Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
SONETO EM SILÊNCIO Este é o azarado malfeito no amor Que os sonhos afoga na garganta E, solitariamente, vive no dissabor Aos olhares outros nunca encanta Deixado, no escuro e sem assessor Vaga. E, ao cabo de solidão tanta No desejo pouco coexistiu amador E com o tempo o vazio só agiganta Coração deserto, lágrimas e pranto O silêncio no peito é um pesar tonto E aos lábios frios a carência acaricia Num beijo sem calor e sem manto Onde está sensação é sem pesponto E a emoção sem apaixonada poesia © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23/03/2020, 06’45” - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde