Pular para o conteúdo

Frase de Gustavo Baraúna

Eu já estive perdido, num oceano de dúvidas sem fim, onde tudo era fácil demais, e todos lhe sorriam a noite. Eu já fui ferido, por um coração frio, que me maltratava me amando, e que me sufocou tanto tempo. Eu já tive medo, no meio da noite, onde me pegava chorando sozinho, sem ter pra onde ir. Eu já voei por ai, sem destino, por lugares inimagináveis para muitos, que parecia um sonho. Eu já corri na chuva, como uma criança com uma bola nova, só pra renovar a alma, cansado de tanta dor. Eu já sorri por sorrir, só pra não ter que falar o que pensava, e me arrependi depois. Já pulei, nadei, caí em lugares que ninguém acreditaria, nem mesmo quem estava lá parecia acreditar que era eu. Eu já fui bom, já fui mau, já menti, já fui enganado por mim mesmo, várias e várias vezes, sem motivo aparente. Já fiz coisas que nunca poderei revelar, nem mesmo aos meus mais íntimos confidentes, que pelo mundo me acompanham. Já fui herói e vilão da minha vida, e hoje já nem sei o que eu sou. Eu já senti o peso do desprezo em um olhar, já vi a covardia de perto. Já fui pro outro lado do mundo sem sair do lugar, viajei meio mundo, numa vida curta. Eu já me encarei num espelho e não me reconheci. Aquele olhar não era meu. Eu já segui a vida que o meu coração quis viver, e agora nunca mais vou ser eu mesmo de novo. Eu já fui e já voltei no caminho da felicidade, tenho toda caminhada em minha mente. Agora só me resta deitar e dormir, para sonhar com tudo isso outra vez.

Gustavo Baraúna

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Gustavo Baraúna

Cada vez mais me surpreendo com as minhas maluquices cotidianas, e tenho cada vez mais certeza que sou normal. Vivo me enrolando com ideias e pensamentos insensatos, onde nada do que se foi pensado pode ser aplicado à realidade vivida. Crio expectativas e logo me vejo em um turbi…
Continuar lendo

Cada vez mais me surpreendo com as minhas maluquices cotidianas, e tenho cada vez mais certeza que sou normal. Vivo me enrolando com ideias e pensamentos insensatos, onde nada do que se foi pensado pode ser aplicado à realidade vivida. Crio expectativas e logo me vejo em um turbilhão de coisas inúteis que me afundam aos poucos, mas eu finjo que não vejo e sigo em frente, construindo o meu castelo de areia sobre um castelo de cartas de baralho, quando menos espero, ou como era de se esperar, tudo vem abaixo, ruindo silenciosa e lentamente. Fico meio atordoado sentindo um frio na barriga inexplicável, e nesse momento eu me perco e deixo de lado as coisas que deveria fazer, me perco de novo, sento-me sobre os escombros assombrosos das minhas maluquices e reflito, mas o reflexo não é tão belo quanto eu espero, então eu me apavoro e acordo na minha cama sozinho e rindo de tudo que aconteceu. Uma piada sem graça que ninguém entende. Essa é a minha realidade, essa á a minha vida!

Cansei. De ser certo ou errado. De ter que agradar sem querer. De julgar. De viver os sonhos dos outros. De sonhar acordado. De não ter tempo para ficar com os amigos. De nunca ir onde quero. De esperar quem não merece. De pagar pelos erros dos outros. Definitivamente cansei. Es…
Continuar lendo

Cansei. De ser certo ou errado. De ter que agradar sem querer. De julgar. De viver os sonhos dos outros. De sonhar acordado. De não ter tempo para ficar com os amigos. De nunca ir onde quero. De esperar quem não merece. De pagar pelos erros dos outros. Definitivamente cansei. Esperando sempre que as pessoas se inspirem e cresçam, mesmo com o sofrimento do dia a dia. Mesmo com todos os nossos problemas. Mesmo com tanta gente contra a gente. E mesmo com tudo isso feliz. Sem me irritar. Sem enlouquecer. Sem fazer tanta coisa errada. Sem sentir. Sem pensar demais. Sem agir de menos. Sem tomar decisões importantes precipitadamente. Sem falsidade. Sem mentiras. Apenas indo. Sem caminho certo. Sem rumo. Querendo estar por perto. Querendo estar aqui e lá, ao mesmo tempo. Querendo ser o que se não se pode ser. Querendo não sofrer. Querendo dormir. Querendo sonhar. Querendo acordar. Querendo tanto te ver. Se explicando demais. Se divertindo de menos. Se machucando atoa. Se esquecendo. Se entregando. Se esforçando por nada. Se cansando. Se frustrando. Se iludindo. Se maltratando. Se desvalorizando. São tantas as coisas, que já nem consigo elencar os fatos que de fato, sobre os caminhos percorridos nessa vida sem rumo, são inesquecíveis, insubstituíveis, indubitavelmente sem comparação. Não há nada que eu faça que me traga aquele sorriso de novo, que de tão velho, já amarela na boca. Que escondido sob a mascara, se transforma em prisioneiro, em nada mais que um simples sorriso apagado. Tentando ver com olhos os fechados, proibidos de ser o que realmente são, proibidos de ver o que realmente importa. Tentando compreender o mundo, as pessoas e os demais. Sem motivos para tal, e com razão sem igual. Tentando sentir o sabor, e saber como seria se fosse tudo isso pra mim. Tentando definir limites para sentimentos ilimitadamente fúteis. Fáceis de perceber. Só não posso dizer que não voltarei. Que estarei sempre feliz. Que jamais amarei de novo. Que não fiz amigos. Que não desfiz. E muito menos que eu saiba o que esse texto quer dizer. Mas uma coisa eu garanto. Ninguém poderá dizer que esse não sou eu.

