Frase de Jô Farias
Eu me sentia indisposta, mas não era de rejeitar serviços. Atendimento agendado para o sábado, tínhamos que viajar, a professora e no momento minha cliente, tinha casa em outra cidade. No caminho todas as conversas possíveis, eu sempre atenta a ouvir e aprender, e blá-blá-blá... Lá pelas tantas... Silêncio absoluto! (e sequer um "aham"... eu dizia) A professora fez uma pergunta: – Jô, você está direitinha? – Não professora! – proferi quase em agonia. – Estou mal, tenho calafrios. – O que posso fazer para ajuda-lá? A viagem ainda era longa... Dos dois lados da estrada canavais, lá ao longe se avistava uma casa... dois agricultores do lado de fora... A professora desceu do carro... Perguntou se a dona da casa estava. Um resmungo e um aceno de cabeça afirmavam que sim... Da porta da frente se avistava o quintal, vindo em nossa direção aquela senhora simpática... nos acolheu. Uma curta cortina servia de porta, no lugar do chuveiro um pote com água e uma cuia. Era ali que eu tinha que me aliviar do mal estar. Muita agradecida pelo gesto de carinho... E nossa viagem prosseguiu serena até o destino previsto. (Contos que conto)
No pensador.ai desde