Frase de mbra6778_1128469
Canto XXVIII – O Brasil da Maturidade Por Poeta Mbra Há países que celebram apenas o seu nascimento. Outros compreendem que a verdadeira grandeza está no amadurecimento. Este canto convida o Brasil imaginário a deixar a infância das promessas e caminhar rumo à maturidade de uma nação que aprende com a história, cultiva a justiça e floresce pela responsabilidade de seu povo. I O Brasil nasceu entre rios e montanhas, Sob o céu de incontáveis alvoradas; Mas o tempo lhe fez antigas perguntas, Guardadas nas estradas empoeiradas. Não basta nascer para ser grande, Nem possuir riquezas incontadas; A maturidade é uma construção Erguida por mãos perseveradas. II Um povo cresce quando aprende, Mesmo tropeçando pelo caminho; Transforma feridas em memória, E nunca faz da mentira seu ninho. Quem ama a verdade permanece, Ainda que caminhe sozinho; Pois o futuro é filho da coragem Que enfrenta o espinho. III O Brasil imaginário desperta cedo, Não para repetir velhos discursos; Mas para plantar novos princípios Nos campos dos próprios recursos. Cada cidadão torna-se semente, Cada criança, novos concursos; De esperança que não envelhece Nem se perde nos percursos. IV A justiça veste roupas simples, Sem privilégios ou aparência; Seu tribunal é a consciência, Sua força é a transparência. Onde reina a honestidade, Floresce também a convivência; E a paz encontra morada Na madura experiência. V As cidades respiram respeito, As praças acolhem o diferente; O trabalho recebe dignidade, O saber ilumina a mente. Não se mede um povo apenas Pela riqueza aparente; Mas pelo valor que concede À vida de toda gente. VI O Brasil aprende com os idosos, Escuta o vigor da juventude; Une passado e esperança Na construção da virtude. Não despreza suas raízes, Nem vende sua atitude; Pois sabe que a verdadeira força Nasce da retidão e da plenitude. VII As escolas ensinam caráter, Além das letras e dos números; Os lares cultivam respeito, E colhem dias mais seguros. Cada geração entrega à outra Valores firmes e puros; Como pontes lançadas ao futuro Sobre tempos escuros. VIII O campo celebra sua colheita, A cidade celebra o trabalhador; A ciência encontra espaço, E a cultura recebe valor. O talento deixa de emigrar, Encontrando solo promissor; Porque amadureceu a nação Na força do amor. IX Não é um Brasil perfeito, Mas disposto a melhorar; Reconhece seus próprios erros Sem medo de recomeçar. Toda grande transformação Começa no verbo mudar; E prossegue quando o povo Decide perseverar. X Assim caminha o Brasil imaginário, Não apenas por existir; Mas por crescer em sabedoria, Em justiça e em servir. Porque nascer foi apenas o início, O chamado é evoluir; E uma nação alcança sua grandeza Quando aprende a construir.
No pensador.ai desde