Frase de Matteus Ramalho Lopes
Ilha de pedra Desesperou-se em fuga e remou forte, com muito peso de bagagem em tempestade naufragou Flutuava sobre as águas inconstantes, adormeceu, o que sonhava em paz por instantes acordou Não sabia onde estava, era frio incessante, doía nos ossos, sua alma amedrontou O nascer do sol levava calor, sede, fome e esperança a quem se perguntava “quem sou?” Não cessou seu inferno solitário, era muito quente, sua intensidade rugia e se desfazia Não se pode ficar tanto tempo exposto ao sol, garganta seca, pouco gritava, pouco dizia Neste mar de pedra não há abrigo que resfria, que agonia Ali adiante haviam as águas e um vasto precipício de onde saltar O medo das pedras afiadas exaltavam o grande risco de se detonar, machucar O quão profundo e seguro seriam aquelas águas pra se mergulhar? Quanto tempo sobreviveria ao sol a desidratar e queimar? O impiedoso tempo indagava e obrigava uma escolha sábia tomar Não se sabe como partiu No fim desta história sabe-se apenas que foi o sol ou mar
No pensador.ai desde