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Frase de Prof. Jeferson Botelho Pereira

Quando o Silêncio Uiva Noite fria, assaz silenciosa, A calmaria em véu se estende; Parece o tempo em pedra pousa, E a paz — imóvel — se defende. Mas súbito a ordem se desfaz, O chão da noite se rompe em dor; Já não há calma, já não há paz: Há grito, fome, há clamor. Que dor é essa que rasga o ar? É fome crua? É mão cruel? Maus-tratos? Abandono a sangrar? Ou a ausência do gesto fiel? Do apartamento ao lado, então, Ecoam latidos insistentes; O cão, sentinela da aflição, Clama por almas conscientes. A madrugada, antes inteira, Agora sangra em som e pena; Cada latido é uma fogueira Que incendeia a noite serena. Transparente é a desumanidade, Patológica, fria, banal; Quando se perde a dignidade, O mal se instala — normal. E no abismo mudo da escuridão, Onde a consciência vacila em temor, Ergue-se uma prece — não em vão Por paz, por vida, por amor.

Prof. Jeferson Botelho Pereira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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