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Frase de Waly Salomão

..."ó senhora dos sem remédios domai as minhas brutas ânsias acrobáticas que suspensas piruetam pânicas nas janelas do caos se desprendem dos trapézios e, tontas, buscam o abraço fraterno e solidário dos espaços vácuos ó garrafada das maceradas ervas do breu das brenhas adonai-vos do peito lacerado e do lenho oco que ocupo".

Waly Salomão

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Pensador.com

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Outras frases de Waly Salomão

ANTI-VIAGEM Toda viagem é inútil, medito à beira do poço vedado.
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ANTI-VIAGEM Toda viagem é inútil, medito à beira do poço vedado. Para que abandonar seu albergue, largar sua carapaça de cágado e ser impelido corredeira rio abaixo? Para que essa suspensão do leito da vida corriqueira, se logo depois o balão desinfla velozmente e tudo soa ainda pior que antes pois entra agora em comparação e desdoiro? Nenhum habeas corpus é reconhecido no Tribunal do Júri do Cosmos. O ir e vir livremente não consta de nenhum Bill of Rights cósmico. Ao contrário, a espada de Dâmocles para sempre paira sobre a esfera do mapa-múndi. O Atlas é um compasso de ferro demarcando longitudes e latitudes. Quem viaja arrisca uma taxa elevada de lassitudes. Meu aconchego é o perto, o conhecido e reconhecido, o que é despido de espanto pois está sempre em minha volta, o que prescinde de consulta ao arquivo cartográfico. O familiar é uma camada viscosa, protetiva e morna que envolve minha vida como um pára-choque. Nunca mais praias nem ilhas inacessíveis, não me atraem mais os jardins dos bancos de corais. Medito è beira da cacimba estanque logo eu que me supunha amante ardoroso e fiel do distante e cria no provérbio de Blake que diz: EXPECT POISON FROM THE STANDING WATER. Ou seja: AGUARDE VENENO DA ÁGUA PARADA. ÁGUA ESTAGNADA SECRETA VENENO.

Olhos de lince (Waly Salomão e Jards Macalé) Quem fala que sou esquisito hermético É porque não dou sopa estou sempre elétrico
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Olhos de lince (Waly Salomão e Jards Macalé) Quem fala que sou esquisito hermético É porque não dou sopa estou sempre elétrico Nada que se aproxima nada me é estranho Fulano sicrano e beltrano Seja pedra seja planta seja bicho seja humano Quando quero saber o que ocorre a minha volta Ligo a tomada abro a janela escancaro a porta Experimento tudo nunca me iludo Quero crer no que vem por ao beco escuro Me iludo passando presente futuro Revir na palma da mão o dado Presente futuro passado Tudo sentir de todas as maneiras É a chave de ouro do meu jogo De minha mais alta razão Na seqüência de diferentes naipes Quem fala de mim tem paixão.