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Frase de Marisa Barbato

EVASÃO Na sala dos botões O povo é atropelado por promessas de democracia cheias de mentiras. Palavras violentas como rio caudaloso arrastam na corrente migalhas de esperança. O grito silencioso dos alijados repercute fervilhando na minha cabeça, arranhando a minha pele penetrando a minha alma Titereiros ou amadores, quebrando ilusões discutindo um nada pregno de significado Sinalizando o começo da luta ou, quem me dera, a luta para o recomeço. Entre engolir a dor ou explodir de raiva escolhi dançar, para afogar as mágoas e me embriagar de amor.

Marisa Barbato

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Pensador.com

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Outras frases de Marisa Barbato

Falava de amor. Afastou-a sem titubar, esqueceu-a sem carecer,
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Falava de amor. Afastou-a sem titubar, esqueceu-a sem carecer, substituiu-a sem pensar, Sem alma, sem emoção, sem sentimento, sem noção... Sem piedade Matou-a. Na tristeza de um dia de chuva, numa folga do respiro ansioso de Lígias e de Leucósias, como folha morta abandonada aos ventos da vida, pensando desencantou e como barco a vela pirou . Com palavras sem alma, sem emoção sem sentimento, sem noção Tentou ressuscita-la para explicar o porque.

TE QUERO ASSIM Cansei das provocações
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TE QUERO ASSIM Cansei das provocações das ondas que vão e vem como pêndulos nos relógios nas paredes da loucura. Cansei, pois eu sou inteira, de coisas ditas pela metade, de respostas pela metade, de declarações pela metade, de amor pela metade, de homem pela metade. E como você também se diversifica, cansei de seus jogos duplos como as palavras soltadas para quem queira entender, iludidas destinatárias supostamente privilegiadas de versos perplexos carregados de mentiras fantasiados de verdades. E dos silêncios que pelo contrario disfarçam dezenas de tristes e amargas verdades sobre mulheres, crianças, fracassos, crises e desesperos. E cansei da fumaça atras da qual esconde a ambiguidade que não lhe permite de pronunciar publicamente o meu nome nas lindas palavras sem alma do seu coração. Cansei do narcisismo que o distingue, da insegurança que o marca e do seu desejo de autoafirmação, que se reproduz multiplicando tristeza adicionando loucuras, subtraendo amor e dividindo historias. Cansei de dar sem receber, e ainda, de viver esmolando carinho como um clochard parisiense nas noites de nevoeiro entre o Etoile, o Arc de Triomphe, e la Gare de Lyon. Cansei das baixarias das encrenqueiras ciumentas que te seduziram um tempo ou nunca, e que não tem vergonha de se humilhar atras de um sonho sonhado e vivido pela metade, por um terço ou , quem sabe, por nada. E das pirraças infantis das vitimas involuntárias, talvez nem tanto, dos seus ataques de procurada solidão, iludidas, nas noites quentes e fingidas, através de uma tela com palavras vãs e descompassadas, preludio inexorável de anunciada enrolação. E ainda da raiva avassaladora das tapa-buracos que você transformou em delinquentes a cada voltar de lua jogadas fora como lixo, com as provocações baratas das brincadeiras grosseiras, com premeditadas brigas, ou com os papos furados da covardia, que fecha as janelas para retomar o ninho, deixando, porém, portas abertas por trás na espera de outros cursos e recursos para o mesmo presente, futuro improvável e inexistente. Assim como cansei da fofoca gratuita de quem nunca vestiu a minha roupa e mesmo assim, sente-se em direito de julgar e relatar falas e fatos descontextualizados, querendo me passar por aquela que nunca fui e nunca serei. E cansei de você acreditar sem conversar, sem ouvir as minhas razoes, me acusando sem direito de replica, como réu condenado a morte sem nem a dignidade de conhecer o porque. Cansei também de você precisar disso para agir sem remorso, se a consciência despertar, caso tiver ou para se justificar se fazendo de mártir aos olhares atentos do mundo que finge acreditar enquanto você mesmo, vitima das suas mentiras acaba acreditando. Cansei do machismo pretensioso e do egoismo que vê somente a si mesmo, como vicio entorpecente de manente prazer nunca satisfeito. No fundo sou Teresa, nada a ver com Sabina, por isso cansei da extrema, indelicada e insustentável leveza do seu ser, e de grossarias, de palavrões, vulgaridades e de desrespeito sem medida. Cansei. Cansei de me sentir sozinha com você do meu lado e de me aborrecer enquanto você luta com seus fantasmas que não quis me apresentar e que todavia por suo azar em parte conheci. Por isso cansei também de abrir armários e encontrar a cada dia novos esqueletos, de me apresentar a eles, de conviver, e ser conivente sem querer enquanto você continua imperturbado e imperturbável nas suas mesquindades. Cansei de promissas não mantidas, efémeras quimeras que como grãos de areia se dissolvem no mar delirante duma alastradora insanidade Cansei de não sentir nas atitudes seu amor, que você desesperadamente nas palavras vazias - como seu coração incapaz de sentir - declara para mim, enquanto não poupa provocações violentas e embriagadas nos surtos das noites sem vergonhas entregues por decência ao esquecimento da memoria. Cansei de você não ter o equilíbrio para suportar, sem balançar o peso e a responsabilidade de uma mulher de conteúdo, e de você não saber, por não querer, construir respeito por volta de nos. E cansei da constante incoerência dos seus atos, que gritam amor e ao mesmo tempo procuram vingança dum passado remoto que plasmou a sua existência dolorida e anestesiada como impassível viajador na escuridão da tormenta. Cansei de ter um todo de um nada que se perpetua diariamente, egoisticamente, repetidamente, doentiamente. E assim cansei de ouvir que você não me merece. Enfim, cansei de entender. Alias quis entender que você não sabe amar, talvez você não queira, talvez você simplesmente não possa. Mas com certeza nunca fui numero e nunca serei. No máximo, eu sou e serei um numero primo na minha digna solidão. Eu sou inteira e mesmo que não me conheça toda, eu sou sensibilidade, transparência, dedicação, curiosidade, companheirismo, orgulho e dignidade. E te quero assim... Seja quem for você.

