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Frase de Tamara Guglielmi

A POESIA NASCEU Certa feita um amigo me questionou donde nascera a minha poesia ou melhor, donde nasce o meu processo criativo, pois desejava se tornar um poeta. Realmente eu nunca havia me questionado sobre isto, tampouco, havia me perguntado se algum dia eu realmente produzi algum tipo de poesia, para mim sempre foram apenas escritos. Contudo, se ele considerava o que escrevo poesia, então, eu deveria relevar sua pergunta e lhe dar uma resposta. Pensei em lhe dizer que o meu processo nasce de um sentimento chamado paixão, de um dom que não sabemos explicar, de uma sensibilidade que vai além da nossa compreensão, mas se eu falasse isso, seria o mesmo que dizer a ele: você terá que ter paixão e sensibilidade e isto deve ir além da sua vã compreensão. Entretanto, se ele nunca se tornasse um poeta, eu me sentiria literalmente culpada, uma vez que ele viveria a decepção de achar que sua vida era vazia de paixão e sensibilidade, seria muito insensível da minha parte dar-lhe esta resposta. Mas isso também não me bastou, por que se existe de fato um processo, então, eu preciso de ritos, de atos, e admitir que paixão e sensibilidade por si só são fatores necessários e suficientes para a composição da poesia, seria o mesmo que negar o processo. Foi aí então que eu recorri as minhas lembranças e voltei a minha infância. Bem me lembro que na segunda série do primário minha mãe foi chamada na escola após a realização da minha primeira redação. Acredite, mesmo antes de se dirigir até a escola e falar com a minha professora apanhei uma surra da minha mama, por que se minha mama havia sido chamada na escola, sinal de que boa coisa eu não tinha feito, pois bem, antes mesmo de dar-me a chance de defesa, minha mama negou-me o contraditório e me aplicou a pena ( a surra). Chegando na escola minha professora perguntou a minha mama quem havia feito a redação que ela, a professora, havia dado como lição de casa. Minha mãe pegou o escrito, leu, assegurou a professora que não havia sido ela, a escritora, mas que iria descobrir quem havia feito a lição por mim, afinal de contas uma criança com 7 anos de idade não teria capacidade de escrever daquela forma. Já em casa fui questionada acerca da redação pela minha mama, eu jurei que tinha sido eu que havia produzido, mas ela não acreditou em mim e me deu outra surra, por achar que eu estava mentindo. Noutro dia, chegando à sala de aula, minha professora pediu que eu me dirigisse até a secretária, uma vez que ela tinha uma tarefa para mim. Simplesmente a bendita professora me deu um tema e pediu que eu escrevesse sobre ele, e ainda ordenou que a secretária da instituição ficasse me observando. Finda a redação e após lê-la, a maldita pediu que eu chamasse minha mama novamente no colégio. Por óbvio que no dia seguinte disse a professora que meus pais estavam muito ocupados e que não poderiam comparecer. Claro, seria eu uma tola se avisasse meus pais de que estavam chamando-os no colégio, certamente outra surra levaria. Daquele dia em diante parei de escrever, fui inibida prematuramente pelo medo e pela desconfiança daquelas duas mulheres. Mais tarde na quinta série e já mais grandinha comecei a produzir meus textos, e, inclusive, vende-los para outros alunos que desejavam tirar boas notas em redação. Dali em diante ganhei todos os campeonatos literários produzidos no colégio e na cidade, seja recitando poesia ou escrevendo redações. Já na faculdade eu me anulei completamente, trabalhando, mal conseguia estudar assuntos técnicos, quem dera escrever poesias, Sim, eu fiquei Sete anos sem sequer produzir um texto. Contudo, eu me deparei com outro Dom, o de fotografar, sim, eu pegava qualquer máquina fotográfica e tirava fotos muito interessantes, a ponto de me perguntarem onde eu havia comprado as benditas máquinas fotográficas com as quais eu tirava as fotos.Acontece que eu nunca tive uma máquina fotográfica e continuo não tendo, eu simplesmente pegava a máquina dos outros e capturava cenas de pessoas,ambientes, animais e da natureza de uma forma diferente. Sim, as fotos ficavam lindas. Mas tinha um detalhe que quase ninguém sabia, quase invisível para os olhos alheios, eu era cega e sou cega de um dos olhos, nasci com uma doença chamada síndrome de Leber, que provoca cegueira, doença congênita. Contei todas estas histórias para dizer que encontrei a resposta através delas. sei donde nasce a poesia, não só a minha, mas a de todos os poetas. Primeira constatação, é que inexoravelmente é preciso ter um dom especial e através de um processo desenvolve-lo. Imaginem você se Mozart nunca tivesse tido contato com um piano, nunca tivesse estudado música, certamente, jamais teria a chance de compor. Primeiro ingrediente do processo: É preciso gostar de poesia e se alimentar dela. Você não se torna um poeta se gosta mais de produzir poesia do que de apreciá-la. Sim, é preciso ter desprendimento e admirar e amar a poesia produzida pelo outro, mais do que a sua própria. Segundo fator, é preciso enxergar além, sim, é preciso capturar a cena. é necessário enxergar a beleza onde as pessoas só observam a névoa. É preciso encontrar o amor onde só existe dor. Faz-se necessário se desprender do próprio ego e observar tudo que lhe rodeia. O que ninguém sabe é que o processo criativo surge exatamente de todas as coisas, de tudo que sentimos por estas coisas. Só somos capazes de produzir poesias, se formos capazes de encontrar ternura e delicadeza nas coisas simples produzidas pela natureza, seja a natureza humana ou de qualquer outra espécie. Só produziremos poesia se amarmos ou odiarmos alguém, algo ou alguma coisa. Sim, o processo criativo de um poeta deriva daquilo que ele é, do que sente e inexoravelmente depende do outro.

