tornado uma pessoa amarga. Poderia ter passado adiante toda a dor que recebi. Mas escolhi outro caminho. E talvez essa seja uma das minhas maiores vitórias. Com o passar dos anos, percebi que a minha luta não era apenas por mim. Era também pelos meus irmãos. Eu sabia o que estávamos vivendo. Sabia o quanto aquilo nos destruía por dentro. Sabia que, se ninguém fizesse algo, aquela realidade continuaria se repetindo. Por isso, quando finalmente consegui me afastar daquele ambiente, uma parte de mim nunca desistiu de ajudá-los a enxergar que existia vida além daquele sofrimento. Hoje, quando digo que me sinto com a missão cumprida, não estou falando de perfeição. Estou falando de liberdade. Porque para quem cresceu em um ambiente saudável, liberdade pode significar muitas coisas. Mas para mim, liberdade sempre teve outro significado. Liberdade é dormir sem medo. Liberdade é não ouvir gritos. Liberdade é não viver esperando a próxima ameaça. Liberdade é não precisar olhar para trás o tempo todo. Liberdade é poder respirar em paz. Durante anos eu vivi em estado de alerta. Hoje eu vivo em estado de gratidão. Não porque o passado deixou de existir. Não porque as cicatrizes desapareceram. Mas porque finalmente compreendi que sobrevivi. As marcas continuam em meu corpo. Algumas lembranças continuam em minha mente. Mas aquilo que tentaram destruir permanece vivo dentro de mim. A minha fé permanece. A minha capacidade de amar permanece. A minha esperança permanece. A minha vontade de viver permanece. E quando olho para os meus irmãos livres daquele ambiente, percebo algo que me emociona profundamente. Nós conseguimos. Depois de tantos anos de medo, dor, lágrimas e sobrevivência, nós conseguimos. Eles marcaram partes da nossa história. Mas não conseguiram escrever o nosso destino. Hoje, eu não sou mais a menina que vivia esperando a próxima tragédia. Sou a mulher que atravessou a tempestade e permaneceu de pé. E isso ninguém jamais poderá tirar de mim.

Alinny de Mello

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A religião ensina tudo errado. Deus não se vinga de nenhum dos seus filhos pelo outro! Se fosse assim, teria vingado a morte de Abel e matado Caim! Ele ama todos por igual, e jamais faria maldade à nenhum, por mais coração de pedra que tenha. Porém, o livre árbitrio é o mal do mundo! Em todos nós, existe o bem e o mal. O que mais alimentar, esse reinará!! Deus quer sempre nos ver bem. Sempre.

Ontem sonhei que estava em um tipo de abrigo, junto com várias outras pessoas que também precisavam de cuidados. Havia uma indiana chamada Lininus; ela era muito alegre e feliz, e estava com uma criança. Ela me dizia “Deus te abençoe” e me deu um abraço forte. Eu disse a ela que,…
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Ontem sonhei que estava em um tipo de abrigo, junto com várias outras pessoas que também precisavam de cuidados. Havia uma indiana chamada Lininus; ela era muito alegre e feliz, e estava com uma criança. Ela me dizia “Deus te abençoe” e me deu um abraço forte. Eu disse a ela que, se conseguisse algo material na vida, iria procurá-la para ajudar no que fosse possível. Ela riu. Depois, apareceu um rapaz negro. Ele sorriu para mim e orou por mim, segurando o topo da minha cabeça com a mão direita e os olhos fechados. Eu também fechei os meus. Ao final, ele me desejou boa sorte e deu um leve beijo na ponta do meu ombro esquerdo. Em seguida, havia uma menina que conheço. Ela estava diferente da vida real: tinha cortado o cabelo em chanel curto e estava muito, muito feliz ao contar um sonho que teve comigo, para mim e para quem quisesse ouvir. Ela começou dizendo: “Era uma linda flor, e apareceu o espírito…”. Ela gesticulava e ria. Eu vi várias outras pessoas conhecidas ali, naquele lugar. No sonho, eu estava voltando para minha casa após dois meses me recuperando de uma cirurgia. O curioso é que, na vida real, estou na casa da minha sogra, me recuperando de uma cirurgia de três hérnias, uma umbilical e duas inguinais. Hoje, 18 de abril de 2026, faz 1 mês e 13 dias da minha segunda cirurgia. Nesse sonho, acredito que eram guias espirituais zelando por mim, em forma de pessoas que conheço. Eu estava muito feliz e disse a todos que os ajudaria de alguma forma, algum dia na vida. No final, nem deu para ouvir o restante do sonho da Alessandra, porque meu marido entrou no quarto e eu acabei despertando.