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS (Je suis/Je ne suis...) ELA: “Você não respeita a minha dignidade, a minha honrabilidade, a minha reputação, com a sua conduta você me cobre de ridículo”
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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS (Je suis/Je ne suis...) ELA: “Você não respeita a minha dignidade, a minha honrabilidade, a minha reputação, com a sua conduta você me cobre de ridículo” ELE: “Meu bem, você quer limitar o meu direito de liberdade. Não admito isso. Eu sou livre e faço o que eu quero.” ELA: “Você entende que seu exercício de liberdade afeita meus valores e sentimentos mais profundos atè doer??? ELE: “Bobagem. Não são valores, pelo menos não são os meus! Nao os reconheço. Nao quero entende-los. E por isso nao estou nem aì. Eu te amo. Nunca amei ninguem como amo voce. Apenas quero ser livre ” ELA: “Então você é Charlei? ELE: “Não... JE NE SUIS PA CHARLIE” ELA:“ah... tá... hummm....tem certeza? ELE: “Tenho. Charlei é xenófobo, intolerante, desrespeitos, ofensivo, atinge as minorias. Eu nao tenho nada a ver com Charlei. E você?” ELA: “Eu? Eu sou pela liberdade sim, mas não gosto de sofrer humilhações e ficar diariamente triste pela sua irreverencia, pelas suas obscenidades, pelo seu desrespeito que me diminui, quando desde sempre luto pela igualdade. Me sinto ridiculizada. Você diz que me ama mas não está disposto a fazer concessões para “socializar” comigo... Agora eu não sou ninguém para querer comprimir a sua liberdade, mesmo que egoísta, pois não se importa de machucar. Afinal é a sua liberdade contra a minha dignidade. Eu não posso fazer outra coisa, para sofrer menos, que me manter a distancia até você entender e respeitar os meus sentimentos. E mesmo assim continuarei a sofrer pois os ecos e os reflexos da sua liberdade chegam atè mim. ELE: “Então você também não é Charlie” ELA: “Você esta enganado. Por quanto eu possa achar criticáveis, reprováveis e condenáveis certas condutas, a lei de talião não me pertence. Eu disse que preciso me manter distante até você me entender e me respeitar. Não disse que vou te pagar com a mesma moeda nem que vou te matar. Por isso e nesse sentido JE SUIS CHARLIE! Marisa Barbato

Quero mas não quero. E não querendo
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Quero mas não quero. E não querendo quero. Soluço de emoções entre um respiro e o outro. Hoje vai e amanha vem. Suspiro.. Palpitou o meu coração pela lamina afiada Que o trapassou.. Hoje vai e amanha vem. entre note de jasmins, vem com o gosto amargo de petróleo, vai Daí inspirei coragem Preenchendo os pulmões De vida possível. Quis mas não queria E não querendo quis. E quis boca de rosa Doce e refinada Leve e aconchegante Lembrança de antigas Danças Me perdi nas ondas dum Éden anil como o céu de verão. Hoje vai e amanha vem. entre note de jasmine, vem com o gosto amargo de petróleo, vai Como onda do mar, vem Como espuma rebelde, vai Respirei a admiração que refletiam seus olhos Puros como de quem não conheceu outras musas. Me iluminei Do brilho inesquecível de um Vislumbre de esperança Terapia da carne Nutrimento do espirito. Levei comigo todas as dores Para esquece-las. Hoje vai e amanha vem. entre note de jasmine, vem com o gosto amargo de petróleo, vai Como onda do mar, vem Como espuma rebelde, vai Folha ao vento que vai E balançando, vem Esqueci Aquecendo o corpo Nos delírios de um sonho Elegante com seus passos leves Gracioso como as palavras pronunciadas no meu ouvido Cheio de ternura, como o carinho dispensado naquela sombra Delicado e surpreendente como o abafado silencio Rompido dos nossos suspiros e do barulho improviso dum carro estacionando. Hoje vai e amanha vem. entre note de jasmine, vem com o gosto amargo de petróleo, vai Como onda do mar, vem Como espuma rebelde, vai Folha ao vento que vai E balançando, vem Hoje vai... Não quis mas queria E querendo Não quis. No jardim da vida Somos o que fomos. Tato..delirante contato. E só. Hoje vai e amanha vem. entre note de jasmine, vem com o gosto amargo de petróleo, vai Como onda do mar, vem Como espuma rebelde, vai Folha ao vento que vai E balançando, vem Hoje vai Amanha vem