Tamara Guglielmi

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Carta para você I- 24 de abril de 2010 eu acordei e derrepente senti o vento percorrendo o tempo o barulho dos motores pareciam tambores que palpitavam nos meus ouvidos a chuva caia e eu sentia o frio que aquela tempestade me ocasionava Derrepente em meio a tantos sons e sensações Ouvi a sua voz agraciada pela poesia do dia Vc me surgiu do nada, caiu dos céus a reanimou minha vida Eu com medo de tantas sensações me escondi e sumi Quando dei por mim, vc estava ali, no meu pensamento, na minha mente, na minha vida, era o meu dia Mas como te encontrar se eu me perdi de mim ? Se eu me perdi de nós ? Quero te encontrar, quero me encontrar, os sons já não fazem mais sentido Mas para nos encontrar, eu precisaria que o universo conspirasse dando um remédio para aliviar a dor que ando sentindo Para te encontrar eu precisaria que a emoção fosse mais forte que nós Para me encontrar eu precisaria que os meus sentimentos fossem maior que a razão Para nos encontrar eu precisaria que o nosso gostar fosse mais forte que nós dois

Carta para você II, 10 de maio de 2010. Não responda as minhas cartas, só preciso ter alguém para quem possa escreve-las Hoje em Vitória, Espirito Santo, após um dia árduo de trabalho, já no final da tarde, olhei pela Janela do hotel e avistei uma árvore cujas folhas estavam se…
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Carta para você II, 10 de maio de 2010. Não responda as minhas cartas, só preciso ter alguém para quem possa escreve-las Hoje em Vitória, Espirito Santo, após um dia árduo de trabalho, já no final da tarde, olhei pela Janela do hotel e avistei uma árvore cujas folhas estavam se dessecando e caindo sobre a grama fria, era o vento que batia e eu sentia que o outono partia, dando lugar ao inverno. Meus invernos tem sido tão solitários, o mesmo vento frio da estação que derruba as folhas sobre a grama, parecem querer congelar minha alma desnuda e desnutrida pela decepção de um sentimento não correspondido. Pelo menos as folhas, aquelas folhas, não sobreviverão a este inverno, contudo, os meus olhos fixos e tão secos quanto aquelas folhas sobreviverião a este momento e talvez jamais reproduzirão a condesação do vazio que eu sinto neste instante Olhar por esta anela, avistar este fim de tarde frio e vazio e perceber que tudo ali ainda existe, menos você, tem me deixado triste.

Eu não te amo você que despreza o meu tormento Que é um atroz do tempo
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Eu não te amo você que despreza o meu tormento Que é um atroz do tempo Que medita contra o vento Que não vela a minha dor Quero que te dizer que eu não te amo Vc que ignora o meu sentimento Que não agracia o meu alento Que ri do meu contentamento Que fingi que não vê a minha saudade Que zomba da minha felicidade Quero te dizer que eu não te amo Vc que já me amou e me encantou Vc que me deu o chão e me retirou a alma Vc que me deu a luz da lua embrulhada com trevas Vc que me deu o amor e o transformou em dor Quero te dizer que eu não te amo Vc que poderia ser minha emoção Vc que negou o meu coração Vc que fez da minha história seu jargão Quero que vc vá para o inferno e que padeça no inverno

