Frase de Felipe Mateus Alessi
PARECE O ÚLTIMO DIA Felipe Mateus Alessi, agosto de 2019. Hoje parece o último dia, mas aprendi que o fim é só o início visto por dentro. Acordo não para amar alguém, mas para ser amor… o que resta quando tudo parte? Ser descomunal não é fazer o bem sempre, é fazer o bem mesmo quando o bem não volta. É tentar ser melhor, não perfeito. E suportar a dor sem torná-la bandeira. Quando a prisão é a mente, não se escapa, se observa. O vazio é só a casa antes da mobília nova. Colorir a mente não é negar a sombra, É atravessar com coragem… é permitir que o escuro prove o valor da luz. A felicidade não se escolhe, se compreende, se vive. Será que dei o melhor de mim? Talvez dei o que pude. O resto era defesa, medo de ser comum. Poderia ter sido diferente, mas só quem aceita mudar continua sendo. Ganhar e perder… os dois mentem, se vistos com pressa. A vida não é uma disputa, é um ritmo que se aprende ao tropeçar. Chuto o balde e descubro: ele estava quase vazio porque esperava que o mundo o enchesse. Hoje sei: o destino não é lugar, é presença. O futuro não é sonho, é direção. E até a tristeza é um convite para renascer. Quis não precisar de ninguém, mas o universo se revela nas relações. Somos peças de um mesmo organismo, ninguém evolui sozinho. Amo porque preciso e preciso porque amo. Teimoso? Convicto? Sou ambos. Há dentro de mim um grito que recusa a mediocridade, mas agora sei: ser extraordinário é aceitar a própria humanidade sem máscaras. Integrar o homem comum, Não fui escolhido, escolhi permanecer desperto. Perder ainda me dói, mas entendo que a vitória não é o resultado: é a consciência que fica depois do erro. Deus ainda me habita, não como consolo, mas como espelho. A música me equaliza, porque traduz o indizível, a vibração entre fé e carne, entre lágrima e perdão. Deus (El, YHWH, Adonai, Jeová, Elohim…) não preciso que me faças vencer, basta que me mantenhas inteiro. O livre-arbítrio é o templo imperfeito do amor, não tem posse, mas tem permissão… a dor vem da liberdade. E se desejo, que seja para encontrar as pessoas que amo livres dos grilhões invisíveis. Amar é sentir medo e não fugir. É cair e continuar vendo beleza no chão. Nenhum tempo é melhor gasto do que aquele em que aprendemos a cuidar da união, mesmo sem retorno. Escolho sentir, sim, mas agora sei que o sentir também me escolhe. Às vezes me destruo, às vezes me integro, mas já não chuto o balde com raiva: coloco nele a água que sobrou e lavo meu rosto para recomeçar.
No pensador.ai desde