Essa noite eu senti uma vontade de escrever, mas simplesmente não tinha idéia nenhuma, apenas me sentei aqui e comecei a procurar em minha mente por algo bom para contar, nada me veio à tona. Deu-me uma tristeza pensar que eu não conseguiria escrever hoje, logo hoje, que eu estav…
Continuar lendo

Essa noite eu senti uma vontade de escrever, mas simplesmente não tinha idéia nenhuma, apenas me sentei aqui e comecei a procurar em minha mente por algo bom para contar, nada me veio à tona. Deu-me uma tristeza pensar que eu não conseguiria escrever hoje, logo hoje, que eu estava tão animado com uma idéia maluca que está dando certo. Sentei-me em minha cama pequena, e me pus a escrever, apagando e escrevendo de novo, por horas, sem conseguir alinhar nenhum pensamento, nenhuma ideiazinha, nada. Fechei os olhos por um tempo, e nada surgia. Desesperei-me com idéia de ter essa tela em branco na minha frente, onde apenas um cursor pulsava num ritmo constante. Pensei em ligar a televisão, mas pensei novamente e me segurei a tempo, não gostaria de ter idéias baseadas em uma programação mal feita, e nesse horário dificilmente passaria algo de bom, que me poderia ser útil no meu dilema de falta de assunto comigo mesmo. Como pode, eu, alguém que adora conversar, não ter assunto para conversar a sós comigo mesmo? Por um instante desisti. Olhei para o celular que não toca faz tempo. Suspirei, recomecei, ou tentei recomeçar, nessa altura já nem sei mais. Acalmo-me. De repente um lampejo surgiu, foi como se ouvisse a voz de um amigo, que de longe me pedia: “escreve uma musica”. Ri comigo mesmo, e com quem mais eu poderia rir? Que ironia, nunca me havia ocorrido isso, me peguei pensativo, sem inspiração, para onde fora o mar de idéias, será que a fonte secou? Era como se eu fosse aquele tipo de companhia que não gosto, um cara que não tem assunto e só fala besteira. Mas nem besteira eu estou pensando, falando ou escrevendo. O que teria acontecido comigo? Será que isso é alguma síndrome? Se fosse qual seria? A síndrome da madrugada mal acompanhado de si mesmo? Sei lá. Poderia ser a minha consciência me dando um aviso: “olha você está muito tempo sem ler” ou “você tem sido um menino mal e por isso vou te tirar todas as suas idéias”. E eu pensando (olha as coisas melhorando) que não estava nem com as besteiras na mente. É só dar uma forçada, que elas vêm. Mas eu estou aqui ainda, no meu dilema, simplesmente fazendo nada, sem conseguir escrever algo de útil ou de bonito, e muito menos a música, pedida por um amigo. É, parece que essa noite não vai ter nada de bom pra postar. Mas fazer o que? Já ta tarde e o sono me tira a pouca inspiração que já não me resta. Estico as pernas, busco uma água e volto aqui para me entregar ao sono, e quem sabe me inspirar amanhã. Escrevo mais algumas palavras sem importância, apago e vou me deitar. E assim a sós comigo mesmo adormeço num mundo solitário, onde a única saída é a imaginação...

Sem sono de novo. Acordo no meio da noite. Penso e repenso tudo o que tenho feito. Penso principalmente no que tenho deixado de fazer. Não quero mais ter que me enganar, as promessas que me fiz já não podem ser deixadas de lado. As palavras fazem de mim um simples narrador das mi…
Continuar lendo

Sem sono de novo. Acordo no meio da noite. Penso e repenso tudo o que tenho feito. Penso principalmente no que tenho deixado de fazer. Não quero mais ter que me enganar, as promessas que me fiz já não podem ser deixadas de lado. As palavras fazem de mim um simples narrador das minhas vontades. Não posso concordar em ser apenas uma sombra do que posso ser. Quem poderá dizer que nunca passou por momentos de duvida, de mudanças, de sofrimentos e de escolhas na vida? Hoje eu sei que nada é para sempre, mas recomeçar do zero já não basta para mim. Faz tempo demais que tenho deixado as coisas de lado, e tenho me esquivado da responsabilidade de guiar a minha vida. Certas coisas não ainda fazem sentido. Os sentimentos vêm e vão como ondas, fecho os olhos e me sinto perto de você, me sinto aliviado e fortificado. A realidade ainda é outra. Queria ir mais alem. Será que meu limite já chegou ao fim? Quero mostrar para todo mundo que não tenho nada a provar para ninguém. Essa noite tudo mudará. O tempo de errar já passou, agora é tempo de ganhar, eu vou ganhar. Mas ainda terei que abrir mão de muita coisa. Espero acertar as escolhas dessa vez e conseguir me manter focado até o fim. Avançando na escuridão da dúvida. Agora futuro é mais brilhante em minha frente. Está escrito em algum lugar que eu vou ser feliz. Tudo tem a sua hora e o seu lugar. Não posso mais perder horas, dias e meses tentando consertar os erros irreparáveis, com outros erros inexplicáveis. Todos os detalhes vividos e as pequenas coisas estão em mim. Não posso mais correr ou me esconder atrás de desculpas. A vida não é uma completa falta de sintonia, baseada em encontros e desencontros. Cada um tem que ser o seu próprio sol. Ou você controla tudo ao seu redor ou elas vão atingir você o tempo todo. Serei forte para afastar sem perder? Serei capaz de atrair sem queimar tudo por perto? Quem sabe? Acredito que vai ficar tudo bem! Renovado!