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Frase de Prof. Me. Jeferson Botelho Pereira

⁠Os Filhos da Repressão Nos vales de Minas, tão verdes, tão belos, Onde o rio murmura segredos singelos, Lá corre o vento nas montanhas sagradas, Mas sombras espreitam nas curvas caladas. Viajante que sonha com a festa e a dança, Se encontra na estrada a pistola da ganância. No verde se escondem, famintos chacais, Fazendo do pobre um réu sem sinais. O ferro que um dia foi luz de cuidado, Agora é espada do mal disfarçado. Uma fábrica imunda de multas sangrentas, Que arranca do pobre as vísceras lentas. Instrumento de lei? Não passa de um jogo, Feito por larápios de almas sem fogo. Filhotes da ditadura, herdeiros do açoite, Saqueadores do povo à sombra da noite. Capachos de reis corrompidos, corruptos, Espremem tributos de cofres injustos. Hipócritas frios de espinha vazia, Bebem do sangue que a estrada servia. Oh, Minas Gerais, tuas curvas guardaram Encantos e rios, mas hoje sangraram. Teus filhos, vencidos por mãos sanguinárias, Gemem nas ruas, nas praças, nas várias. E enquanto a festa se veste de cor, A estrada se pinta com manchas de dor. Nos montes, no céu, na bela estação, Ainda ecoa a repressão.

Prof. Me. Jeferson Botelho Pereira

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Pensador.com

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Não olhe para a minha etiqueta externa; preste atenção na minha essência humana.⁠