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Frase de Eugénio de Castro

Em que emprego o meu tempo? Vou e venho, Sem dar conta de mim nem dos pastores, Que deixam de cantar os seus amores, Quando passo e lhes mostro a dor que tenho. É de tristezas o torrão que amanho, Amasso o negro pão com dissabores, Em ribeiros de pranto pesco dores, E guardo de saudades um rebanho. Meu coração à doce paz resiste, E, embora fiqueis crendo que motejo, Alegre vivo por viver tão triste!

Eugénio de Castro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Três da manhã. Desperto incerto... E essa quermesse? E a Flor que sonho? e o sonho? Ah! tudo isso esmorece! No meu quarto uma luz luz com lumes amenos, Chora o vento lá fora, à flor dos flóreos fenos...

Murmúrio de água na clepsidra gotejante, Lentas gotas de som no relógio da torre, Fio de areia na ampulheta vigilante,
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Murmúrio de água na clepsidra gotejante, Lentas gotas de som no relógio da torre, Fio de areia na ampulheta vigilante, Leve sombra azulando a pedra do quadrante, Assim se escoa a hora, assim se vive e morre... Homem, que fazes tu? Para quê tanta lida, Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça? Procuremos somente a beleza, que a vida É um punhado infantil de areia ressequida, Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa...