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Frase de J. C. Costa

Alma de Barro (Poema destinado aos catadores de caranguejo dos manguezais) já fui ladrão já fui escravo já fui caranguejo já fui rato já fui capitão do mato já fui sinhô do barro eu vim no barro eu vivi no barro eu venci e tenho orgulho da minha pele preta e do meu barulho o meu tambor é barulhento e quando toca eu me mexo feito o vento e só lamento pois quem tudo quer nada tem e quem nada quer encontra no nada o que mais precisa sou barro mas não barro de fazer jarro sou barro pisado amassado e molhado no peito e no sapato tenho o barro na cara sou mais limpo que todos porque tenho o barro na alma

J. C. Costa

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Pensador.com

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Café quente O sorriso das outras pessoas me irrita a felicidade alheia me incomoda o amor está no ar eu prendo a respiração não desejo atrair ninguém não tenho nada pra oferecer além de um bocado de dor e um café quente

O circo e a tempestade de alegria O final de cada capítulo é o inicio de outro
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O circo e a tempestade de alegria O final de cada capítulo é o inicio de outro Caracterizo-me com um sorriso lanço-me em piruetas e cambalhotas O circo sou eu a màgica que faz brilhar o olho a aventura que desafia a alma o íncrivel, impensado e jamais visto A tenda está está armada lá está ela brilhante e temida tão distante e tão bonita a mais amada e também maldita corda do equilibrista Uma inundação está a caminho com fortes rajadas de risos e gargalhadas de cem quilômetros por hora possíveis avalanches de alegria ao sair de casa hoje não esqueça seu sorriso em casa.

A forca meu corpo abriga marcas e cicatrizes minha alma abriga um pobre coitado
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A forca meu corpo abriga marcas e cicatrizes minha alma abriga um pobre coitado meus lábios abrigam o veneno com o qual vou me engasgar meus braços preparam a forca minhas pernas bambeiam ao vento forte minha garganta suave espera seu amado meus pés se inclinam para o alto no momento do salto fim já não posso mais ser machucado