Frase de Mariana Penides
Pandemia Enquanto o sono não vem, Sinto-me na obrigação De externar o que vejo Sobre essa pandemia Que tomou conta do mundo. É estranho falar disso, Em forma de poesia Mas, é a forma que eu encontro Para compreender O que o meu coração pedia. Com o passar do tempo, Aos meus vinte e poucos anos, Reconheço que nada vi parecido. É com muito desencanto Que, com o passar do tempo, Parece que tudo vai piorando. Sinto um buraco sem fundo. Pessoas morrendo por dentro, Vontade de gritar para o mundo Que nada disso é passageiro. Se as pessoas Não se curarem primeiro. Ora, mas essa doença é fatal Ela mata, corrói, destrói, Deixa as suas marcas E uma cicatriz profunda Que dói, mata e corrói. Um ciclo vicioso que está presente, Desde quando o mundo é mundo. Esse vírus não chegou agora. Tem bem mais que dois anos. Parece que a humanidade vive doente, Não agora no presente, Mas no passado e futuro. A falta de amor é como um veneno. Se não houver um antídoto, Ou uma vacina, Não haverá solução. Haverá chacina. Temos que nos apressar. Nosso tempo não espera. Mas quando menos se espera, Lembramos que sempre existiu Uma dose única, capaz de curar. A vacina sempre existiu Para esse tipo de pandemia. Basta conseguirmos olhar De dentro para fora, Que de fora pra dentro, Uma dose de empatia É capaz de amar.
No pensador.ai desde