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Frase de EdsonRicardoPaiva

Não me iludo Já cometi grandes erros na vida Agora eu não mais me iludo Desisti de pensar que as coisas mudam Aprendo a cada dia Que vou errar e me iludir de novo Aprendi que pra isso é que existe O arrependimento E me arrependo Aprendi que os erros Não foram feitos para errar E muito menos pra aprender Eles existem pra não ser cometidos E nem sempre o perdão Alcança os resultados que se deseja Por mais belas sejam As palavras que se ouve na esquina A conversa termina sempre lá Não é preciso trazer pra casa Muito menos guardar na alma A bonita filosofia Que resulta pouco mais que nada E que fiquem no passado A tantos erros alheios Hoje eu vejo que devia Ter mudado a direção Ainda no meio de muitos caminhos Sempre existem novos erros e ilusões se evitar Aprendi somente a não me iludir E pensar que vou saber Quando é que eles vão chegar Nunca aprendi direito O melhor jeito de olhar pro Céu E dizer se vai chover Mas com o tempo a gente sabe Olhar a tempestade iminente E decidir nos cabe ou não Molhar-se na chuva que ainda não caiu Mas iludir-se Pensando que não vai molhar Depois de tudo que já viu Eu bem queria acreditar Que em pouco tempo Não há de formar-se Outro rio nessa avenida Então me apresso em voltar pra casa em paz Assim a vida ensinou a gente Pois hoje, sinceramente Eu olho pra esse Céu de ilusão E fujo dessa velha mesma chuva Que já me enganou muitas vezes Mas agora Ela não me molha nunca mais.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva