Pular para o conteúdo

Frase de Bismarck Martins de Oliveira

⁠Saudade da mãe! Há uma saudade diferente, tomara que você nunca sinta, que dorme e acorda com a gente e que dura de quinta a quinta. Que vem com a brisa, quente, que faz a felicidade extinta, esfriando o peito ardente, e que de preto o mundo pinta!

Bismarck Martins de Oliveira

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Bismarck Martins de Oliveira

⁠AMORES... Ah, se me pedissem para falar dos meus amores... Eu começaria pelo seu: Imenso!
Continuar lendo

⁠AMORES... Ah, se me pedissem para falar dos meus amores... Eu começaria pelo seu: Imenso! Do tamanho do universo! Daqueles que não cabem no peito e que se fosse um rio, seria tão caudaloso que transbordaria do leito. Intenso! Daqueles que não cabem num verso e que por isso mesmo eu não soube guardar. Pois que um dia e como já vai longe este dia, eu o vi se acabar. Mas foram tantos: De risos e prantos, hereges e santos, perdidos e achados, proibidos e abençoados, tímidos e despudorados, perfeitos e imperfeitos, negados e confessados! Amores de anos, cheios de planos, causaram mais desenganos. Amores de dias, de amanhecer incerto, que nem sempre estavam por perto, trouxeram mais alegrias. Amores cantados e encantados, de pele, de carne, de mesa de bar, que em guardanapos viraram poesia. Amores de uma noite, e que quando amanhecia, partiam com os sapatos nos dedos, sem ao menos dar bom dia. Amores de escola, de olhares disfarçados, de toques escondidos e falsos juramentos em bilhetes rabiscados. Que como aconteceram do nada, por nada se foram, sem deixar vestígios, e depois três mil vezes negados. Amores ousados, fortuitos, que deixaram fortes lembranças, marcas nos lábios e n'alma, que nem mesmo o tempo e outros amores, até mais intensos, conseguiram apagar. Amores fúteis e inúteis, frios e desmotivados, daqueles por vingança. Que nascem sem esperanças, vivem de aparências e morrem por seus pecados. Mas amor mesmo, daqueles que queimam no peito, que nos deixam loucos de paixão, foi um amor incondicional, que encontrei em um carnaval. Profano e divino, sem pedir ou impor condição, sem ciúmes e traição, sem desculpas e sem perdão, amores assim terminam, mas nunca se vão! em18 de outubro de 2017.

⁠A VELHA CAIXA DE SAPATOS! Uma velha caixa de sapatos, atada com um cordão desbotado
Continuar lendo

⁠A VELHA CAIXA DE SAPATOS! Uma velha caixa de sapatos, atada com um cordão desbotado repleta de papeis e retratos, me levou de volta ao passado. Comecei a olhar com carinho cada um daqueles documentos, partes do meu longo caminho, registros dos meus sentimentos. Uma carta, de setenta e três, me jurava um amor infinito, que terminou no outro mês, me deixando triste e aflito. A foto de um pavilhão, me lembrou uma namorada para quem fiz uma declaração as quatro da madrugada. Um convite de casamento, de um amigo do passado me lembrou que no momento, ele encontra-se divorciado. Uma poesia rebuscada, num guardanapo escrita, me recordou da namorada que era muito bonita. Um poema de adeus e um cartão de Natal me trouxeram os olhos teus, achados num carnaval. Um bilhete amassado, escrito com mão tremida, vestígio de um fracassado amor, na minha vida. E quando a noite chegou, na caixa de novo guardei, tudo aquilo que restou de tanto por que passei, amarrei de novo o nó, soprei da caixa o pó e no armário tranquei."