Frase de Pedro Abrunhosa
Quando a espera não tem fim, há distâncias sem perdão.
No pensador.ai desde
Quando a espera não tem fim, há distâncias sem perdão.
No pensador.ai desde
Não posso deixar que te leve O castigo da ausência, Vou ficar a esperar
Não posso deixar que te leve O castigo da ausência, Vou ficar a esperar E vais ver-me lutar Para que esse mar não nos vença. Não posso pensar que esta noite Adormeço sozinho, Vou ficar a escrever, E talvez vá vencer O teu longo caminho. Quero que saibas Que sem ti não há lua, Nem as árvores crescem, Ou as mãos amanhecem Entre as sombras da rua. Leva os meus braços, Esconde-te em mim, Que a dor do silêncio Contigo eu venço Num beijo assim. Não posso deixar de sentir-te Na memória das mãos, Vou ficar a despir-te, E talvez ouça rir-te Nas paredes, no chão. Não posso mentir que as lágrimas São saudades do beijo, Vou ficar mais despido Que um corpo vencido, Perdido em desejo. Quero que saibas Que sem ti não há lua, Nem as árvores crescem, Ou as mãos amanhecem Entre as sombras da rua.
Dizes que gosta de mim Que me amas assim Que sou tua metade
Dizes que gosta de mim Que me amas assim Que sou tua metade Que vais para onde eu for Que só queres o meu melhor Que me bates por amor Dizes que gosta de mim Dizes que gosta de mim Que não chegamos ao fim Que eu ando desastrada Foi o degrau da escada Não é tua mão fechada Dizes que gosta de mim E eu vim pra te dizer Voltei a ser quem eu me lembro Ser livre em Setembro Sou dona do meu corpo Antes vivo que morto Não gostes mais de mim E foi pra isso que eu vim Dizes que gosta de mim Que esse vestido, enfim... Que eu sou tua metade Mesmo contra vontade Dás muita liberdade Dizes que gosta de mim Dizes que gosta de mim Que sou flor do teu jardim Não me vais deixar partir Que eu não devo estar a ouvir Só a entrar e não sair E eu vim para te ver Para olhar-te cara a cara E na minha repara Que a coragem também chora Que hoje eu vou embora E foi pra isso que eu vim Não gostes mais de mim Canção em homenagem às mulheres vítimas de violência doméstica Pedro Abrunhosa
De que serve ter a chave Se a porta está aberta, De que servem as palavras
De que serve ter a chave Se a porta está aberta, De que servem as palavras Se a casa está deserta?
Aquele era o tempo em que as sombras se abriam Em que homens negavam o que outros erguiam E eu bebia da vida em goles pequenos
Aquele era o tempo em que as sombras se abriam Em que homens negavam o que outros erguiam E eu bebia da vida em goles pequenos Tropeçava no riso, abraçava de menos De costas voltadas não se vê o futuro Nem o rumo da bala Nem a falha no muro