Carta a um amigo. esta carta será nosso segredo e fará parte de todo aquele enredo surreal que imediatamente descobrimos ao nos conhecermos, dos sonhos que subitamente compartilhamos, dos nossos encontros e desencontros, das nossas longas e prolixas conversas sobre a existência…
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Carta a um amigo. esta carta será nosso segredo e fará parte de todo aquele enredo surreal que imediatamente descobrimos ao nos conhecermos, dos sonhos que subitamente compartilhamos, dos nossos encontros e desencontros, das nossas longas e prolixas conversas sobre a existência humana, por fim, da história que não iniciamos. Traduzi-lo em um poema seria uma tarefa extremamente fácil, pois a sensibilidade que habita em você é inspiração suficiente para a composição de qualquer poesia, aliás, eu me atreveria em dizer, humildemente, que você é uma poesia em si, portanto, desconsidero totalmente desnecessária qualquer tipo de inspiração ou mesmo composição, por isso descarto os versos, descarto a poesia, simplesmente o defino a partir do meu olhar. Definição Olhar distante, mente delirante, desejo insaciável pelo desconhecido, loucura radiante, assim és tu, quando não estás contigo. Por outrora, quando estás contigo, vejo os teus pés tocarem o chão. Então ouço palavras vindo de ti assimetricamente calculadas e atitudes mensuras pela razão, um medo inexplicável de amar brota da tua alma repentinamente e a possibilidade de se entregar a paixão é algo quase que incogitável, pois esta simples possibilidade subtrairia o "Tício" dele mesmo, em suma, não estarias contigo, o que te tornaria vulnerável frente a um mundo despido de segurança. Se eu pudesse teceria asas bem firmes e lhe entregaria, para que quando tivesses totalmente entregue a incerteza voasse sem direção para despejar no vale da solidão toda aquela dor que aflige a tua alma por vezes. Se possível fosse, eu vestiria o teu mundo de segurança, para que a simples possibilidade de se tornar vulnerável a ele não fosse razão suficiente e necessária para a negativa do amor. 2 Algum dia Há uma canção que diz : Como os dias vão e vêem as noites eu ainda pergunto porque você partiu. Eu quero saber como isso não deu certo. Mas você se foi e memórias são tudo que tenho agora.. Mas tem uma parte que a canção se mostra totalmente otimista, ela diz: Mas isso não terminou, Nós vamos envelhecer, nós vamos superar, nós vamos viver para ver o dia que espero voltar para mim. Eu ainda acredito. Nós vamos conseguir novamente. Nós vamos voltar a viver de novo. Nós não vamos dizer outro adeus novamente. Você vai viver para sempre comigo. Algum dia, algum dia vamos estar juntos. Algum dia, algum dia vamos estar juntos. Eu ouço algum dia podendo ser hoje. Mistérios do destino são de algum modo e, por alguma razão, tudo que sabemos. Eles resultam o amanhã de hoje. Meus olhos estão abertos, meus braços estão levantados para o seu abraço, minhas mãos estão aqui para emendar o que está partido, para sentir novamente o seu rosto. Eu creio que aí é mais para viver. Oh! Eu amo você muito mais que a vida e ainda acredito. Eu posso mudar sua memória, reviver o que por dentro está morto e algum dia, algum dia vamos estar juntos. Algum dia, algum dia vamos estar junto. Algum dia, algum dia vamos estar juntos. Vamos estar juntos. Vamos estar juntos. Algum dia Enfim, eu citei não uma canção apenas, mas sim um tratado sobre a esperança, então, se algum dia você se apaixonar de verdade meu amigo e por um acaso esta pessoa partir, lembre-se que ainda que só restem memórias do que se foi, a esperança é única coisa que não podemos perder. 3 Hoje 30 anos se passaram e certamente o "Tício" de ontem não é o mesmo de hoje e nem será o mesmo de amanhã. A impressão que eu tenho quando acordo é que a Tamara de ontem morreu e hoje foi me dada uma nova chance de viver. É como se cada dia fosse início, meio e fim de uma vida. Na minha perspectiva a cada dia renascemos e é sob está ótica que eu visualizo no hoje a sua possibilidade e chance de comemorar o seu renascimento, afinal, é o seu dia. Lembre-se de viver cada dia como se fosse único e se puder viva uma vida por dia. Por isso, seja feliz hoje, faça aqueles que você ama feliz hoje, não deixe para amanhã aquilo que você tem vontade de fazer hoje. Diga o que você sente hoje, faça hoje o seu melhor, por que hoje não volta nunca mais. De alguma forma, tudo que sabemos em verdade é que só temos hoje. .