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Frase de Janna Teixeira

ESPELHOS DA ALMA... Olhos abertos, escancarados, janelas que me trazem à realidade digital da memória, fotografam minuciosamente a essência, instrumento que sobressai a alma que traz pra dentro, o que por fora ladeia Olhos molhados, encharcados pela emoção que me tomas ao te ver, enlouquecidos e embebidos pela satisfação quiçá, mortificados pela decepção são termômetro natural de minha esbraseante comoção Olhos secos, estorricados pela amargura e inclemência da vida estéreis, ardem ressequidos, desapercebidos de emoções, desprovidos de lágrimas que o tempo atroz, sorveu com a acidez do destino Olhos fechados, vedados que se guardam da hipocrisia bloqueiam tua pérfida alegoria, embaraçam tuas vãs tentativas de invadir e infectar minha alma com tua negra inveja que me enche de agonia Olhos, na cara viestes como espelhos que refletem os atributos de nosso espirito que se composto pela pureza, repercutem em brilho mas se infestado de desgostos, irradiam em desumanidade Olhos que enxergam com a precisão de uma lince Olhos que cegos privam-se das cores da vida Olhos pintados, mascarados pela sensualidade da mulher, Olhos embevecidos pela beleza da poesia lida Olhos que transcendem o sentido da visão Olhos que falam, mas que em mil palavras, uma linguagem autentica Olhos que calam, e lançam no silêncio os desapontamentos da alma Olhos que se perdem no desconhecido, diante da escuridão Olhos que vagam perdidos, na melancolia de minha solidão Os olhos... Nossos olhos... Teu olhar!

Janna Teixeira

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Pensador.com

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POEMA A PRÓPRIO PUNHO... Queria viver o romantismo dos grandes apaixonados Entregar-me ao amor com intensa devoção
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POEMA A PRÓPRIO PUNHO... Queria viver o romantismo dos grandes apaixonados Entregar-me ao amor com intensa devoção Suspirar e delirar, horas por dia Desejar seus beijos e sonhar com o toque suave de suas mãos acariciar-te em sonho e acordar com teu cheiro sentir teu sabor em meu hálito e secar teu suor em meu corpo... Queria eternizar seu semblante em um quadro de Da Vinci, valsar contigo ao som de Strauss, cantar meu sentimento em uma ópera italiana, e te esculpir como deusa grega em única peça de pedra sabão... Queria surrupiar de ti um mero sorriso e tatuá-lo delicado sobre meus lábios cortejar teus olhares e tornar-me único diante de ti... Dedicar-lhe minha vida, entregar-te em bandeja minha alma, seguir as batidas do teu coração com o ritmo do amor que a ti destino... Queria viver o entusiamo romântico dos grandes apaixonados e deslumbrar-te com minhas palavras, escrevendo de próprio punho um poema de amor, que declare minhas emoções, e lhe atraia enfeitiçada aos meus braços que por ti aguardam extasiados e suspeitos por fazerem parte de um ser apaixonado...

ARAMES FARPADOS O amor quando vem e aplaca seu coração é porque já dominou tua mente,
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ARAMES FARPADOS O amor quando vem e aplaca seu coração é porque já dominou tua mente, tomou conta de seus sentidos, e retirou de ti a rara calma de uma vida sem novidades... Teu corpo é tomado por calafrios, teu coração vibra acelerado na simples lembrança da figura amada, te transformas em um guerreiro, dribla a covardia de toda uma vida, sente-se indiferente as convenções, esquece a moral e ultrapassa os limites... Teu amor não vê fronteiras, distâncias ou estado cível, ele é impulsivo e atrevido, é inocente e possessivo... Pelo amor, te lanças de uma montanha sem lembrar do paraquedas, te jogas no oceano sem sequer saber nadar, entra na jaula de um leão faminto e lhe doma com um simples olhar... Mas ao ser desprezado, chora, revolta-se, deseja a morte, experimenta o ódio promete vingança... Esquece nunca ter recebido um olhar em troca uma palavra de incentivo ou um mero gesto de carinho Abnega a realidade Pois em tua versão aquele amor é recíproco... Alimenta a dor, corre atrás, insiste, grita, remexe a ferida... Derrotado, lastima-se, insurgi, saboreia o sofrimento, isola-se na solidão e, perdido destrói a rosa que representava aquela paixão... Sente seu coração cercado por arames farpados que a qualquer minusculo rompante, qualquer bater mais excitado será mortalmente ferido e verá junto com o sangue vertido o amor imprudente que para ti continua mal resolvido.

