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Frase de Paulo Coelho Maktub

Paredes da Vida Um homem caminhava por um vale dos Pireneus quando encontrou um velho pastor. Dividiu com ele seu alimento, e ficaram um longo tempo conversando sobre a vida. O homem dizia que, se acreditasse em Deus, teria que acreditar também que não era livre, já que Deus governaria cada passo. O pastor então o levou até um desfiladeiro, onde se podia escutar - com toda a nitidez - o eco de qualquer ruído. - A vidas são estas paredes, e o destino é o grito de cada um - disse o pastor. - Aquilo que fizermos será levado até o coração Dele, e nos será devolvido da mesma forma. "Deus costuma agir como o eco de nossas ações."

Paulo Coelho Maktub

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Pensador.com

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Outras frases de Paulo Coelho Maktub

O Fogo O mestre encontrou-se com os discípulos certa noite, e pediu que acendessem uma fogueira, para que pudessem conversar. - O caminho espiritual é como o fogo que arde diante de nós - disse. - Um homem que deseja acendê-lo tem que se conformar com a fumaça desagradável, que…
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O Fogo O mestre encontrou-se com os discípulos certa noite, e pediu que acendessem uma fogueira, para que pudessem conversar. - O caminho espiritual é como o fogo que arde diante de nós - disse. - Um homem que deseja acendê-lo tem que se conformar com a fumaça desagradável, que torna a respiração difícil e arranca lágrimas do rosto. Assim é a reconquista da fé. - Entretanto, uma vez o fogo aceso, a fumaça desaparece, e as chamas iluminam tudo ao redor - nos dando calor e calma. - E se alguém acender o fogo para nós? - perguntou um dos discípulos. - E se alguém nos ajudar a evitar a fumaça? - Se alguém fizer isto, é um falso mestre. Que pode levar o fogo para onde tiver vontade, ou apagá-lo na hora que quiser. E, como não ensinou ninguém a acendê-lo, é capaz de deixar todo mundo na escuridão.

Nas Montanhas Entre a França e a Espanha existe uma cadeia de montanhas. Numa destas montanhas, existe uma aldeia chamada Argelés.
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Nas Montanhas Entre a França e a Espanha existe uma cadeia de montanhas. Numa destas montanhas, existe uma aldeia chamada Argelés. Nesta aldeia, existe uma ladeira que leva até o vale. Todas as tardes, um velho sobe e desce esta ladeira. Quando o viajante foi a Argelés pela primeira vez, não reparou nada. Da segunda vez, viu que um homem sempre cruzava com ele. E, cada vez que ia àquela aldeia, reparava mais detalhes - a roupa, a boina, a bengala, os óculos. Hoje em dia, sempre que pensa na aldeia, pensa também no velhinho - embora ele não saiba disso. Uma única vez viajante conversou com ele. Querendo brincar, perguntou: - Será que Deus vive nestas lindas montanhas á nossa volta? - Deus vive - disse o velhinho - nos lugares onde deixam Ele entrar.

Beladona O discípulo disse ao mestre: - Tenho passado grande parte do meu dia pensando coisas que não devia pensar, desejando coisas que não devia desejar, fazendo planos que não devia fazer.
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Beladona O discípulo disse ao mestre: - Tenho passado grande parte do meu dia pensando coisas que não devia pensar, desejando coisas que não devia desejar, fazendo planos que não devia fazer. O mestre convidou o discípulo para um passeio na floresta perto de sua casa. No caminho, apontou uma planta e perguntou se o discípulo sabia o que era. - Beladona - disse o discípulo. - pode matar quem comer suas folhas. - Mas não pode matar quem simplesmente a contempla - disse o mestre. - Da mesma maneira, os desejos negativos não podem causar qualquer mal se você não se deixar seduzir por eles.

Em busca da Luz O discípulo se aproxima do mestre: - Durante anos busquei a iluminação - disse.
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Em busca da Luz O discípulo se aproxima do mestre: - Durante anos busquei a iluminação - disse. - Sinto que estou perto. Quero saber qual o próximo passo. - E como você se sustenta? - perguntou o mestre. - Ainda não aprendi a me sustentar; meu pai e minha mãe me ajudam. Entretanto, isto são apenas detalhes. - O próximo passo é olhar o sol por meio minuto - disse o mestre. O discípulo obedeceu. Quando acabou, o mestre pediu que descrevesse o campo á sua volta. - Não consigo vê-lo, o brilho do sol ofuscou meus olhos - respondeu o discípulo. - Um homem que apenas busca a Luz, e deixa suas responsabilidades para os outros, termina sem encontrar a iluminação. Um homem que mantém os olhos fixos no sol termina cego - comentou o mestre.