Frase de J. C. Costa
Alma de Barro (Poema destinado aos catadores de caranguejo dos manguezais) já fui ladrão já fui escravo já fui caranguejo já fui rato já fui capitão do mato já fui sinhô do barro eu vim no barro eu vivi no barro eu venci e tenho orgulho da minha pele preta e do meu barulho o meu tambor é barulhento e quando toca eu me mexo feito o vento e só lamento pois quem tudo quer nada tem e quem nada quer encontra no nada o que mais precisa sou barro mas não barro de fazer jarro sou barro pisado amassado e molhado no peito e no sapato tenho o barro na cara sou mais limpo que todos porque tenho o barro na alma
No pensador.ai desde