A BULA DE UM POETA As pessoas pensam porque sentem, sentir é a ação dada a quem tem sentimento,
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A BULA DE UM POETA As pessoas pensam porque sentem, sentir é a ação dada a quem tem sentimento, é uma consciência intima é o discernimento da sensibilidade. E é por ter tal aptidão que o poeta descreve o que pensa, o que sente, o que tem em seu intimo... Suas palavras são os compostos da alma cada termo descrito, cada frase formada desenham seus sentimentos No auge de sua delirante inspiração tem de conter-se para saber dividir o que é sentimento e o que é emoção... Diante de uma grande emoção muitas vezes agimos sem pensar, pois estamos dentro de um estado afetivo intenso, movidos por uma reação instintiva e, geralmente, não-racional. E é nesse ponto que encontramos a grande diferença pois, o sentimento é racional, e ele está amparado por elementos intelectuais... Nós refletimos quanto ao que sentimos, fazemos escolhas, utilizamos nosso livre-arbítrio... E o poeta quando compõe seu texto tem que estar atento para saber manipular as palavras, pesando as diferenças, e assim conseguir passar ao seu leitor o que sente, e o que está tomado por emoção em seu poema... E quando falamos de amor, colocamos ele dentro dessas duas opções: Como emoção: ele vem arrebatador, nos torna passionais, nos toma com paixão, fervilha em nosso cérebro, coibindo a razão... Como sentimento: ele nos ampara, nos faz idealizar o futuro, mitiga as dores da alma, nos enche de entusiasmo e exala inspiração... Um poema é pele que arrepia, é grito que salta da garganta, é o bater do coração que pára e dispara, é um sorriso que invade a cara, é uma lágrima que lhe banha os olhos... O poeta não é nada mais do que as palavras que escreve pois, dentro de todos nós, vive guardado um grande poeta, que se emociona e sente, e por isso, escreve!

SOLIDÃO À DOIS... No início éramos um nossos corpos se completavam
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SOLIDÃO À DOIS... No início éramos um nossos corpos se completavam nossas mentes andavam conectadas nossas palavras se somavam os beijos eram energéticos da alma o amor irradiava por nossos olhos os sonhos de eternidade nos sustentavam ...a inveja alheia nos seguia Apressados nos casamos uma ou outra noite não era o bastante para tanto desejo escovas unidas, armários divididos, uma cama para dois parecia um mundo éramos um, restava espaço! Nossa felicidade incomodava nossos sorrisos e olhares constrangiam os desafortunados ...àqueles que desconhecem a paixão Inocentes nos expomos, colocamos à mesa nossas emoções queríamos dividir com todos o grande banquete do amor mas a acidez desgraçada dos que desconheciam seu deleite, lançou sobre nós um azedume que escorria intenso e que gota a gota nos atingiu Trabalho, responsabilidades, contas à pagar, o cansaço no fim da noite, um 'amigo' sussurrando insinuações outro, apresentando um mundo de opções e o amor, de sentimento melindroso, decidiu ficar de lado para que o desapego nos atingisse Nesse momento a cama diminuiu... Nada de flores, surpresas e ligações inesperadas, ou mesmo um Eu te amo, com o olhar pronunciado ...os lábios fecharam-se, as mãos não mais se tocavam, as palavras perderam a direção, os sonhos esbarraram na realidade o conto de fadas tornou ao imaginário sorrisos saciados nos seguiram ...o desgosto alheio nos abateu Programas destintos, horários que não se cruzavam, datas que foram esquecidas e nós que éramos um, fomos rasgados em dois... O silêncio à mesa, ali não se servia mais a paixão... Pensamentos distintos, uma muralha que nos separava a cama minúscula, cada um de um lado Nosso quarto, antes um refúgio para o amor ainda infestado pelo prazer que ali se fez cobiçado hoje foi transformado em um mundo de contrição, e nós dois que de um, viramos nada, e de nada, insistimos em sermos dois vivemos desde então nesse espaço exilados, acomodados e possuídos pela irremediável solidão!