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Frase de Rosário Bissueque

JÁ ESQUECEMOS QUEM SOMOS Vivemos tempos estranhos e fora da dignidade. E digo isto com peso, medo e insegurança. A cada dia, torna-se ainda mais duro. Está tudo misturado. Hoje és acusado, amanhã, já estás condenado, sem provas, sem defesa, sem voz. Há quem seja agredido e há quem nem sobreviva para contar a sua versão. Tudo por causa de um boato. Tudo por causa do medo. Tudo por causa da ignorância. Criou-se, nas mentes de muitos, a ideia perigosa de que fazer justiça com as próprias mãos é aceitável. E isso é um erro grave. É muito perigoso. As escolas, as igrejas e os mais velhos já não ensinam como deviam ou não são vistos como antes. Não orientam como antes. E os valores que mantinham a ordem, foram sendo esquecidos lentamente até chegarmos onde estamos. Uma sociedade dominada pelo pânico torna-se cega. E quando a razão desaparece, qualquer mentira ganha força de verdade. O que está a acontecer certamente é um teste à nossa consciência como seres humanos. Já esquecemos quem somos. Precisamos parar e pensar. Olhar para o passado, entender onde falhámos. Analisar o presente, com coragem. E proteger o futuro, antes que seja tarde demais. Nem toda história que se ouve é verdade. E nem toda suspeita justifica violência. Se continuarmos assim, não estaremos apenas a destruir inocentes… estaremos a destruir-nos a nós próprios. Agora, a verdadeira luta não deve ser contra fantasmas, deve ser contra a ignorância que carregamos dentro de nós, para que possamos lembrar quem somos. Porque já esquecemos quem somos.

Rosário Bissueque

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Quando alguém pensa que tem sempre a razão, já não consegue ver os próprios erros. Juntar pessoas na rua é fácil, mas o mais difícil é mostrar o caminho depois da confusão. A rua é força, é voz, é movimento, mas sem direção vira só poeira levantada pelo vento. Muitas vezes fala…
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Quando alguém pensa que tem sempre a razão, já não consegue ver os próprios erros. Juntar pessoas na rua é fácil, mas o mais difícil é mostrar o caminho depois da confusão. A rua é força, é voz, é movimento, mas sem direção vira só poeira levantada pelo vento. Muitas vezes fala-se de esperança, mas acaba em desilusão porque não existe continuação. São muitos gritos e poucas soluções, levantar bandeiras sem saber para onde ir não ajuda. Sem visão clara, o povo é usado como combustível, queimado só no calor das palavras. E cada vez que isso acontece, a confiança desaparece. Falar sem mostrar saída é armadilha; a rua não pode ser lugar de ensaio. A esperança não cresce com barulho, cresce com planos firmes