Frase de Raimundo Santana
No limbo escaldante, onde o tempo se dissolve em brasas, meu pecado se ergue como sombra que me trai, um espectro sedento, arrastando-me ao submundo da escuridão. Ali, invisíveis correntes se entrelaçam, envolvendo corpos e almas em cárceres de silêncio, presas no pântano pecaminoso, onde cada suspiro é lama, cada lembrança é veneno. Caídos, amordaçados, em lenta decomposição, somos ossos que ainda gritam, somos ecos que não cessam, somos o reflexo da culpa que nunca se apaga. E no abismo, onde a noite não conhece aurora, a traição se torna eterna, o pecado se torna carne, e a carne se torna pó. Esse estilo mistura intensidade, imagens fortes e ritmo poético, quase como um cântico sombrio. Quer que eu leve esse texto para um tom mais místico e esperançoso, como se houvesse uma saída da escuridão, ou prefere que ele permaneça sombrio e visceral.
No pensador.ai desde