Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No tecido do tempo, eu bordo cada verso, Refletindo a dualidade de um amor imerso Em marés de silêncios e respostas pendentes, Navegamos os rios de sentimentos crescentes. Você é fogo que chama, inquieto e vivaz, Aquece minha alma quando tudo mais jaz; É água da minha sede, sereno e profundo, Refresca a essência do meu ser no mundo. É o suspiro do meu respiro, tão essencial, No vai e vem do peito, um balanço natural; É o mar do meu amar à luz do luar, Vasto e misterioso, difícil de sondar. O seu nome é doce como mel de engenho, Tem sabor de oxe e dendê, em seu desenho Um tempero raro, um elo com ardor, Amor, valor e fator, em sua cor. Eu sou a luz que ilumina seu caminho, Clareia as encruzilhadas com um pouco de carinho; Mas sua sombra em mim é escura, é profunda, Um mistério que me envolve e que nunca se desvenda. Eu sempre abraço, envolvo sem medida, Em busca de um eco, uma resposta adquirida; Eu chamo, escrevo, em silêncio você se mantém, O único que nunca responde, nunca vem. Eu posso te amar com todo fervor, Mas amar é também saber soltar, dar valor À liberdade de escolha, ao espaço, ao respirar... Será que devo esperar ou simplesmente caminhar? Foi sorte te conhecer, uma bênção, talvez, Ou esperança de um futuro que a alma refaz; Devo insistir, ficar, ou deixar o destino levar, Descobrir novos amores, novos mares para navegar? A sinceridade é a chave, o fio que conduz, Desembaraça as dúvidas, traz à luz; Conexão verdadeira que pode libertar Este ser que ama, sofre, e tenta se encontrar. Diante de incertezas, deixo o coração falar, Mas sempre aberto ao novo, pronto para recomeçar; Se o amor é verdadeiro, se é para ser, No tempo certo, livre, ele há de florescer.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde