Frase de Luciana Carvalho dos Reis
Desejar as coisas possíveis é a forma de concretizar a mediocridade do pensamento humano.
No pensador.ai desde
Desejar as coisas possíveis é a forma de concretizar a mediocridade do pensamento humano.
No pensador.ai desde
Laringite Sabe aqueles dias, que nos deparamos com algo estranho? Pois é ... Assim começou essa semana. A princípio, notei uma breve irritação na garganta. Depois, foi se agravando e a voz foi de certa forma, sufocando. Até o ponto de não sair som algum. O mal estar foi dominan…
Laringite Sabe aqueles dias, que nos deparamos com algo estranho? Pois é ... Assim começou essa semana. A princípio, notei uma breve irritação na garganta. Depois, foi se agravando e a voz foi de certa forma, sufocando. Até o ponto de não sair som algum. O mal estar foi dominando meu corpo, até que resolvi procurar um clínico geral, que me medicou como uma irritação na garganta. Alguns comprimidos de paracetamol e gargarejo com água morna e sal. Claro, que não resolveu. Uma amiga especial insistia para que eu procurasse um otorrino. Desta vez, não hesitei na recomendação. Diante do otorrinolaringologista (palavra grande, né) e totalmente sem voz, fiz alguns exames e veio o diagnóstico: laringite viral. Ai... nove dias de repouso e uma medicação digna de arrebentar qualquer gastrite. Era comprimido após o café da manhã, outro comprimido uma hora antes e depois de jejum, mais um comprimido depois do almoço. Isso durante esses nove dias. Claro, que a situação não podia piorar, ou podia? E não é que piorou. A laringite trouxe a parceira sinusite, e aí meu amigo... Antibióticos. Bem, com esses nove dias de molho, tive que ir a perícia médica, que fica no município vizinho. Como a gastrite me incomodava, foi preciso fazer uma boquinha, antes e depois da perícia. Sabe que me senti dentro de uma bolha sem falar ou ouvir direito, o mal estar me consumia ainda mais, suor frio. Enfim, no retorno para casa, houve um acidente na estrada e consequentemente, um engarrafamento. Dia pesado. Tosse, tosse e tosse. A única coisa a fazer, não é tocar um tango argentino, é voltar ao trabalho.
A simples presença do outro Parágrafo, vírgula, ponto, os sentimentos ainda confusos aqui dentro de mim. Não sei se devo colocá-los para fora, talvez se eu gritasse para todos ouvirem. Quem sabe? Talvez, não sei. Vivo a sufocar uma ponta de inveja das pessoas felizes com tão pou…
A simples presença do outro Parágrafo, vírgula, ponto, os sentimentos ainda confusos aqui dentro de mim. Não sei se devo colocá-los para fora, talvez se eu gritasse para todos ouvirem. Quem sabe? Talvez, não sei. Vivo a sufocar uma ponta de inveja das pessoas felizes com tão pouco, simplesmente a presença do outro, um sorriso, um olhar. Como a vida é simples e a entrega é tão difícil. Certo dia, caminhava pela calçada no centro da cidade e deparei-me com ela, cabelos lisos e ralos, a pele branca que o tempo não soube perdoar, seus olhos de um azul tão intenso que me chamou atenção. Foi naquele momento que pude mergulhar na imensidão de seus olhos e perceber a saudade das coisas que havia vivido. Estava numa cadeira de rodas e olhava pelas grades do portão. De repente, poderia estar se perguntando sobre o porquê das grades se estava numa cadeira de rodas e isolada do mundo que já pertencera? Mais um parágrafo, vírgula e ponto, quiçá quisesse caminhar, gritar, ser ouvida. Talvez... Talvez, sentisse um pouco de inveja das pessoas que estavam do lado de fora daquele asilo. Quem sabe, quisesse voltar a ser menina, moça e viver seu primeiro amor, de repente único amor. Aqueles olhos azuis poderiam estar lembrando-se do nascimento do primeiro filho ou do último, da primeira vez que esse filho lhe chamou de mãe, do abraço caloroso e repleto de amor ou ainda a primeira travessura. Já é o último parágrafo entre vírgulas e pontos. Tento voltar à superfície daqueles tão cansados olhos azuis, salto de uma imensidão e de uma alma encarcerada, volto para o lado de fora das grades, agora em meu corpo posso sentir o gosto da saudade das lembranças daqueles olhos, da simplicidade de um sorriso, da simples presença do outro e daquele olhar que me chamou atenção.
Antigo verão - À Luciléia Gilles – 27/01/2014. Pensei descansar e para isso, nada melhor do que ouvir as ondas do mar, a sensação é de um deleite garantido. Então, resolvi ir ao litoral do estado, claro que não na época de alta temporada, até por que provavelmente voltaria mais…
Antigo verão - À Luciléia Gilles – 27/01/2014. Pensei descansar e para isso, nada melhor do que ouvir as ondas do mar, a sensação é de um deleite garantido. Então, resolvi ir ao litoral do estado, claro que não na época de alta temporada, até por que provavelmente voltaria mais cansada. Sei que para muitos é uma questão de gosto, mas não estou aqui para discutir sobre isso, meu propósito hoje é lhe convidar para um passeio pelas areias brancas do litoral, lhe convidar a sentir a água gelada do mar pela manhã, a observar as marcas deixadas pelos nossos pés na areia molhada pelas ondas do mar. Ao chegarmos à praia o que sentimos, o sol... Ainda fresco, posso ver em seus olhos o quanto são valiosas nossas caminhadas matinais. E é esse olhar que faz de você uma pessoa tão especial, de uma beleza interior inigualável. Caminhávamos descalças, os pés tocando o solo e descarregando todas as energias negativas do cotidiano. Ah... Como era bom sentir a areia. Começamos a analisar quantas conchinhas havia naquela orla, eram inúmeras e de variados tamanhos. Avistamos também um grupo de idosos se exercitando na areia, seguravam o bastão e viravam para esquerda e para direita num movimento contínuo, de um lado a outro sempre segurando com as duas mãos. Começamos a discutir sobre as conchinhas e sobre as borbulhas deixadas na orla após a espuma que o mar deixara para areia absorver. Algumas dessas conchinhas pensei em recolher e até pude levá-las comigo. Na verdade, elas representavam uma lembrança boa, nossas caminhadas, a brisa fresca da manhã, as ondas beijando nossos pés, enfim a gratidão por mais um verão.
O pior erro do ser humano é esperar pelos outros.