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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠Vivência. Hoje eu vejo as coisas De maneira que eu não via Nunca fui de muito me atentar Queira ou não queira Cada qual tem seu jeito Nunca fui de ter jeito pra nada E meu mundo era perfeito assim Creio que há mais sentido Em não buscá-los O tempo sempre traz a direção E eu jamais sentia pressa Promessas Nunca fui de acreditar ou não Nem duvidar A verdade vem no vento Vem depressa e devagar Nunca fui de escolher Qual dor eu queria sentir Não se pode evitá-la, ela vem Fui deixando a vida decidir por mim Eu gostava de verdade Era só de viver Montar os quebra-cabeças que a vida traz Desde o início ela trazia Eu, por não ter aprendido mentir Não busquei saber se era verdade Nem jamais pensei que a vida fosse Fácil e nem difícil: eu vivia. Gostava de andar na chuva Olhar o trem de longe, ouvir o sino na igreja e os passos lá fora, quando era de madrugada Nunca fui de espera ou de esperar Pra falar a verdade, eu nunca fui de nada Sonhava escrever poesia Arquitetar um jeito de exprimir o que eu sentia Assim como Deus é o Poeta Que arquiteta a vida da gente Numa métrica milimetrada E que coloca, lá na frente, um tempo Onde a gente passe a ver as coisas De maneira que não voltemos jamais A ser quem já fomos um dia E nem nunca mudar nada, além de nós As coisas que vemos ou não Elas vão permanecer iguais Antes...após! Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva