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Frase de KANGAL

O Ídolo de Argila Ergui um altar onde havia apenas barro. Julguei encontrar um farol, mas era uma chama alimentada pelo próprio ego. Emprestei meses ao aço, à disciplina, ao silêncio que antecede o combate. Cada golpe moldava meu corpo, enquanto a admiração moldava minha cegueira. Venci o ringue, mas fui derrotado pela verdade. Descobri que a força dos punhos não redime a fraqueza da alma; que cinturões não acorrentam demônios, nem medalhas curam o vazio de quem vive escravo de si. Há homens que tombam diante de um adversário; outros desmoronam diante do espelho. Aquele que eu chamava de mestre era apenas um peregrino perdido, vestido com a armadura da vaidade, incapaz de sustentar o próprio espírito. Então compreendi: Minha vitória nunca pertenceu ao altar que construí. Pertenceu ao sangue que derramei em cada treino, à dor que suportei em silêncio, à vontade que permaneceu de pé quando a ilusão caiu de joelhos. Os ídolos apodrecem. A disciplina permanece. E, quando a máscara finalmente se rompe, não morre o discípulo — morre apenas a mentira.

KANGAL

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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