Frase de Henriqueta Lisboa
Meu pensamento em febre é uma lâmpada acesa a incendiar a noite. Meus desejos irrequietos, à hora em que não há socorro, dançam livres como libélulas em redor do fogo.
No pensador.ai desde
Meu pensamento em febre é uma lâmpada acesa a incendiar a noite. Meus desejos irrequietos, à hora em que não há socorro, dançam livres como libélulas em redor do fogo.
No pensador.ai desde
Os Lírios Certa madrugada fria irei de cabelos soltos
Os Lírios Certa madrugada fria irei de cabelos soltos ver como crescem os lírios. Quero saber como crescem simples e belos – perfeitos! – ao abandono dos campos. Antes que o sol apareça, neblina rompe neblina com vestes brancas, irei. Irei no maior sigilo para que ninguém perceba contendo a respiração. Sobre a terra muito fria dobrando meus frios joelhos farei perguntas à terra. Depois de ouvir-lhe o segredo deitada por entre os lírios adormecerei tranqüila.
“Serenidade. Encantamento. A alma é um parque sob o luar. Passa de leve a onda do vento,
“Serenidade. Encantamento. A alma é um parque sob o luar. Passa de leve a onda do vento, fica a ilusão no seu lugar. Vem feito flor o pensamento, como quem vem para sonhar. Gotas de orvalho.Sentimento. Névoas tenuíssimas no olhar. Tombam as horas, lento e lento, como quem não nos quer deixar. Êxtase. Vésperas. Advento. Ouve! O silêncio vai falar! Mas não falou…Foi-se o momento… E não me canso de esperar”.
Um dia irei de cabelos soltos vestida de branco
A menina selvagem veio da aurora acompanhada de pássaros, estrelas-marinhas
A menina selvagem veio da aurora acompanhada de pássaros, estrelas-marinhas e seixos. Traz uma tinta de magnólia escorrida nas faces. Seus cabelos, molhados de orvalho e tocados de musgo, cascateiam brincando com o vento. A menina selvagem carrega punhados de renda, sacode soltas espumas. Alimenta peixes ariscos e renitentes papagaios. E há de relance, no seu riso, gume de aço e polpa de amora. Reis Magos, é tempo! Oferecei bosques, várzeas e campos à menina selvagem: ela veio atrás das libélulas.