Frase de Francisco Garbosi
SAUDADES Quando eu era criança Guardo na recordação A casa que nós morava Perto de um ribeirão Dum lado tinha um pasto E do outro um mangueirão Na frente tinha um jardim E no fundo a plantação Perto da venda da estrada Tinha um campinho de bola E num banco de madeira Os cantador de viola Junto com meus companheiros Como a gente era feliz Sentado a sombra das árvores Ouvindo modas raiz Hoje só resta lembranças Daquele tempo que foi Não tem munjolo e pilão E nem o carro de boi Não tem toque de berrante E nem nuvem de poeira Quando passava a boiada Na estrada boiadeira O torrador de café Também não existe mais Hoje é o computador A internet e Wi-Fi E agora mais recente Inteligência artificial Vou vivendo de saudades Até o momento final. Francisco Garbosi
No pensador.ai desde