Frase de Ledusha Spinardi
De leve feminista sábado domingo segunda terça quarta quinta e na sexta lobiswoman.
No pensador.ai desde
De leve feminista sábado domingo segunda terça quarta quinta e na sexta lobiswoman.
No pensador.ai desde
Prece de um dia quase igual a todos Deus dos delicados, não me abandone nessa guerra insana. Minha máquina de ser beira a pane enquanto o veludo da voz de Billie lambe as paredes do lusco-fusco. Abençoe, senhor, tudo que dói em nós, indispensável. As tardes despenteadas em Gruma…
Prece de um dia quase igual a todos Deus dos delicados, não me abandone nessa guerra insana. Minha máquina de ser beira a pane enquanto o veludo da voz de Billie lambe as paredes do lusco-fusco. Abençoe, senhor, tudo que dói em nós, indispensável. As tardes despenteadas em Grumari, as lágrimas do homem que me amou e nunca disse, o negro agonizante sob o sol narcísico de Ipanema, as crianças que tão cedo me deixaram farta de lágrimas e leite, o eco esquivo de Frederico, sinais de musgo. Abençoe as escarpas da minha vida enquanto desenterro estas palavras – o carmim destas palavras – com as lascas afiadas da dor. Sonho piscinas, atraída pelas labaredas. Preciso dormir bem dentro das suas asas enormes, pai.
Sinhazinha em chamas ai quem me dera uma tuberculose uma overdose
Sinhazinha em chamas ai quem me dera uma tuberculose uma overdose uma carência esplêndida.
Felicidade nada como namorar um poeta marginal
Felicidade nada como namorar um poeta marginal incendiado nada como um mingau de maizena empelotado de tanto amor acumulado uma casinha em botafogo um quarto uma eletrola uma cartola & depois da praia sonhar que a bossa nova voltou pra ficar eu você joão girando na vitrola sem parar.
Retorno Gastei toda aquarela, recolhida. Silêncio de barcos acidentados, fruta madura espatifando-se na terra. Colhi no ventre da treva estas palavras tocando-as devagar, com medo de que por trás de suas faces frescas me aguardasse uma emboscada. Sei pelo avesso suas formas
Retorno Gastei toda aquarela, recolhida. Silêncio de barcos acidentados, fruta madura espatifando-se na terra. Colhi no ventre da treva estas palavras tocando-as devagar, com medo de que por trás de suas faces frescas me aguardasse uma emboscada. Sei pelo avesso suas formas conturbadas, atormentam-me seus abismos híbridos. Vê-las pulsando salva-me da lábia estofada cotidiana, mas também me expõe à rude dimensão da liberdade e seu preço poucas vezes raso. Cintila a pedra noturna dos meus olhos nos seus olhos, sei que posso atravessá-los num sopro. Após tantas águas fugidias, o refluxo. As portas batem, como nos dias arejados.