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Frase de Lupaganini

A casa da Vovó A casa da vovó era tão grande, lá eu me sentia Latifundiário em vinte metros quadrados, lá eu subia no muro que parecia o de Berlim , lá eu subia nas Goiabeiras, nas pitangueiras e não tinha medo de subir, de cair, de sussuarana e nem tão pouco de perder a hora do almoço porque eu sabia que meu anjo envelhecido ali estava para me lembrar ,carinhosamente , que meu prato preferido estava na mesa. A casa da vovó era tão grande , lá , no quintal, tinha uma enorme pedra, que hoje, diante de meus olhos nem tão grande era assim! Lá às formigas eram gigantes, as flores mais coloridas , o suco mais doce e os biscoitos mais crocantes. Lá tudo ficava gostoso, até a couve que mamãe fazia e pedia pra vovó colocar em meu prato. Lá verdura era carne tenra. A casa da vovó era meu itinerário preferido e ela a guia turística mais fantástica que eu já conheci .Meu passeio preferido, meu colo preferido, meu abraço mais quente e meu sim constante. A casa da vovó era tão grande e se tornava maior por tanto carinho, tanta generosidade, tanto amor. Não cabia em suas intenções tanto carinho, expresso em apenas um olhar, um aconchego ou um sabonete e um talco quando ela ,de mãos dadas comigo, íamos receber sua pensão. Assim a casa da vovó era uma mansão , tamanhos cantos que tinha, tamanha a vontade de agradar, tamanho o tamanho daquele envelhecido coração. A casa da vovó, a casa da vovó era minha esperança de crescer , crescer e encontrá-la , envolver meus bracos pequeninos em seus bracos envelhecidos, ou o contrário ou ,simplesmente falar baixinho: -Vó pede pra minha mãe deixar eu ficar aqui hoje? Pede vó , pede! E ela com aquele sorriso conivente me abraçava e dizia: -Pode deixar, ficaremos juntas mais um dia. E eu simplesmente ,hoje envelhecida na saudade, falo: - A casa da vovó era tão grande! Mas o amor da vovó era bem maior.

Lupaganini

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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433 Sem sono... Talvez esteja escondido em um maço de flores ou em uma xícara de café quente que me espera pela manhã,
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433 Sem sono... Talvez esteja escondido em um maço de flores ou em uma xícara de café quente que me espera pela manhã, Desta feita , o medo pode ter consumido a minha coragem que o tempo levou junto a vontade de ser feliz. Espantada colho meus últimos sonhos, a Europa me espera entre beijos e olhares esperançosos em uma conexão Italo-lusitana. A fusão é linda, nela existe esperança, ela que me agrada e me encoraja a olhar com fidelidade, delicadeza e carinho. E uma pergunta calada, a espera de resposta que voa sem a razão duvidar : Sim,olharei novamente!

Conchavos Do centro uma luz passa pelas frestas As paredes frias se confundem com o medo
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Conchavos Do centro uma luz passa pelas frestas As paredes frias se confundem com o medo Os arabescos do teto parecem zombar de quem passa E lá em cima pareço forte Sem corte Escuto passos sobre a madeira brava Ecoando como se xingassem os parados E o assoalho que parece marcar o passo Sem compasso Descem as escadas em passo largo E sucumbem-se em conchavos Como se amenizassem diretrizes É tempo de crise Histórias são lidas e assimiladas E como em parada Traça destinos em obediência militar Lá na frente paredes frias Grandes pilares em pernas fortes Como se carregassem toda estrutura E a transparência de grandes arcos Grandes momentos são lembrados Ousados pensamentos traçados E a pátria se torna um menino E tudo decidido Como segredo feminino. Lupaganini 2318

E quando passarmos por nossa terminalidade Teremos nosso caminho prosseguido
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E quando passarmos por nossa terminalidade Teremos nosso caminho prosseguido Ou estampado em relíquias estaremos Quem sabe triunfando seguiremos Teremos nos embriagado de vitórias Como nossos pais sonharam Ou estaremos a tecer sonhos Feito meninas Estaremos amarradas a amores conhecidos (ou desconhecidos quem sabe) Ao sonho de um beijo duradouro Aos arrebates de futuros de vários talvez Ou quem sabe na embriaguez de calouros Em pensamentos ganharemos indulto. Porque como insulto Não negaremos o passado Mas que o importante é o futuro Em pausa não viemos a passeio Mesmo que o turismo nos alegre Os prazeres nos fascine E a vida não se curve Somos mulheres Fazedoras Que a muito não nos assentamos (E quando acontece, ai que depressa levantamos) Mães Esposas Construtoras Escreventes Mistas nos afazeres Amigas Duras Amáveis Frágeis que diante de tantos diantes Nos amparamos quando o caminho é perdido, e nos procuramos e nos devolvemos ao rumo certo. Por nossos filhos Nossos companheiros Nossos vespeiro (Nossas teimosias que são cobertas de porquês intuitivos) Por tudo e todos Por nós mesmas. Que todos os dias sejam para nossa evolução. Lupaganini Dia internacional da mulher 08/03/18