Frase de Manoel de Barros
O fingidor O ermo que tinha dentro do olho do menino era um defeito de nascença, como ter uma perna mais curta. Por motivo dessa perna mais curta a infância do menino mancava. Ele nunca realizava nada. Fazia tudo de conta. Fingia que lata era um navio e viajava de lata. Fingia que vento era cavalo e corria ventena. Quando chegou a quadra de fugir de casa, o menino montava num lagarto e ia pro mato. Mas logo o lagarto virava pedra. Acho que o ermo que o menino herdara atrapalhava as suas viagens. O menino só atingia o que seu pai chamava de ilusão.
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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