Frase de Nadja Silva
Só porque a nossa vida é construída nessa obsessão bendita, a gente pega a nossa forma de amor, toma café, almoça e janta. E a gente se quer e se ama a todo instante e toda hora em qualquer tempo e momento. E finge que tudo não passa de um nada... Ou um simples qualquer coisa. A gente corre, a gente foge e brinca com o desejo flutuando nesse estágio de ócio. É coisa da cabeça, ilusão passageira. Enquanto isso, o corpo grita, o corpo pede, o corpo deixa os vestígios de amores bandidos pelo atravessar do tempo. E nessa nossa história, a vida deixa em aberto qual é a lógica não programada das paixões veneradas e não descartadas. E quando a gente vai analisar, qual amor é tão verdadeiro, nessa vida, além daquele que ninguém consegue enterrar? Você conhece a minha parte indigna e em desordem e eu sei o seu mundo caótico e fora dos trilhos e a gente nem se importa com isso. É tudo tão surreal...! No final das contas, mesmo que a gente não queira, resiste ao tempo a nossa besteira. A nossa forma de se amar é exclusiva e pertencente ao nosso mundo restrito e intacto. A gente constrói, modifica, reformula, reanima à nossa vontade e à nossa maneira. E apenas entre eu e você habita o nosso amor irracional e inexplicável servido sobre a nossa mesa. A gente toma café, almoça e janta em meio à nossa libido banhados em estrogênio e testosterona. A mente é desordeira e o corpo vulnerável. A gente se ama nessa forma de amar sem nexo. A cabeça diz "eu quero" e o corpo "eu quero mais!" É tao bom ti amar nesse meu jeito louco e particular... Eu quero, sem querer... O teu pouco, o teu muito e o teu mais.
No pensador.ai desde